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Qui, Jun

Renato Janine Ribeir

  • O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, fez um gracejo ao passar o cargo para a nova presidenta, Cármen Lúcia, na quarta-feira (10), e perguntou se ela preferia ser chamada de "presidenta" ou "presidente".

    A reposta dela indica uma rejeição ao novo. Ela rejeitou ser chamada de presidenta com o argumento de ter sido estudante e “amante da língua portuguesa” e mostra desconhecimento do idioma.

    O ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro disse nesta sexta-feira (12) gostar da ministra Cármen Lúcia, "mas entre o português dela e o de Carlos Drummond de Andrade, fico com o do poeta - que, na sua tradução de Choderlos de Laclos, usa 'presidenta' sem nenhum problema. Obs.- Eu prefiro usar presidente, mas respeito Drummond, um de nossos maiores escritores".

    A nova presidente do STF ignora também o mais importante dicionário brasileiro da atualidade, do filólogo Antonio Houaiss, em que o verbete presidenta aparece como substantivo feminino, definido como “mulher que exerce a função de presidente”.

    “Além de ter cometido uma indelicadeza com a presidenta Dilma, a ministra do STF ignora que a língua portuguesa é uma língua viva e, portanto, sujeita a mudanças. Além de desconhecer a questão de gênero na decisão de escolher a forma presidenta”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

    A sindicalista questiona ainda se a nova presidenta do STF desconhece o fato de que esta palavra não era usada no país, porque Dilma foi a primeira mulher a ser eleita para o cargo mais alto do país.

    Como escreve um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, Guimarães Rosa: “Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pãos ou pães, é questão de opiniães”...

    Assista à sessão do STF em que a nova presidenta cometeu a gafe 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy