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Qua, Jun

rumo a greve geral

  • Por Altamiro Borges

    Finalmente, as centrais sindicais brasileiras decidiram se unir para enfrentar a brutal ofensiva neofascista contra o trabalho e a democracia. Após mais de três décadas de cisão, os protestos do Dia Internacional dos Trabalhadores serão unitários neste 1º de Maio. O eixo das manifestações será a luta em defesa da aposentadoria, contra a “deforma” previdenciária do carrasco Jair Bolsonaro. Os atos em todo o país, convocados pelas 10 centrais – seis delas reconhecidas oficialmente –, servirão como um esquenta para a greve geral já marcada para 14 de junho.

    A unificação gerou surpresa na mídia burguesa. A Folha registrou: “O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) motivou uma união inédita. Pela primeira vez na história do sindicalismo nacional, todas as centrais estarão sobre o mesmo palanque no 1º de maio. As medidas nas áreas da Previdência e trabalho encampadas pela equipe econômica do ministro Paulo Guedes provocaram uma parceria singular. Contra a aprovação da reforma, CUT e Força Sindical se uniram na organização da festa do Dia do Trabalhador. Com um orçamento de R$ 700 mil – fruto do rateio das dez centrais –, os sindicalistas pretendem reunir 200 mil trabalhadores no Vale do Anhangabaú, na região central da cidade de São Paulo”.

    A Folha patronal – que critica o “ultradireitista” Jair Bolsonaro, mas defende de forma apaixonada o seu golpe da Previdência – até tenta destilar veneno contra o protesto unitário, afirmando que a razão principal da unidade é a asfixia financeira do sindicalismo. “Editada às vésperas do Carnaval, a Medida Provisória 873 suspende o desconto da contribuição sindical da folha de pagamento, exigindo que a cobrança dos trabalhadores que desejam contribuir com os sindicatos de suas categorias ocorra via boleto bancário. Sob ameaça de perda de arrecadação, as centrais decidiram unir esforços”.

    O ato no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, terá a presença dos dirigentes das dez centrais sindicais, dos líderes dos partidos contrários à “deforma” previdenciária e das direções da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo – que reúnem MST, UNE, MTST e a quase totalidade dos movimentos sociais brasileiros. Em outros estados também estão programados atos unitários. Confira a programação parcial das atividades, segundo painel elaborado pela CUT:

    *****

    BAHIA

    14h00 – 1º de maio unificado no Farol da Barra, em Salvador.

    BRASÍLIA

    13h00 – Ato do 1º de maio da classe trabalhadora no Taguaparque, com apresentações culturais de Vanessa da Mata, Odair José, Israel e Rodolffo, entre outras atrações locais.

    No 1º de maio também será celebrado os 40 anos do Sindicato dos Professores de Brasília (Sinpro-DF).

    CEARÁ

    15h00 – Ato unificado na Praia de Iracema, em Fortaleza, com concentração na Avenida Beira Mar, próximo ao espigão da Rui Barbosa.

    GOIÁS

    14h00 – Concentração na Praça Cívica, em frente ao Coreto.

    17h00 – Ato político e atividades culturais com shows e outras atrações na Praça Universitária.

    MATO GROSSO

    16h00 – Ato político e cultural, com artistas regionais, na Praça Cultural do Bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

    MATO GROSSO DO SUL

    9h00 às 12h00 – Ato unificado do 1º de maio na Rua Anacá com a Rua Barueri, bairro Moreninha II

    PARAÍBA

    14h00 – Caminhada com concentração em frente ao Centro de Zoonoses dos Bancários

    17h00 – Ato cultural no Mercado Público de Mangabeira

    PERNAMBUCO

    9h00 – Concentração na Praça do Derby, em Recife

    PIAUÍ

    8h00 – Ato do 1º de maio na Praça da Integração, em Teresina.

    RIO DE JANEIRO

    9h00 às 14h00 – Ato na Praça Mauá, com barraquinhas para coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, além de outras atividades organizadas pelos sindicatos e movimentos populares.

    14h00 às 17h00 –Os trabalhadores e trabalhadoras sairão em bloco pelas ruas, intercalando bloco e fala política das centrais sindicais e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

    SERGIPE

    8h00 – Concentração do ato na Praça da Juventude ─ Conjunto Augusto Franco. Em seguida, caminhada em direção aos Arcos da Orla de Atalaia, onde ocorrerá um ato político e cultural com coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a reforma da Previdência.

    RIO GRANDE DO SUL

    Porto Alegre

    15h00 – Ato na Orla do Guaíba - programação completa será definida nesta terça-feira (23)

    Caxias do Sul

    14h00 – Ato nos Pavilhões da Festa da Uva

    Bagé

    14h00 – Concentração na Praça do Coreto, com aminhada pela Avenida 7 de Setembro;

    Erechim

    10h00 – Concentração no Bairro Atlântico

    Passo Fundo

    14h00 às 17h00 – Ato no Parque da Gare

    Pelotas

    14h00 às 18h00 – Ato com mateada e atividades artísticas na Praça Dom Antônio Zattera

    Santa Maria

    10h00 às 17h00 – Atividades com ato ecumênico, almoço coletivo, apresentações culturais, mateada, lançamento do Comitê Regional contra a Reforma da Previdência e ato público no Alto da Boa Vista, no bairro Santa Marta.

    Ijuí

    14h00 – Concentração seguida de ato na Praça Central.

    Rio Grande – (a definir)

    SANTA CATARINA

    Florianópolis

    9h30 – Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades culturais na comunidade do Mont Serrat

    Palhoça

    Debates sobre a Reforma da Previdência e atividades na ocupação Nova Esperança.

    Blumenau

    15h00 – Ato público em defesa da Previdência na Praça da Prefeitura.

    SÃO PAULO (região metropolitana e interior)

    Campinas

    9h30 – Concentração no Largo do Pará com caminhada até o Largo da Catedral

    10h30 – Ato no Largo da Catedral

    11h00 – Ida ao 1º de maio em São Paulo, no Vale do Anhangabaú

    *A Missa dos Trabalhadores na Catedral será das 9h00 às 10h30

    Osasco

    6h30 – 11º Desafio dos Trabalhadores, tradicional corrida e caminhada de rua do dia 1º de maio, com concentração a partir das 6h30.

    São Bernardo do Campo

    Ação Interreligiosa

    9h00 – Concentração na Rua João Basso, 231, com procissão até a Igreja da Matriz

    9h30 – Missa

    Sorocaba

    14h00 às 22h00 – O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) organiza um ato político-cultural no Parque dos Espanhóis, com a presença de Ana Cañas, Detonautas, Francisco El Hombre, entre outros

  • Os condutores de São Paulo, em campanha salarial, realizaram uma assembleia massiva na tarde de quinta-feira (16), com cerca de 8 mil trabalhadores no CMTC Clube. A categoria recusou a proposta de acordo feita pelos patrões e ingressou em estado de greve, indicando que São Paulo pode parar na próxima quarta-feira (21) se os empresários mantiverem a intransigência em relação à sua pauta de reivindicações.

    Motoristas e cobradores também decidiram participar da greve geral convocada pelas centrais sindicais para 14 de junho em defesa das aposentadorias e contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro. Isto significa que a capital paulista vai ficar sem transportes no dia da paralisação, pois os metroviários resolveram ir pelo mesmo caminho.

