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Qui, Jun

Simão Jatene

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Pará (CTB-PA) participou da reunião do Planejamento 2018 da Frente Brasil Popular Pará (FBP-PA), nesta terça-feira (6), na sede do Sindicato dos Bancários do Pará. "Debatemos a nossa organização para enfrentar as adversidades postas pelo golpe de Estado de 2016", afirma Cleber Rezende, presidente da CTB-PA. "A nossa unidade é fundamental tanto na conjuntura nacional quanto na estadual".

    Para Márcia Pinheiro, diretora da CTB-PA, "a FBP-PA deu um passo significativo em sua organização ao planejar suas principais tarefas para 2018". De acordo com a professora e sindicalista, "a CTB-PA se constitui em uma força importante na construção de resistência à ofensiva conservadora no país e no estado".

    Pinheiro coordenou a primeira mesa de debates, cujo tema foi "Desafios da Resistência Popular Contra o Golpe". Já na segunda mesa, o tema foi "Organizando a Resistência Popular", com a proposta de avançar na organização da resistência às ações do governo ilegítimo de Michel Temer. "O golpe veio para liquidar os direitos trabalhistas  e todos os programas sociais que melhoraram a vida do povo brasileiro", diz Rezende.

    "Com apoio da mídia comercial e de parte do Judiciário, o governo vem implantando reformas que fazem o mundo do trabalho retroceder há décadas", afirma. Por isso, complementa, "querem impedir a candidatura de Lula".

    Participaram os deputados estaduais Carlos Bordalo ( PT-PA) e Lélio Costa, líder do PCdoB na Assembleia Legislativa, Jorge André, da Frente Povo Sem Medo e Iury Paulino, coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragem no Pará.

    ctb pa fbp encontro

    Todos abordaram os aspectos da conjuntura política, os desafios a enfrentar e as lutas que têm sido travadas na defesa da democracia, na resistência ao golpe em curso e na campanha pelo direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser candidato a presidente da República. Os palestrantes também foram enfáticos na necessidade de se avanaçar na mobilização contra a proposta de reforma da previdência.

    Em seguida, a Plenária com aproximadamente 100 lideranças políticas, sociais, sindicais e juvenis foi dividida em cinco grupos de trabalhos com as tarefas de responder "como organizar a resistência e como disputar a narrativa do golpe". Cada grupo apontou as principais tarefas para cada questionamento.

    Notícias do Brasil, de Fernando Brant e Milton Nascimento, retrata bem o momento 

    Na plenária final, Rezende e Ádima Monteiro, da Consulta Popular, trataram do "Plano de Lutas, Sínteses e Encaminhamentos". Nesta mesa, ficou definido, entre outras tarefas, a construção do Congresso do Povo no Pará, além de reforçar a luta das centrais sindicais contra a reforma da previdência, com greve, atos e manifestações no dia 19 de fevereiro, e fincar pé na defesa de Lula ser candidato nas eleições de outubro.

    Também ficou decidido reforçar a campanha salarial dos servidores públicos estaduais do Pará, denunciando os desmandos do governador Simão Jatene (PSDB) e a defesa de uma Belém para todas e todos sem violência e com garantia de direitos básicos à população local, denunciando o prefeito Zenaldo Coutinho, também do PSDB.

    Portal CTB com informações da CTB-PA

  • Após serem duramente reprimidos com balas de borracha pela Polícia Militar (PM) do governador Simão Jatene (PSDB), os rodoviários do Pará, em greve, recebem a solidareidade de sindicalistas em ato neste domingo (22), às 15h, “contra a violência policial que machucou trabalhadores”, diz Cleber Rezende, presidente da CTB-PA.

    A manifestação ocorre às 15h, na Praça do Operário, no bairro São Brás, na capital Belém, onde serão deliberadas as atividades da segunda-feira (23). “O transporte público da Grande Belém está paralisado porque os patrões se negam a dialogar sobre as nossas reivindicações”, afirma Huelen Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram). Também aderiu a greve, o Sindicato dos Rodoviários do Pará.

