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Qua, Jul

São José dos Campos

  • A General Motors cria factoide e ventila inverdades a respeito de possível prejuízos para aplicar a reforma trabalhista a qualquer custo. Ela tem por objetivo também se aproveitar dessa falsa história de prejuízos para se apropriar do dinheiro público, com diminuição de impostos e outras regalias.

    As suas exigências apresentadas aos dois sindicatos, de São José dos Campos e de São Caetano do Sul, sendo aprovadas, significa absolutamente o fim de todos os direitos assegurados nos acordos coletivos, inclusive os direitos assegurados pela CLT. A GM que aplicação total da reforma trabalhista.

    Será o fim de uma história de luta e conquistas a favor dos trabalhadores e trabalhadoras desse complexo automotivo.

    A concretização desse processo significa um aumento sem precedentes na história da exploração da força de trabalho, da desqualificação e precarização das relações de trabalho dentro da GM.

    Ela quer o fim do acordo coletivo atual, que traz inúmeras garantias fundamentais para os trabalhadores; quer a introdução praticamente de tudo que a reforma trabalhista autoriza contra os direitos assegurados na CLT e no acordo coletivo.

    A GM não está no vermelho, ela já está há anos na frente de outras montadoras no comércio automotivo no Brasil. Ela blefa com o objetivo claro de retirada de direitos e pela ganância de auferir maiores lucros.

    Cabe nesse momento aos sindicatos cumprirem seu papel: o de defender os trabalhadores e não caírem nessa conversa de crise e de sair do Brasil. Não é a primeira e nem será a última vez que ela inventa essa história. 

    Os trabalhadores devem se unir, resistir e lutar contra essa tentativa da GM em acabar de vez com os direitos assegurados na convenção coletiva e da CLT. Todos e todas contra a reforma trabalhista!


    Marcelo Toledo é secretário de Formação da FITMETAL e ferramenteiro especializado, há 29 anos na GM de São Caetano do Sul.