    Os transportes são um ramo estratégico da economia nacional, cuja paralisação afeta todos os setores e ramos de atividade. Funcionam como uma espinha dorsal de uma greve geral, de modo que sua participação no movimento é quase uma garantia de pleno êxito.

    Para preparar a greve geral está sendo articulada uma Plenária do Setor de Transporte do Estado São Paulo para o dia 27 de maio no Sindicato de Metroviários. O tema também será debatido em âmbito nacional durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Trabalhadores em Transporte em Brasília, no dia 5 de junho, que também terá por foco a preparação e a mobilização nacional para a greve das centrais sindicais e movimentos sociais em 14 de junho.

  •                 Por José Carlos de Assis*

                    É inacreditável que, em  plena depressão econômica, o governo Paulo Guedes tenha como meta da reforma da Previdência uma economia de 1 trilhão de reais. Se isso acontecesse, seriam retirados do consumo esse 1 trilhão, precipitando o país numa depressão ainda maior do que aquela em que já estamos. É que  esse dinheiro sairia do consumo e iria diretamente para a especulação financeira a fim de irrigar os fundos de capitalização a serem criados. Um crime contra o povo, contra os trabalhadores, contra a economia nacional.

                    Proposta desse tipo só pode sair da cabeça de um insano que acha importante destruir a economia a fim de limpar o caminho para o neoliberalismo radical, que presume a retirada completa do Estado de todas as funções básicas da economia, inclusive as estratégicas. Ideias desse tipo nunca prosperaram no mundo, inclusive no berço do neoliberalismo que foi a Inglaterra de Thatcher, que manteve estatal, por exemplo, o sistema de saúde. No Chile os ataques neoliberais foram mais longe, porém o país estava sob uma ditadura sanguinária.

                    O grupo de Guedes quer privatizar tudo, e, na verdade, já  está privatizando o Estado numa velocidade espantosa. Até ícones da economia nacional, como o sistema Petrobrás e o sistema Eletrobrás, já estão sob ataque feroz dos neoliberais que Jair Bolsonaro encastelou no Governo. Supunha-se, quando o Ministério foi montado, que se poderia esperar dos generais que foram para o Governo que formassem uma corrente nacionalista para defender a economia nacional. Engano.  São tão entreguistas quanto os civis.

                    Mas a História se move dialeticamente. Toda ação política ou social extremada provoca uma reação. A reação da sociedade diante do radicalismo extremo  de Guedes/Bolsonaro começa a se organizar por setores inesperados. No caso da Previdência, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, Conic; a Coordenadoria Ecumênica do Serviço, CESE, e Cáritas, organizações de base religiosa mas com uma profunda vivência social estão convocando uma sucessão de Vigílias contra a destruição da Previdência, a partir do dia 14.

                    No dia seguinte, 15, será a vez de um verdadeiro levante do setor da Educação, justificadamente enfurecido com o ataque neoliberal às universidades. Isso pode ser considerado preparatório de mobilizações mais amplas, como a greve geral convocada pelas centrais sindicais para 14 de junho, já contando com o apoio do Conic e demais organizações mencionadas. Nesse último caso, o que se pretende é uma Vigília permanente até a votação da  reforma da Previdência de Guedes, como seu infame regime de capitalização.

                    Não se espera que grandes mobilizações de rua vão surgir de uma hora para outra. As grandes mobilizações que levaram à democratização nos anos 80 começaram em recinto fechado. De repente acontece algo que acende a pólvora. Por exemplo, os caminhoneiros estão nada satisfeitos com a política neoliberal de preços da Petrobrás. Uma configuração importante está se formando, inclusive o engajamento de forças religiosas significativas, similar ao que aconteceu nas greves de 1988. Por sua credibilidade e imparcialidade partidária, elas podem ser um significativo ponto de encontro do inconformismo, junto com os trabalhadores e o povo em geral.

                   * Jornalista, economista e professor

  • Trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias já ocupam as ruas desde a manhã desta quinta-feira (22), no Dia Nacional de Paralisações contra as reformas trabalhista e previdenciária proposta pelo governo golpista.

    Em São Paulo, manifestação ocupa a porta da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de SP), onde os presidentes das centrais entregam a pauta de reivindicações. O ato político será às 11h e às 14h os manifestanmtes se dirigem para o Masp para participar do protesto das 16h.

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    Em Porto Alegre, já na madrugada, atos nas portas das principais garagens de ônibus chamaram os trabalhadores a aderirem à manifestação. Posteriormente, os manifestantes saíram em caminhadas de diversas regiões da cidade, convergindo no centro da capital onde haverá grande ato unitário para marcar esse dia. Acreditamos que haverá grande adesão dos trabalhadores, pois esse é o momento de iniciarmos um processo de resistência já que corremos o risco de perder todos os nossos direitos”, defendeu o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor.

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    Em Goiânia (GO), manifestantes inciaram o Dia de paralisações às 9hs, em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Cerca de mil trabalhadores da saúde, educação pública e privada, servidores públicos estaduais e federais manifestam agora na porta da FIEG e denunciam as medidas nefastas. "Trabalhadores estão em luta pelos direitos legitimos conquistados. Em defesa do Brasil", afirmou Ailma Maria, presidenta da CTB Goiás.

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    Protesto em frente à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, CTB contra reformas trabalhista e previdenciária

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    No Distrito Federal, atos e assembleias populares se espalham por Brasília. Sindicalistas e dirigentes da CTB participam neste momento de atividade no Sinpro (Sindicato dos Professores).

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    Confira o calendário das manifestações que ocorrerão nesta quinta-feira:

    Goiânia (GO) - Às 9hs, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás

    Campina Grande (PB) - Às 15h, na Praça da Bandeira

    Rio de Janeiro (RJ) - Às 17h, na Candelária

    São Paulo (SP) - Às 19h, no Masp

    Taubaté (SP) Às 8h, na Praça Dom Epaminondas 

    Campinas (SP) - Às 17:30h, no Largo do Rosário

    Curitiba (PR) - Às 18h, na Praça Santos de Andrade

    Natal (RN) - Às 18h30, na Via Direta Shopping

    Sergipe (SE) - Às 18hs, na Praça da Bandeira

    Cuiabá (MT) - Às 16hs, na Praça Ipiranga

    Vitória (ES) - Às 9h, na Assembleia Legislativa do Espirito Santo

    Fortaleza (CE) - Às 13h, na Avenida Duque de Caxias

    Juiz de Fora (MG) - Às 18h, no Parque Halfed

  • As centrais sindicais se reúnem na manhã desta quarta-feira (7), na sede do Dieese, para organizar o dia 20 de junho, dia de mobilização nacional para construção da GREVE GERAL, que ocorrerá dia 30 de junho.

    As centrais esperam fazer uma grande panfletagem e agitação com carro de som para conscientizar a população da luta da Classe Trabalhadora e do que está em jogo caso as propostas de reformas previdenciária, que tramita na Câmara dos Deputados, e trabalhista, que tramita no Senado.

    A unidade foi o tom da reunião é os dirigentes presentes reiteraram seu empenho para construir uma greve ainda maior que a realizada dia 28 de abril, que unificou mais de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras contra as reformas de Temer.

    "A CTB Nacional reafirma a convocação geral de toda a sua base. Em São Paulo, vamos organizar nossa base e ocupar as ruas dia 20 de junho e construir uma grande greve geral dia 30 de junho", reafirmou Onofre Gonçalves, presidente da CTB/SP, ao lembrar que a unidade e resistência será fundamental na atual quadra.

    A operativa das centrais definiu a elaboração de material unificado e de ações conjuntas nas redes e nas ruas para ampliar a mobilização e construção da greve geral. 

    Agenda:

    Dia 20 de junho

    - Panfletagens unificadas nas estações do Metrô e Terminais de Ônibus;

    - Realização de assembleias nas bases e locais de trabalho;

    - Agitação nos bairros com carro de som para denunciar a retirada dos direitos;

    - Atos em todos os aeroportos e nas bases dos Senadores e Deputados para pressionar contra as reformas;

    São Paulo

    Manhã

    - Caminhada pelas ruas do centro de São Paulo, concentração às 10h30, na Praça da Sé;

    Tarde

    - Arraial Contra as Reformas - local a confirmar;

    Joanne Mota - Portal CTB

  • Em reunião realizada nesta sexta-feira (26) na sede da Força Sindical, em São Paulo, dirigentes das centrais sindicais bateram o martelo na convocação de uma greve geral em defesa das aposentadorias públicas e contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, que na opinião dos sindicalistas significa um retrocesso inaceitável e só interessa ao empresariado e em particular a banqueiros e rentistas.

    Participaram da reunião lideranças da CGTB, CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central (NCST), UGT, além da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. A paralisação nacional deve ocorrer no dia 14 de junho, mas a data só será oficializada no 1º de Maio Unificado programado para São Paulo, ocasião em que a decisão será anunciada.

    Foi aprovado o seguinte calendário de mobilização:

    - 1º de Maio: A partir das 10 horas, início do Ato Político do Dia Internacional da Classe Trabalhadora;

    - 6 de Maio: 10 horas, reunião das Centrais Sindicais em São Paulo;

    - 15 de maio: Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência e apoio à greve nacional da Educação.

    Além dessas datas ficou deliberado que será realizado um encontro das centrais com os movimentos sociais para a preparação da greve geral; reuniões com os sindicatos do ramo de transportes, que constituem a espinha dorsal de uma paralisação nacional; visitas aos estados para conscientizar e mobilizar as bases e intensificação da coleta do abaixo assinado contra a reforma (objetivo: 1 milhão de assinaturas) e definição da data de entrega do mesmo ao Congresso Nacional.

    Para o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, “a unidade é essencial para o sucesso da greve geral e estamos dando passos decisivos nesta direção. Vamos redobrar os esforços para conscientizar o povo brasileiro sobre os riscos embutidos nesta falsa reforma, que na verdade é o desmonte do sistema previdenciário, o fim progressivo das aposentadorias públicas e a privatização por meio do perverso sistema de capitalização. Temos a obrigação de empenhar todas nossas forças na luta para impedir mais este golpe contra a nossa classe trabalhadora.”

  • Representantes das centrais sindicais, de sindicatos filiados, dos estudantes e de outros movimentos sociais se reuniram, nesta segunda-feira (20), na sede do Dieese, para reforçar a mobilização da greve geral do próximo dia 14 de junho contra a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo e que está em tramitação no Congresso Nacional. 

    Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, o abaixo-assinado que está sendo levado às fábricas, bairros e praças públicas é um dos principais instrumentos do momento para mostrar aos parlamentares que a proposta é injusta, tira direitos e mantém privilégios.

    “A indignação popular contra os ataques aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora está aumentando em todo o Brasil”, avalia Torres que também é presidente d presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

    O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, Juruna, explica que na reunião desta segunda foi definido um calendário de ações para fortalecer a Greve Geral do dia 14 de junho. "Reafirmamos nossa unidade na luta em defesa da aposentadoria", afirma o sindicalista.

    Confira a seguir o calendário de ações de preparação e organização da Greve Geral do dia 14 de junho:

    22 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Rio de Janeiro

    Horário: às 14h

    Local: Sede da Força Sindical

    Endereço: Rua Silvino Montenegro nº 88, Gamboa - Centro

    23 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Distrito Federal

    Horário: às 19h

    Local: Sindicato dos Bancários

    Endereço: EQS 314/315 - Asa Sul

    27 a 31 de maio

    Semana de intensificação de coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a proposta de reforma do Governo

    27 de maio

    Plenária Estadual do Setor de Transportes do Estado S.Paulo

    Horário: às 14h

    Local: Sede do Sindicato dos Metroviários SP

    Endereço: Rua Serra de Japi, 31 - Tatuapé, São Paulo

    27 de maio

    I Plenária Estadual Unificada – Pernambuco

    Horário:  15h

    Local: sede do SINDSEP

    Endereço: R João Fernandes Vieira, 67 - Boa Vista - Recife, PE

    27 de maio a 07 de junho

    Pernambuco - Período indicativo para os sindicatos realizarem assembleias de preparação à greve

    29 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Rio Grande do Sul

    30 de maio

    Dia Nacional de Manifestação em Defesa da Educação

    Horário: a partir das 14h

    Local: São Paulo (Ato/Concentração no Vão Livre do Masp e caminhada até o Largo da Batata)

    31 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Rio Grande do Norte

    5 de junho

    Encontro Nacional do Setor de Transportes

    Local: Salão Nereu Ramos (à confirmar), em Brasília

    6 de junho

    II Plenária Estadual Unificada – Pernambuco

    Horário: 16h

    Local: sede do SINDSEP

    Endereço: R João Fernandes Vieira, 67 - Boa Vista - Recife, PE

  • Reunidos nesta segunda-feira (20) em São Paulo, dirigentes das centrais sindicais decidiram orientar as entidades filiadas a reforçar as manifestações convocadas para o dia 30 em todo o país pela UNE (União Nacional dos Estudantes) em defesa da Educação e contra os cortes de verbas para universidades públicas determinado pelo governo Bolsonaro.

    Os sindicalistas avaliaram como um grande êxito a greve nacional da Educação e os atos promovidos no dia 15 de maio contra a reforma da Previdência e os cortes nas universidades e estão confiantes na continuidade das mobilizações, que terão um ponto alto no dia 14 de junho com a greve geral que está sendo convocada pelas centrais sindicais e os movimentos sociais.

    “A mobilização vem num crescendo”, informou o presidente da CTB, Adilson Araújo. “Condutores e metroviários de São Paulo já definiram que vão participar da paralisação, o que é meio caminho andado para o seu sucesso no estado”. No dia 27 de maio haverá uma plenária geral dos trabalhadores e trabalhadoras paulistas em transportes e em 5 de junho será realizada uma plenária nacional do ramo em Brasília.

    Na próxima quinta-feira (23) a CTB São Paulo fará uma reunião para organizar a mobilização dos sindicatos filiados. No dia 21 ocorrerá um ato em frente à Sabesp (na Ponte Pequena) contra a MP 868-PLV 8/2019 e em defesa "da água e da vida", que igualmente está sendo considerado parte da mobilização geral contra a política ultraliberal do governo da extrema direita. 