    No sábado (21), a PM reprimiu violentamente os grevistas, inclusive chegando a deter dirigentes do Sintram. Todos já estão liberados, mas “a repressão fortaleceu ainda mais o movimento e inúmeras entidades sindicais se solidarizam e apóiam os rodoviários do Pará em sua mobilização", garante Rezende.

    De acordo com os sindicalistas, a justiça está tão favorável aos patrões que publicou um interdito proibitório ainda neste domingo. Com isso, os diretores do sindicato terão que manter uma distância mínima de 200 metros dos portões das empresas de transporte durante a paralisação.

    ctb pa rodoviario ferido

    O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região determinou a circulação de 80% da frota e 100% nos horários de pico, além de proibir a catraca livre. Determinou também multas de R$ 100 mil por dia de greve que tiver menos de 80% de ônibus circulando e R$ 20 mil por dia e por ônibus que circular com catraca livre.

    Mesmo assim, a categoria deliberou pela greve na quinta-feira (19). De acordo com os sindicalistas, a greve é um marco da luta contra esta reforma e na busca de garantia de direitos, por reajustes salariais e do tíquete-alimentação, readequação da jornada de trabalho para 6h20, entre outros pontos.  

    A CTB-PA apoia integralmente a paralisação, juntamente com dezenas de sindicatos paraenses. Por isso, “chamamos a todas e todos a participarem desse ato de solidariedade à paralisação dos companheiros rodoviários que lutam pro melhores condições de trabalho e de vida”, conclui Rezende.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Depois de cinco dias em greve, as trabalhadoras e os trabalhadores rodoviários da Grande Belém conseguiram uma grande vitória e encerraram a paralisação nesta segunda-feira (23). “Os rodoviários fizeram um movimento coeso e unido. Mesmo com a pressão feita pela Justiça do Trabalho, colocando entraves à realização da greve, a adesão foi de 100%”, conta Cleber Rezende, presidente da CTB-PA.

    Rezende explica que essa foi a primeira greve do Pará no contexto de implantação da reforma trabalhista, mas “a categoria se manteve firme" sob a direção dos sindicatos dos rodoviários do Pará e de Ananindeua e Marituba, "o que foi fundamental para a vitória”.

    O sindicalista ressalta o apoio de amplos setores da sociedade à greve, principalmente pelas adversidades colocadas pela Justiça do Trabalho e à falta de diálogo dos patrões. “A firmeza da classe trabalhadora impôs derrota inclusive ao governador Simão Jatene (PSDB) que jogou a polícia em cima dos grevistas no sábado (21), prendendo sindicalistas e ferindo vários trabalhadores”, diz.

    "É um momento histórico para a classe rodoviária. Conquistamos o nosso tão sonhado 'ponto biométrico', um anseio de décadas e que nenhuma outra gestão conseguiu realizar. Agora, o trabalhador irá registrar sua entrada, saída, horas extra e hora de intervalo, com máximo de segurança, garantido todos os direitos que o trabalhador precisa ter", disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Pará, Altair Brandão.

    Os grevistas conquistaram a reposição da inflação sobre os salários, reajuste no vale alimentação e no auxílio clínica de 1,5% acima da inflação, nenhum desconto dos dias parados e principalmente a implantação do ponto biométrico em até seis meses em todas as empresas.

    O presidente da CTB-PA lembra que “a implantação do ponto biométrico é uma reivindicação antiga da categoria e vai auferir a real jornada de trabalho. Assim acaba os problemas com pagamento de horas extras”.

    Já Huelen Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba, afirma que “a repressão fortaleceu o movimento porque o movimento sindical como um todo se manifestou e a sociedade compreendeu as nossas reivindicações e apoiou”.

    Para ele, “essa greve mexeu com o povo paraense e mostrou à classe trabalhadora os efeitos nefastos da reforma trabalhista sobre os nossos direitos”. Enquanto Rezende conclui que “a greve deixou mais evidente que a unidade da classe trabalhadora pode derrotar o projeto neoliberal em implantação no país”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB