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Dom, Fev

Sampaprev

  • A greve continua, decide assembleia que reuniu milhares de servidores públicos paulistanos

    A queda de braço entre o tucano Bruno Covas, prefeito de São Paulo, e os trabalhadores e trabalhadoras da administração municipal ainda não terminou. Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (13) diante da sede da Prefeitura millhares de grevistas decidiram prosseguir com a paralisação.

    O movimento teve início no dia 4 de fevereiro e a adesão dos profissionais das diferentes categorias que compõem o funcionalismo municipal é crescente, na avaliação dos líderes sindicais. Os trabalhadores têm bons motivos para a revolta, pois o prefeito tucano se aproveitou das festas de final do ano para impor sem maior discussão, com respaldo do Legislativo, a mesma reforma da Previdência que tinha sido proposta e derrotada após muita luta durante o breve mandato do também tucano João Doria, aumentando para 14% a contribuição dos servidores, que classificam o reajuste de confisco salarial, e criando o Sampaprev, um fundo privado de aposentadoria complementar.

    Covas pensou que a manobra não teria reação, mas seus cálculos políticos estavam equivocados. Ele mantém uma conduta considerada arrogante e intransigente, mas os grevistas, por seu turno, não parecem dispostos a recuar. Eles lutam pelo fim do Sampaprev e o cancelamento do aumento da contribuição. Querem também um reajuste geral de 10% sobre os salários para repor perdas, convocação de concursos públicos, fim das contratações precárias através de Organizações Sociais e mais investimentos públicos, sobretudo nas áreas de educação e saúde.

  • Aula na rua: educadoras e educadores paulistanos vão parar São Paulo no dia 19

    Os profissionais do ensino municipal de São Paulo darão aula nas ruas na segunda-feira (19), participando dos protestos do Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência. “Se botar pra votar, o Brasil vai parar” é o mote do protesto.

    A greve foi marcada porque o projeto do Executivo muinicipal passa de 11% para 14% a contribuição ao Instituto de Previdência Municipal de São Paulo (Iprem), com o Projeto de Lei (PL) 621/2016, que também cria a Entidade Fechada de Previdência Complementar do Município de São Paulo (Sampaprev).

    Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), afirma que as educadoras estarão nas ruas "contra a reforma da previdência de Michel Temer e para barrar os projetos privatistas do prefeito João Doria (PSDB)". Diz ainda que "não aceitaremos que mexam em nossa aposentadoria". Ela lembra que a reforma de Temer aumenta em 10 anos o tempo para as professoras se aposentarem.

    A greve foi decretada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de São Paulo (Sinpeem). Porque "a proposta de criação do Regime de Previdência Complementar e da Sampaprev foi enviada à Câmara em 2015. Graças à nossa luta e pressão, com a realização de manifestações e greve", diz Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem.

    Já Alves afima que "temos cobrado da administração municipal que respeite as profissionais da educação e as crianças. "A educação infantil é um direito constitucional das crianças e nós lutamos para ofererecer o melhor para elas, mas precisamos de condições adequadas de trabalho e as crianças de espaço propício para o seu desenvolvimento pleno".

    Portal CTB. Foto: Foto: Suamy Beudoyn/Futura Press/Estadão Conteúdo

  • Depois de 16 dias, educadoras e educadores da rede pública municipal encerram greve em São Paulo

    Mais de 10.000 trabalhadoras e trabalhadores da rede pública municipal de São Paulo resolveram encerrar a greve na sexta-feira (31), em assembleia na Praça do Patriarca, próxima à sede da prefeitura.

    A paralisação começou juntamente com a Greve Geral Nacional da Educação, liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), no dia 15 de março. “Conseguimos mostrar que a categoria está unida e forte”, diz Teresinha Chiappim (Teca), da CTB Educação-SP.

    A Assembleia teve início às 15h, sendo que logo em seguida uma comissão foi recebida pela administração municipal para mais uma rodada de negociação. Com as propostas acertadas, a maioria votou pelo retorno ao trabalho.

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    Teca defende mobilização contra as reformas propostas pelo governo Temer e firmeza nas negociações com o prefeito

    “Mas continuamos mobilizados para que as negociações possam ocorrer e os pontos acordados sejam todos respeitados e nossas conquistas ampliadas”, afirma Francisco Livino de Noronha Neto, da CTB Educação-SP.

    Teca reforça esse posicionamento, pois “não ficou definido nenhum índice de reajuste salarial”. Para ela, a administração municipal se dispôs a debater pontos importantes para a categoria, mas “precisamos estar muito atentos e não nos dispersar”.

    A assembleia decidiu também a ampla participação do magistério paulistano na greve geral do dia 28 de abril. "Nós vamos parar o Brasil para barrar todos esses retrocessos dos golpistas", garante Teca.