    As centrais também vão promover plenárias estaduais unificadas para preparar a greve geral, que também deve contar com a solidariedade e o apoio ativo dos estudantes, religiosos e movimentos sociais reunidos nas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. “Estamos confiantes. O movimento será grande. Vamos lutar até a vitória contra a proposta da dupla Bolsonaro/Guedes, cujo propósito é a extinção das aposentadorias públicas e privatização do sistema”, complementou Araújo.

    Na opinião do presidente da CTB "o Brasil vive uma crise de grande dimensão, que se manifesta na economia, na política, na segurança e nas instituições. Hoje presenciamos o presidente, desesperando, apelando à sua horda extremista por uma ruptura golpista. Vamos às ruas em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. O povo brasileiro reclama soluções urgentes, com medidas emergenciais para a tragédia do desemprego em massa, a estagnação da economia, a violência, a instabilidade monetária e a inflação, que já está de volta apesar da depressão do mercado interno".  

  • O filme 1917: A Greve Geral (90 minutos/2017), de Carlos Pronzato, tem sua primeira exibição pública nesta terça-feira (11) no espaço Matilha Cultural, na capital paulista. O documentarista falou recentemente ao Portal CTB sobre a sua mais recente obra ainda em produção. As produções do cineasta argentino, radicado na Bahia, em geral recebem financiamento de entidades do movimento social. 

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) cedeu infraestrutura e financiamento para que a história da primeira greve geral ocorrida no Brasil pudesse ser contada nas telonas do país. "Trabalhar dessa maneira é um desafio constante, mas o prazer de ver a obra concluída em clima de total liberdade é inexplicável", diz Pronzato sobre a sua forma escolhida de trabalhar.

    Leia mais

    Filme reflete sobre a primeira greve geral do Brasil ocorrida em 1917, ano da Revolução Russa

    Ele contou ainda ao site Esquerda online que os trabalhos começaram em meados de 2016 com visitas aos arquivos de São Paulo e Campinas, onde se encontra o Arquivo Edgard Leuenroth, que recebeu este nome em homenagem ao célebre jornalista e militante anarquista. Ele também realizou muitas leituras do material acadêmico produzido até hoje sobre o tema do documentário.

    Para o cineasta, outro desafio é conseguir levar para a tela do cinema "um retrato fiel dessa que foi a primeira Greve Geral do país e tentar trazer para estes tumultuados dias o espírito dos grevistas de 1917".

    "Espero que as pessoas que assistirem ao filme, reflitam sobre a crise que se abate no Brasil e que essa reflexão ajude a fortalecer o movimento sindical e de oposição ao governo Temer", conclui Pronzato.

    Serviço

    O que: 1917, A Greve Geral, de Carlos Pronzato

    Quando e onde: Primeiras exibições Públicas em São Paulo, com a presença do diretor e equipe em todas as exibições. 

    Dia 11 de julho, terça, às 17h: Matilha Cultural (R. Rêgo Freitas, 542, República, tel.: 3256-2636)

    Dia 11 de julho, terça, às 19h: Apeoesp - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Praça da República, 282, tel.: 3350-6000)

    Dia 12 de julho, quarta, às 16:30h: Cedem - Centro de Documentação e Memória da UNESP (Praça da Sé, 108, tel.: 3116-1701). Comenta: Christina Lopreato

    Dia 12 de julho, quarta, às 19h: ECLA - Espaço Cultural Latino-Americano (R. Abolição, 244 – Bixiga, tel.: 3104-7401)

    Dia 13 de julho, quinta, às 16h: Sindicato dos Marceneiros (R. das Carmelitas, 149, Centro, tel.: 3107-8438)

    Dia 13 de julho, quinta, às 19h: Livraria Tapera Taperá (2º andar, loja 29, Av. São Luís, 187, República, Tel.: 3151-3797)

    Dia 14 de julho, sexta, às 19h: Associação Cultural José Martí (R. Joaquim Távora, 217, Santos)

    Dia 15 de julho, sábado, às 20h: Centro Cultural Benjamin Peret (R. Serranos, 90, Vila Bosque, perto do metrô Saúde, tel.: 5072- 2464)

    Dia 17 de julho, segunda, às 19h: Sede Social do Clube Atlético Juventus (R. Comendador Roberto Ugolini, 20, Mooca, tel. 2271-2000)

    Quanto: De graça

    Portal CTB. Foto: Divulgação

  • Na próxima segunda-feira (10), trabalhadores em transportes rodoviários promovem uma plenária nacional para acertar detalhes da greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 28 de abril. O objetivo da mobilização é paralisar o país contra as reformas da Previdência, Trabalhista e a Lei da Terceirização, sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB) no dia 31 de março.

    O encontro, que será realizado na Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários – SP (FTTRESP), reunirá sindicatos e federações de outros estados, além das confederações nacionais e centrais sindicais representantes do setor. “Não aceitamos os ataques do desgoverno Temer aos direitos trabalhistas”, presidente da federação, Valdir de Souza Pestana.

    “As reformas da previdência, com o fim das aposentadorias, e a trabalhista, aliada à Lei de terceirização sancionada recentemente, criarão uma legião de novos escravos”, diz Pestana.

     Portal CTB com NCST

  • A Contee convocou, com outras entidades do campo educacional, uma Greve Geral da Educação para o dia 15 de maio, quarta-feira. Conta com o apoio das centrais sindicais e da UNE e prepara a greve geral de 14 de junho contra a reforma da Previdência, que prejudica a todos os trabalhadores no ensino, das redes privada e pública. A greve do dia 15 também é uma resposta aos ataques que o Governo Bolsonaro vem realizando contra a educação e a liberdade de cátedra. No vídeo abaixo o coordenador-geral da Contee, Gilson Reis, explica os motivos da greve e aponta caminhos para que ela seja exitosa.

  • A classe trabalhadora argentina parou o país nesta segunda-feira (25) contra o acordo firmado entre o presidente Maurício Macri e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para um resgate de US$ 50 bilhões, teoricamente para enfrentar a crise cambial, à qual a política neoliberal de Macri mergulhou o país vizinho ao Brasil na América do Sul.

    Esta é a terceira greve geral de 24 horas convocada pelas centrais sindicais argentinas contra o governo de Macri, que tomou posso em 10 de dezembro de 2015. A paralisação atinge todos os setores do trabalho.

    A crise argentina vem se arrastando com a política recessiva de Macri – parecida com a de Michel Temer - que fez a inflação atingir dois dígitos e causou grande desvalorização da moeda do país, o peso. Além de alto índice de desemprego, que ultrapassa os 9% da população economicamente ativa.

    De acordo com os sindicalistas, mais de um milhão de pessoas paralisaram dando uma demonstração de força do movimento sindical e de grande descontentamento da população.

    A greve atingiu serviços como transportes, escolas, bancos, coletas de lixo e postos de gasolina, chegando a afetar os voos que partiriam para o Brasil. Cidades como São Paulo, Guarulhos, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, tiveram voos cancelados.

    A paralisação teve a adesão da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) e a CTA-Autônoma. Partidos de esquerda de oposição convocam os trabalhadores a uma concentração às 11h da manhã no Obelisco, localizado na avenida 9 de julho de Buenos Aires.

    Portal CTB com agências. Foto: Eitan Abramovich/AFP

  • Dirigentes de todas as centrais sindicais brasileiras estiveram reunidos nesta sexta-feira (10) na sede do Dieese, em São Paulo, para debater o apoio e a participação na paralisação nacional da Educação, convocada para a próxima quarta-feira, 15 de maio, bem como a mobilização para a greve geral contra a reforma da Previdência de Bolsonaro, que será realizada em 14 de junho. O clima entre os sindicalistas é de unidade e otimismo.

    “Estou muito animado com a mobilização dos sindicatos em São Paulo e outras regiões e estados”, exclamou o secretário geral da CTB, Wagner Gomes, que esteve presente na reunião das centrais. Líderes dos trabalhadores em transportes, que desempenham um papel estratégico nas greves gerais, realizarão uma plenária em São Paulo, cuja data ainda não foi definida, para definir a participação de suas categorias no movimento e a expectiva é de uma adesão gereralizada. “Não ouvi de ninguém do ramo ressalvas ou divergências com a proposta”, disse Gomes, que é metroviário. O tema também será pauta da Plenária Nacional dos Transportes que será realizada em 6 de junho no Distrito Federal.

    Atos no dia 15

    Os sindicalistas decidiram que as centrais vão reforçar as manifestações que serão realizadas pelos educadores na quarta-feira (15), concomitantemente à greve nacional. Em São Paulo o ato ocorrerá à tarde no Masp, localizado na Avenida Paulista. A paralisação na Educação também ganhou força após o anúncio de cortes no orçamento das universidades, que em alguns casos (como o da Universidade Federal da Bahia) alcança 50%.

    A coleta de assinaturas para o abaixo assinado em defesa das aposentadorias e contra a refroma da dupla Bolsonaro/Guedes deverá ser intensificada pelos sindicatos. O documento será entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, antes ou imadiatamente após a greve geral. As centrais vão bater o martelo sobre a data numa próxima reunião antes de junho.

    Os dirigentes das centrais também se reuniram com lideranças das Frentes Brasil Popular e Brasil Sem Medo para “alinhar a condução e o encaminhamento das mobilizações que vão desaguar na greve geral”, conforme o secretário geral da CTB. Serão realizadas plenárias unificadas nos estados para preparar a paralisação, que tende a ser uma das maiores da história do movimento sindical brasileiro.

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) realizou, nesta quarta-feira (5/4), uma plenária na região metropolitana a fim de analisar a conjuntura estadual e nacional, tendo como principal objetivo articular uma greve geral, no próximo dia 28 de abril.
    A análise foi feita pelo presidente da Afocefe (Sindicato dos Técnicos Tributários), Carlos De Martini, que lembrou que o discurso de crise usado historicamente pela direita em todo o mundo para implementar mudanças é o mesmo usado agora, no Estado e no país. Uma fala, segundo o dirigente, construída de forma proposital para vender o patrimônio público, como é o caso, no Rio Grande do Sul, da proposta do Governo Sartori de vender as fundações.

    “A Afocefe, juntamente com outras entidades, está pedindo a CPI da anistia fiscal, na Assembleia Legislativa, para averiguar a regularidade dos contratos de concessões. Um Estado na penúria financeira não pode sair distribuindo dinheiro a rodo. Somente de benefícios fiscais, o Rio Grande do Sul concede ao ano R$ 9 bilhões, sem o mínimo controle social e do Estado’’, apontou.

    O dirigente da Afocefe apontou caminhos para a superação da crise financeira, sem precisar penalizar ainda mais os servidores públicos, e defendeu a fiscalização do Estado para acabar com a sonegação. “Ano passado, no Estado, somente em ICMS, foram sonegados R$ 7 bilhões. A cada dez segundos, se perde um salário de um professor. Enquanto isso, o déficit do Estado é estimado em cerca de R$ 3 bilhões’’, afirmou De Martini.

    O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, coordenou a mesa da plenária e, em sua fala, relembrou os primeiros passos do Governo Temer: articular e aprovar a PEC dos gastos, que congela investimentos em saúde e educação por 20 anos, no Brasil. “Temer propõe medidas que visam diminuir o papel do Estado para financiar o capital. Em 2012, a representação da indústria no PIB brasileiro era de 19,2%. No final de 2017, deve ser de 9%”, afirmou.

    Vidor abordou outros assuntos polêmicos que prejudicam diretamente os trabalhadores brasileiros. A terceirização ampliada, aprovada no final de março na Câmara, que irá acelerar a precarização do trabalho no Brasil e o aumento da criminalização dos movimentos sindicais e sociais, que prejudicam as manifestações de rua e as greves. Para barrar retrocessos, a saída que está sendo chamada pela CTB e outras centrais sindicais é a greve geral, no próximo dia 28 de abril. Um dia que deve ficar marcado como de resistência da classe trabalhadora.

    Outro objetivo das plenárias regionais que vem sendo realizadas em cidades do interior do Estado, desde fevereiro, é preparar as regiões para o 4º Congresso Estadual da CTB, que acontece nos dias 1º e 2 de junho, no auditório da Fetag, em Porto Alegre. Ao final da plenária, foram eleitos coordenadores da região metropolitana, que devem ficar encarregados de organizar as atividades da Central até o Congresso.

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    Coordenação executiva:

    Luiz Fernando Lemos - Fecosul

    Silvana Conti - Simpa

    Fábio Cunha – Sindicato dos Artistas/Fitedeca

    Célia Chaves - Sindifars

    Coordenação geral:

    Fabrício Loguércio – Justiça Federal

    Denilson de Aguiar Rodrigues - Fetar

    Núbia Martins – Sisergs

    Marco Aurélio – Panificação

    Daniel Sebastiani - Sinpro

    Luiza Bezerra – Bancários

    Luciane Congo – Simpa

    Carlos De Martini – Afocefe

    Alexandre Dias –Simpa

    Marino – Sidergs

    Paulo Fernando da Silva – Seaacom

     

    Por Aline Vargas/CTB-RS

  • Durante a tarde desta terça-feira (28) lideranças da Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e Facesp (Federação das Associações Comunitárias de São Paulo) promoveram uma coleta de assinaturas para o abaixo assinado contra a reforma da Previdência proposta por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes.

    Em poucas horas mais de mil assinaturas foram colhidas, o que traduz “uma adesão muito boa”, na avaliação de Antonio Pedro de Souza, o Tonhão, dirigente da Conam. “O povo já está bem consciente do significado desta proposta”, argumentou.

    “Foram pouquíssimos os que se manifestaram a favor de Bolsonaro e da reforma e ouvimos muitas reclamações de pessoas que votaram nele e se sentem enganados, uma vez que na campanha ele criticou a reforma da Previdência do Temer e agora apresenta uma proposta que é bem pior para a classe trabalhadora”, observou.

    O próprio Bolsonaro já disse que a reforma que pretende impor é antipopular e só insiste nela porque é “obrigado”. Agora cabe perguntar: obrigado por quem, cara pálida, se a maioria do povo é contra? A resposta óbvia é que ele está agindo como um serviçal dos banqueiros, que emplacaram o ministro da Economia (Paulo Guedes), dos empresários (que não vão mais contribuir para a Previdência se a reforma for aprovada), dos grandes proprietários rurais, dos oligarcas da mídia e das transnacionais, integrantes das classes sociais que apoiaram sua campanha. O povo que nele votou está sendo ludibriado. 