    Propostas:

    - Prefeito não retira o Sampaprev da Câmara dos Vereadores, embora garanta não ter interesse em sua aprovação.
    - Promessa de discutir com os sindicatos, as questões relativas à previdência.
    - Retomada dos programas de atenção à saúde e promessa de que o Hospital do Servidor Municipal atenda somente servidores.
    - Formação de Grupos de Trabalho na mesa setorial de educação sobre saúde dos profissionais, segurança e combate à violência nas escolas.
    - Promessa de que a administração não pretende terceirizar a educação
    - Reunião dos Representantes de Escola.
    - Reposição dos 16 dias de greve. Pagamento assegurado.
    - Criação de Grupo de Trabalho para analisar a situação dos equipamentos de Educação Infantil.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy (texto e fotos)

  • Educadoras e educadores paulistanos decidem manter a greve contra Doria e Temer

    Em ato público em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, cerca de 8 mil trabalhadoras e trabalhadores da rede municipal de educação, decidiram manter a greve iniciada no dia 15 - Greve Geral Nacional da Educação -, comandada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

    “Estamos em greve contra as reformas do governo golpista, porque não queremos perder nossos direitos, nossa aposentadoria. Mas também queremos melhores condições de trabalho e salários compatíveis com as nossas responsabilidades”, afirma Teresa Chiappim, a Teca, da CTB Educação-SP.

    Ela explica que além das reformas pretendidas pelo governo federal, as trabalhadoras em educação de São Paulo também combatem o projeto de lei 621/2016, que visa criar um
    Regime de Previdência Complementar, conhecido como Sampaprev.

    “Estamos nas ruas também contra a terceirização ilimitada, aprovada recentemente no Congresso. Essa terceirização prejudica os nossos direitos e pode nos deixar sem uma aposentadoria decente”, diz a sindicalista.

    Além de todas essas reivindicações, as educadoras paulistanas querem melhores condições de trabalho, com mais estruturas e segurança nos arredores das escolas e também melhores salários.

    “Ainda lutamos contra a reforma do ensino médio que retira a qualidade da educação pública e retira o sonho de ingressar no ensino superior dos filhos e filhas da classe trabalhadora”, reforça Teca.

    As educadoras e educadores presentes ao ato, decidiram pela continuidade da greve após a comissão sair da reunião com representantes da administração e informar que foi entregue a pauta de reivindicações, que será analisada, mas ainda não houve nenhuma resposta.

    A decisão pela continuidade da paralisação foi quase unânime, assim como a adesão ao Dia Nacional de Paralisação, na sexta-feira (31), "contra as reformas que cortam conquistas da classe trabalhadora", finaliza Teca.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • SampaPrev: 30 mil servidores ocupam as ruas pelo #RevogaJá

    "Hoje, 30 mil servidores e servidoras ocuparam as ruas de forma unitária para denunciar o retrocesso que foi imposto aos servidores e servidoras públicos com a aprovação e sanção do SampaPrev. A CTB se soma a todos e todas que hoje estão em greve pela revogação desta perversa proposta", destacou o presidente nacional da CTB, durante fala no ato, nesta tarde de segunda (4), na porta da Prefeitura de São Paulo.

    Na mesma linha, Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores e Educadoras da Infância (Sedin), fiado à CTB, afirmou que a categoria, bem como o conjunto dos servidores e servidoras, continuará firme na luta pela revogação da Lei municipal 17.020. "O ato unitário além de representativo comprova a insatisfação dos paulistanos. A greve começou hoje e vai crescer muito. Na quinta seremos muito mais”, disse.

     

    Lei 17.020

    A Lei 17.020 foi sancionada em 27 de dezembro, após aprovação na Câmara Municipal, no meio do período de Natal. Os servidores protestaram contra a medida, que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14%. E passa a valer o mesmo teto do Regime Geral de Previdência Social: R$ 5.600. A lei possibilita que a prefeitura crie um novo sistema previdenciário por capitalização para os servidores que ingressarem no funcionalismo – o Sampaprev. Para revogar a lei, é preciso que o prefeito encaminhe um novo projeto ao Legislativo.

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    CTB São Paulo

  • SampaPrev: Revoga Já!

    Nesta segunda (4), a partir das 14h, na porta da Prefeitura de São Paulo, os servidores e servidoras públicos de São Paulo realizam manifestação e assembleia para votação de greve pela  revogação do SampaPrev.

    De acordo com a presidente do Sindicato dos Educadores e Educadoras da Infância (Sedin), Claudete Alves, a proposta aumenta a alíquota dos trabalhadores da ativa, dos aposentados e pensionistas de 11% para 14%; cria a SampaPrev, fundação que irá gerenciar a previdência complementar ainda sem regras transparentes; e entrega aos bancos os proventos dos servidores que aplicarão ao sabor do mercado. 

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    Portal CTB

  • Sedin organiza luta pela revogação do SampaPrev

    O conjunto dos servidores e servidoras públicos organizam ato, com manifestação e assembleia, para votação de greve e cobrar da Prefeitura de São Paulo a revogação do SampaPrev.