    A ação promovida pela militância da CTB ocorreu diante da Estação Capão Redondo do Metrô, na periferia da Zona Sul, linha Lilás. O abaixo assinado integra o cronograma de mobilização e conscientização que antecede a deflagração da greve geral contra a reforma em 14 de junho e deve ser encaminhado às lideranças do Congresso Nacional no curso do próximo mês.

  • Atenção trabalhador, atenção trabalhadora
    Seu direito à aposentadoria está sob ameaça. A proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e Paulo Guedes acaba com as aposentadorias públicas e privatiza o sistema previdenciário brasileiro, ao qual a maioria da nossa classe trabalhadora não terá acesso se o texto encaminhado pelo presidente ao Congresso for aprovado. Além disto, impõe inúmeros outros retrocessos que estão despertando indignação e revolta generalizada na classe trabalhadora.

    Entre eles, a fixação de uma idade mínima; 40 anos de contribuição para receber 100% do valor do benefício; aumento do tempo de trabalho para gozar a aposentadoria, em particular para as mulheres e trabalhadoras rurais; corte no Benefício de Prestação Continuada (pessoas extremamente pobres e deficientes terão o benefício reduzido de R$ 998 para R$ 400) e fim da indenização por demissões imotivadas de quem já está aposentado.

    Comprometido com o patronato, o governo quer jogar sobre as costas da classe trabalhadora todo o ônus da crise econômica pela qual na verdade é o principal responsável, junto com banqueiros e grandes empresários nacionais e estrangeiros, que serão os únicos a lucrar com as mudanças nas regras da aposentadoria.

    A reforma vai provocar um empobrecimento ainda maior do povo brasileiro e, ao contrário do que alardeiam o Palácio do Planalto e a mídia capitalista, isto vai agravar em vez de solucionar o drama do desemprego em massa e os problemas nacionais, a exemplo do que ocorreu após a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita.

    O sistema previdenciário brasileiro é o maior programa de distribuição de renda da América Latina e mais de 4 mil municípios do país dependem dos recursos da aposentadoria para sobreviver. A introdução da capitalização vai privatizar totalmente o sistema, destruindo tudo isto e condenando os idosos à miséria, como ocorre no Chile, onde mais de 90% dos aposentados recebem menos da metade do salário mínimo e o índice de suicídio de idosos aumentou substancialmente, batendo todos os recordes.

    Os economistas e políticos progressistas, bem como as lideranças sindicais brasileiras, já apontaram outros caminhos para retomar o crescimento da economia e contornar o desequilíbrio fiscal. Entre as medidas necessárias neste sentido destacam-se:

    • Taxação das grandes fortunas e dos lucros e dividendos apropriados por rentistas que nada produzem, sobretudo os lucros que são remetidos pelas transnacionais ao exterior em detrimento dos investimentos internos;

    • Cobrança da dívida dos empresários com o INSS, que alcança mais de R$ 400 bilhões;

    • Fim das desonerações, especialmente das contribuições patronais para a Previdência, e da DRU (Desvinculação das Receitas da União), que subtraem recursos do orçamento público e da Seguridade Social;

    • Reforma tributária progressiva que onere o capital financeiro e desonere o trabalho e a produção.

    A reforma que o governo pretende aprovar no Congresso Nacional é contrária aos interesses do povo e da nação brasileira, razão pela qual é repudiada pelas centrais sindicais, pelos parlamentares comprometidos com a classe trabalhadora, pelos movimentos sociais e setores democráticos e progressistas do nosso país. É um retrocesso que temos a obrigação de barrar.
    Seja consciente trabalhador e trabalhadora. Defenda seu direito à aposentadoria, que foi conquistado com muita luta. Participe da greve geral do dia 14 de junho e das manifestações convocadas pelo movimento sindical contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

  • As graves denúncias divulgadas pelo site investigativo The Intercept de que o juiz de primeira instância Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol armaram e coordenaram uma farsa na Operação Lava Jato para condenar Lula e tira-lo da disputa eleitoral à presidência da República dão mais força à greve geral desta sexta-feira (14/06), quando trabalhadores prometem parar o país.

    O clima já era de perspectiva de um grande movimento por causa da reforma da Previdência e do corte das verbas na educação. Agora, os novos episódios do cenário político nacional botam mais lenha na fogueira e colocam em xeque também o governo Bolsonaro, eleito por conta do impedimento de Lula.

    Inclusive, a Primeira e a Segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) convocaram sessões extraordinárias para a manhã desta terça-feira (11/06) que podem definir o futuro do ex-presidente e anular todo o processo do triplex e do sítio de Atibaia. Até o início da tarde desta segunda-feira (10/06) mais de 100 juristas pediram a soltura imediata de Lula e o afastamento de Deltan Dallagnol da Lava Jato.

    A notícia caiu como uma bomba no meio dos trabalhadores e do movimento sindical e dá novo ânimo à resistência democrática. Também ganhou repercussão internacional considerável. 

    Segundo a denúncia do The Intercept, além de forjar a prisão do ex-presidente e conseguir mudar o resultado da eleição presidencial de 2018, Moro aceitou orientação do PSDB para abrir novas fases da Lava Jato. 

    Há suspeitas até de que a trama envolveria um ex-presidente e políticos de outras nações. Mas essa outra face oculta da Operação isso só será conhecido nas próximas reportagens que o The Intercept deve divulgar. 

    Com informações de bancáriosbahia.org.br

  • O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou esta semana o "Balanço das greves de 2017", documento que reúne as principais paralisações que ocorreram no Brasil.  

    Leia o estudo na íntegra aqui

    De 1.566 greves acompanhadas pelo Dieese no ano passado, 1.269 (81%) tiveram caráter defensivo, ou seja, em defesa de direitos, por manutenção ou, principalmente, descumprimento de acordos.

    Embora seja 25% menor que no período 2013-2016 (2 mil, em média), o instituto lembra o número é “bastante superior” ao do período anterior a 2013 (em torno de 500 paralisações por ano). 

    A CTB e demais centrais sindicais estiveram à frente da maior parte destes movimentos e desenvolveram em todo o período uma ampla e capilarizada campanha em defesa dos direitos trabalhistas, com acirradas negociações com o governo e seus representantes do Ministério do Trabalho. 

    Dieese aponta presença maior de categorias consideradas mais vulneráveis, como os terceirizados, contratados tanto pelo setor privado como público

    “Pode-se dizer que esse grande ciclo de greves, iniciado há alguns anos, ainda está em marcha”, afirma o relatório. Mais da metade das greves registradas em 2017 (55,5%) referia-se a descumprimento de acordos, convenções coletivas ou legislação. Em 44% dos casos, a principal reivindicação era pagamento de salários atrasados, ou itens como férias, 13º e vales – esse percentual era de 20% em 2013. Quase um terço (32%) das paralisações foi por reajuste de salários ou pisos.

    Os trabalhadores no setor público fizeram mais greves do que os da área privada: 814 e 746, respectivamente. O total de horas paradas superou 94 mil, sendo 65% referentes à esfera pública, que se dividiu em paralisações no funcionalismo (728) e empresas estatais (86). Segundo o Dieese, seis greves envolveram trabalhadores dos setores público e privado.

    O instituto lembra que 2017, ano do centenário da greve envolvendo várias categorias em São Paulo, registrou três protestos nacionais contra as “reformas” trabalhista e previdenciárias: a greve de 15 de março, a greve geral de 28 de abril e o dia de protestos em 30 de junho.

    “Ao mesmo tempo, as principais características observadas nas mobilizações de 2017 – categorias de trabalhadores envolvidos e caráter das pautas de reivindicações – continuam a reafirmar a permanência do grande ciclo grevista que emergiu mais claramente a partir de 2012”, avalia o Dieese.

    Os dados analisados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG-DIEESE), que reúne informações sobre as paralisações realizadas pelos trabalhadores brasileiros desde 1978 e que conta, atualmente, com mais de 38 mil registros.

    Trabalhadores mais vulneráveis

    Do ano de 2012 em diante, e progressivamente, trabalhadores de categorias profissionais mais vulneráveis, tanto da perspectiva remuneratória, quanto de condições de trabalho, vão se destacando como grandes protagonistas do ciclo grevista.

    Entre eles os terceirizados que atuam em empresas contratadas pelo setor privado – como vigilantes, recepcionistas e encarregados de limpeza – e os terceirizados de empresas contratadas pelo poder público, como trabalhadores em coleta de lixo e limpeza pública, rodoviários do transporte coletivo urbano, enfermeiros e outros profissionais das Organizações Sociais de Saúde – OSS.

    Também tiveram notoriedade as paralisações promovidas por trabalhadores da construção envolvidos em grandes obras e por professores municipais na luta pelo pagamento do Piso Nacional do Magistério.

    Portal CTB com Rede Brasil Atual e Dieese

  • A CTB reuniu nesta quinta-feira (23) presidentes de suas principais seções estaduais para tratar dos preparativos da greve geral de 14 de junho. A avaliação dos dirigentes é que o êxito das grandes manifestações de 15 de maio em defesa da educação e contra a reforma da Previdência de Bolsonaro reforçam a preparação da greve geral.

    Durante a reunião, as principais seções estaduais da CTB relataram um desgaste do governo com a iniciativa de impor uma Reforma da Previdência que ataca os trabalhadores. Estão marcadas grandes manifestações em todos os Estados no dia da greve geral.

    A reunião foi realizada por videoconferência. Isso permitiu a participação plena de 7 estados. Com isso, a CTB inaugura uma fase de maior utilização de novas tecnologias de informação e comunicação para aprimorar sua organização.

    O movimento sindical enfrenta uma de suas maiores crises, com sucessivos ataques do governo contra os trabalhadores e suas organizações. É desta forma que a CTB irá buscar se apropriar destas tecnologias para fortalecer a mobilização. Nossa iniciativa será a de produzir novas reuniões por videoconferência, mescladas com reuniões presenciais, facilitando o contato e o diálogo com as bases e as categorias de nossa Central Sindical.

    Participaram da videoconferência os seguintes dirigentes: Valéria Morato (presidente da CTB/MG), Rosa (vice-presidente da CTB/BA), Guiomar Vidor (presidente da CTB/RS), Paulo Farias (presidente da CTB/RJ), Cléber (presidente da CTB/PA), Railton (presidente da CTB/GO), Júlio Guterres (dirigente da CTB/MA) Divanilton Pereira (vice-presidente da CTB Nacional), Adilson Araújo (presidente da CTB Nacional), Nivaldo Santana (secretário de Relações Internacionais), Raimunda Gomes (secretária da Comunicação), Rogério Nunes (conselheiro fiscal), Luiza Bezerra (secretário da Juventude), Wagner Gomes (secretário-geral) e Ronaldo Leite (secretário de Formação).

  • Nesta quinta-feira (30/05), professores, estudantes e funcionários de universidades e institutos federais voltam às ruas do Brasil para pressionar recuo do governo, que cortou 30% de recursos da educação. 

    As manifestações desta quinta-feira representam a insatisfação da população com as medidas neoliberais tomadas por Bolsonaro e ministros. Os cortes congelam verbas da educação básica, cancelam bolsas de mestrado e doutorado, interrompem pesquisas e dificultam até o funcionamento básico das instituições. 

    A CTB participará do ato na luta pela educação pública de qualidade e gratuita como ferramenta indispensável no desenvolvimento humano e aniquilador de desigualdades sociais. 

    No último dia 15, a população de mais de 222 cidades de 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal mostrou a força. A agenda privatista e de desmonte está a todo vapor e o povo não deve cruzar os braços. O momento é de resistência.

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • As entidades e organizações listadas abaixo, reunidas em Brasília, a convite da Comissão Brasileira Justiça e Paz, organismo da CNBB, debateram os impactos das iniciativas e projetos de mudanças constitucionais e legais que alteram de maneira regressiva os direitos sociais definidos na nossa Constituição Federal.

    A avaliação compartilhada identifica uma ampla agenda que visa ao desmonte das políticas públicas de seguridade social (assistência, saúde e previdência social), de educação, dos direitos trabalhistas e da promoção social em sentido amplo, ao mesmo tempo em que só privilegiam o setor financeiro nacional e internacional.

    Diante de tal ataque, consideram essencial que compartilhemos iniciativas e esforços de construção de unidade em torno de movimentos de resistência aos desmontes e de atuação propositiva para ampliar a proteção e promoção social universal, com prioridade aos mais pobres.

    A nossa agenda comum deve enfrentar o desafio de atuar sobre as causas da crise produzida, que gera as desigualdades e as injustiças, combatendo o poder do sistema financeiro, que retira capacidade do sistema produtivo de gerar emprego e renda aos trabalhadores, bem como atuando de forma articulada para a promoção de uma reforma tributária justa e cidadã.

    Diante disso, convidamos a CNBB e suas Pastorais e organismos a se somarem nessa cooperação, atuando na conscientização e esclarecimento do povo, nas comunidades e regiões brasileiras. Em especial, pedimos o apoio ao movimento nacional do dia 30 de maio em defesa da educação e aos atos previstos para o dia 14 de junho, em defesa da seguridade e previdência social.

    Consideramos, como em momentos anteriores, inclusive na Campanha da Fraternidade, a participação das entidades de base da igreja, e o apoio desta, parte essencial da unidade e cooperação que queremos continuar construindo, em sintonia com as manifestações da CNBB emanadas na 57ª Assembleia, os ensinamentos do Papa Francisco visando ao fortalecimento dos direitos humanos e ao combate às desigualdades, à pobreza e à injustiça.

    Brasília, 27 de maio de 2019

    ABJD - Associação Brasileira de Juristas pela Democracia

    ANFIP - Associação Nacional de Auditores Fiscais

    ANFIP - Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

    Auditoria Cidadã da Dívida

    Cáritas Brasileira                                            

    CBJP - Comissão Brasileira Justiça e Paz                                  

    Centro de Fé e Política Dom Hélder Câmara

    CFP - Conselho Federal de Psicologia                        

    CGTB - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

    CIMI – Conselho Indigenista Missionário

    CJP/DF – Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Brasília

    CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil

    CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura

    CONTRAF - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro

    CPT – Comissão Pastoral da Terra                      

    CRB - Conferência dos Religiosos do Brasil            

    CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros

    CSP- Conlutas

    CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

    CUT – Central Única dos Trabalhadores

    DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos

    FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital

    FMCJS - Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

    Força Sindical

    INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos

    Intersindical (Central da Classe Trabalhadora),

    Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora)

    JPIC - Justiça, Paz e Integridade da Criação                                          

    MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens

    MAM - Movimento dos Atingidos pela Mineração

    MMC – Movimento Mulheres Camponesas

    MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

    NSCT - Nova Central de Trabalhadores

    OLMA – Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida

    Pastoral da Mulher Marginalizada

    Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político

    Serviço Pastoral dos Migrantes

    SINDIFISCO - Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

    UGT - União Geral de Trabalhadores

  • A CTB São Paulo realiza na tarde desta terça-feira uma plenária com as entidades filiadas para organizar a mobilização para as manifestações convocadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) para a próxima quinta-feira, 30 de maio. A pauta também contempla os preparativos para a greve geral de 14 de junho, que na opinião das lideranças deve ser uma das maiores, senão a maior, da história do movimento operário brasileiro.