    De acordo com a presidente do Sindicato dos Educadores e Educadoras da Infância (Sedin), Claudete Alves, a proposta aumenta a alíquota dos trabalhadores da ativa, dos aposentados e pensionistas de 11% para 14%; cria o SAMPAPREV ainda sem regras transparentes e que irá gerenciar a previdência complementar; e entrega aos bancos os proventos dos servidores que aplicarão ao sabor do mercado.

    Para o vereador do PSol São Paulo, Celso Giannazi, "a Prefeitura inicia um verdadeiro desmonte da previdência pública, fragiliza os serviços, sem falar na precarização dos salários. Aumentar a alíquota de 11% para 14% só pode ser qualificado como uma coisa: CONFISCO", afirmou.

    O parlamentar ainda rebate o argumento de déficit da previdência, "O prefeito de São Paulo mente ao falar em crise e em ROMBO na previdência. O SampaPrev é um escancarado plano de privatização e capitalização da previdência. Ele avança contra o Serviço Público, flexibiliza direitos e ataca sua aposentadoria".  

    Claudete ainda informa que hoje (quarta, 30) ocorreu reunião do Fórum, para finalizar os detalhes das propostas apresentadas para a Greve que terá início dia 04/02. "Lembramos que o SEDIN aderiu à Greve, aprovada em Assembleia conjunta realizada em 26/12/2018 e que, discutiremos com nossos filiados presentes no próximo dia 04/02, os rumos do movimento".

    CTB São Paulo

  • Sedin orienta sobre a greve contra o PL 621/2016 que afeta as servidoras e servidores de São Paulo

    É grave o risco de retirada de direitos das educadoras e educadores do município de São Paulo, bem como de outras categorias do funcionalismo público municipal, caso o Projeto de Lei (PL) 621/2016 seja aprovado. Inclusive ocorre um ato contra o Sampaprev na estação de trens da CPTM Guianazes, zona leste da capital paulista, nesta segunda-feria (19), às 9h30.

    Assista o vídeo: Ao Mestre com Carinho 

    Leia mais

    Sedin realiza assembleia na terça-feira (20) para avaliar a greve em defesa da aposentadoria

    "A situação nos levou à greve, já que o diálogo com o governo municipal não avançou", afirma Claudete Alves, presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin) de São Paulo. "É importante que a categoria esteja firme e consciente nesse período de greve e siga as orientações passadas pelo sindicato, afirma.

    Leia aqui a Carta Abertaaos pais distribuída pelo Sedin.

    Siga as orientações dadas por Claudete Alves, presidenta do Sedin 

    Acompanhe as ilegalidades do PL 621/2016 

    Fonte: Sedin

  • Servidores unificados enfrentam a intransigência do tucano Bruno Covas

    Os servidores municipais de São Paulo deram mais um exemplo de unidade e combatividade na última segunda-feira (4) quando milhares de trabalhadores e trabalhadoras saíram às ruas para protestar, diante da Prefeitura, contra a Lei de reforma da Previdência (nº 17.020), que aumentou a contribuição previdenciária da categoria de 11% para 14%, estabeleceu o mesmo teto de benefícios de aposentadoria do Regime Geral de Previdência Social (R$ R$ 5.882,93 em 2019) e criou um sistema previdenciário de capitalização para os servidores que ingressarem no funcionalismo – o Sampaprev.

    Uma greve geral foi decretada e estima-se que 63% dos serviços públicos da capital paulista foram paralisados no primeiro dia. Os servidores exigem a revogação da Lei, aprovada na Câmara Municipal às vésperas do Natal e sancionada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no dia 27 de dezembro do ano passado. Para revogar a lei o prefeito tem de encaminhar um novo projeto ao Legislativo, reivindicação já feita na semana passada e rejeitada por Covas.

    Confisco de salários

    Para os trabalhadores, a lei 17.020 é um confisco porque, desde 2004, os salários são reajustados apenas em 0,01% ao ano, apesar de o gasto com servidores na capital paulista nunca ter chegado perto dos 54% da receita de impostos, limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Em 2017, o gasto com servidores representou 38% da receita. Já a inflação acumulada entre 2004 e 2018 é de 119,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os servidores reivindicam o fim dessa política de reajuste anual de 0,01%, além de reajuste de 10% nos salários e chamadas dos concursos realizados.

    Há uma forte unidade entre os sindicatos que representam servidores de diversas categorias em torno da pauta apresentada, apesar da diversidade política e ideológica. Professores ligados ao Sedin e ao Simpeen, engenheiros, arquitetos, médicos e outros profissionais de saúde, trabalhadores de autarquias e agentes de apoio estavam representados na assembleia de hoje. A conduta autoritária do prefeito, que parece não desejar uma solução negociada para o conflito, provocou indignação geral entre os servidores, que unificaram forças para dar uma resposta à altura da arrogância tucana.