    A reunião ocorrerá no Sindicato dos Marceneiros (rua das Carmelitas, 149, próximo à Praça da Sé), a partir das 14 horas.

  • O cenário internacional, quanto aos direitos dos trabalhadores e das forças populares e progressistas, ainda não é promissor. Porém, já estamos sentindo uma brisa, um leve sopro de esperança de reação popular e democrática contra a onda de direita e neofascista que encrudesceu os povos e nações de várias partes do mundo.

    Esperança como foi o recente resultado eleitoral da Espanha, a resistência da Venezuela Bolivariana e a possível retomada de Kirchnerismo como alternativa de poder na Argentina. A conferir. Até o Trump, nos EUA, anda meio mal com sua desastrosa política protecionista, comprando brigas contra a China.

    Aqui no Brasil, desde a posse do presidente J. Bolsonaro, já encontramos sinais de resistência. A conduta política do atual presidente para dirigir uma grande nação como o Brasil é iníqua. Não tem preparo e não tem projeto para o povo. As forças da elite empresarial e financeira que o apoiou estão receosas com o futuro de seu mandato e já se mexem no sentido de uma possível interrupção do mandato presidencial.

    O maior motivo da esperança daqueles que lutam pelo progresso e pelos direitos sociais e trabalhistas foi a recente manifestação do segmento da educação brasileira nas ruas no último dia 15 de maio. Colocamos quase dois milhões de manifestantes nas ruas contra a política de educação de um presidente que tomou posse a menos de 6 meses. Professores, estudantes e trabalhadores entenderam que somente na rua podemos barrar esse desmonte orquestrado pelo presidente e seu desastroso ministro da educação.

    O dia 15 de maio foi um sucesso porque contou com a participação massiva daqueles envolvidos na educação e colocou em evidência o projeto de educação que o governo quer para os brasileiros e brasileiras. O 15M conseguiu dialogar com amplos setores da sociedade, ultrapassou o debate corporativo.

    O que JB pretende é piorar os já debilitados direitos sociais e trabalhistas. Aprofundar o desastre que foi o governo Temer. Este aprovou a Emenda Constitucional 95, que congelou recursos públicos, e implantou a reforma trabalhista, que enfraqueceu sindicatos e diminuiu direitos dos trabalhadores.

    O cenário mudou. Novas lutas estão no horizonte. O movimento estudantil, embalado com o 15M, já convocou para o dia 30 de maio novas jornadas em defesa da educação. O movimento sindical, puxado pelo fórum das centrais sindicais, convocou para o dia 14 de junho a Greve Geral contra a reforma da previdência do governo JB.

    Uma grande frente constituída ainda nos anos da resistência do golpe de 2016 contra a presidente Dilma Rousseff, a Frente Brasil Popular – FBP, convoca todos os movimentos sociais de caráter progressista, de defesa dos direitos sociais e trabalhistas, defesa da democracia e de defesa da soberania nacional para unirmos forças nessas duas datas vitais para o fortalecimento da resistência popular e democrática. Unidade e amplitude devem ser as palavras de ordem para as duas grandes mobilizações para o próximo período.

    Carlos Rogério de Carvalho Nunes – da CTB Nacional

  • Sob as bandeiras de Nenhum direito a menos e Rumo à greve geral, centrais sindicais e movimentos sociais vão às ruas em todo o país contra as reformas trabalhista e previdenciária que, se aprovadas, irão promover um retrocesso histórico nas garantias e direitos das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

    Confira o calendário das manifestações que ocorrerão nesta quinta-feira (22):

    Goiânia (GO) - Às 9hs, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás

    Campina Grande (PB) - Às 15h, na Praça da Bandeira

    Rio de Janeiro (RJ) - Às 17h, na Candelária

    São Paulo (SP) - Às 19h, no Masp

    Taubaté (SP) Às 8h, na Praça Dom Epaminondas 

    Campinas (SP) - Às 17:30h, no Largo do Rosário

    Curitiba (PR) - Às 18h, na Praça Santos de Andrade

    Natal (RN) - Às 18h30, na Via Direta Shopping

    Sergipe (SE) - Às 18hs, na Praça da Bandeira

    Cuiabá (MT) - Às 16hs, na Praça Ipiranga

    Vitória (ES) - Às 9h, na Assembleia Legislativa do Espirito Santo

    Fortaleza (CE) - Às 13h, na Avenida Duque de Caxias

    Juiz de Fora (MG) - Às 18h, no Parque Halfed

    Portal CTB

  • A luta contra a reforma da Previdência só pode ser vitoriosa se governo e Congresso Nacional forem colocados contra a parede. É o que os brasileiros prometem fazer na próxima sexta-feira (14/06), com a greve geral contra a PEC 6/19, que mexe na aposentadoria dos trabalhadores. Em Salvador, além de manifestações pela manhã em diversas partes da cidade, inclusive nas agências, à tarde está prevista uma grande passeata, saindo do Campo Grande às 15h. O ato acontece simultaneamente em todo o país.

    A promessa é de parar o Brasil. O momento é bem oportuno. O apoio a Bolsonaro derrete. Diante da incompetência e amadorismo do presidente e da equipe de ministros, há divisões na própria elite que ajudou a eleger o presidente. Portanto, o terreno é propício para construir um forte movimento contra os retrocessos. Um deles é a reforma da Previdência que o governo quer empurrar goela abaixo da população, mas que, na prática, atende a agenda do sistema financeiro, de olho no dinheiro da aposentadoria dos trabalhadores.

    O discurso oficial é de que se a proposta não for aprovada, o país vai quebrar, é uma mentira. A verdade é que o governo desvia boa parte das verbas da Seguridade Social para pagar juros aos bancos. Não é só isso, com o desemprego em nível recorde - mais de 13 milhões estão sem trabalho - e a economia patinando, a contribuição ao INSS caiu bruscamente, prejudicando a Previdência. Mas nada que não possa ser recuperado se houver um projeto que vise retomar o crescimento econômico, com geração de emprego e distribuição de renda para reduzir as desigualdades sociais do país.

    Entenda a PEC
Entre as principais perversidades da reforma da Previdência estão a obrigatoriedade da idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o aumento do tempo de contribuição 15 para 20 anos e o fim das condições especiais para trabalhadores rurais e professores terem direito ao benefício.

    A PEC cria ainda o sistema de capitalização, em que o trabalhador contribui mensalmente, em uma conta individual, administrada por financeiras privadas, mas que ao final vai receber apenas parte do dinheiro aplicado, já que os bancos vão abocanhar uma boa fatia, disfarçada de taxa de administração.

     

    Com informações de bancariosbahia.org.br