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Ter, Jun

Sindquímicos de Barbacena

  • "Trabalhadores do mundo uní-vos!"

    Nunca foi tão indispensável o chamado de Marx e Engels a classe oprimida e explorada. Uma mensagem que dialoga com o sentido e o simbolismo do nascimento de Jesus de Nazaré.

    O Natal, no mundo Ocidental cristão marca o nascimento de Jesus Cristo, um nascimento que representou a união dos oprimidos e explorados em período histórico determinado. Jesus, que foi trabalhador-carpinteiro, representou um rompimento radical com a ordem estabelecida, marcada pela escravidão e a espoliação de milhares de pessoas e povos.

    Jesus não só anunciou um mundo novo, como denunciou o mundo de opressão estabelecida pela ordem vigente. Assumiu uma prática revolucionária de insurgência, assumindo uma posição política clara do lado dos que sofriam, dos que eram subjugados e marginalizados: a prostituta Madalena, o leproso de Genesaré, semeando a palavra da libertação dos cativos.

    Em um mundo onde se propaga a guerra, o ódio gratuito e a intolerância em nome de um falso moralismo, que evoca a família, Deus e Jesus, é necessário refletir o verdadeiro significado revolucionário da mensagem de Jesus em torno da união dos oprimidos em busca da igualdade, da justiça, da paz e do amor.

    Que o Natal revigore a solidariedade, o sentimento de união em busca da bandeira de uma sociedade sem opressores e oprimidos, explorados e exploradores.

    Essa é a mensagem de natal aos trabalhadores e trabalhadoras e seus familiares.

    Gilvandro Santa Brígida

    Presidente do Sindicato dos Químicos de Barcarena

  • O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas (SindQuímicos) de Barcarena, no Pará, barrou na Justiça as demissões de trabalhadoras e trabalhadores pretendidas pela refinaria norueguesa Hydro Alunorte. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (12) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, Abaetetuba.

    Com os vazamentos de rejeitos e os danos ambientais e socioeconômicos ocorridos na planta de empresa em Barcarena, em 17 de fevereiro, o Ministério Público solicitou o embargo da área denominada de DRS2 e a redução da produção em 50% da capacidade média equivalente aos últimos 12 meses.

    Também na segunda-feira, foi assassinado o ativista Paulo Sérgio Almeida Nascimento, que exigia da prefeitura de Barcarena esclarecimentos sobre as condições de funcionamento da multinacional (leia mais aqui).

    O SindQuímicos ajuizou ação na Justiça do Trabalho, através da 1ª Vara de Abaetetuba. a Justiça determinou que a Hydro Alunorte não tem o direito de dispensar empregados sem o procedimento que averigue os requisitos da dispensa ou de negociação coletiva com o sindicato. O Tribunal  estabeleceu ainda uma multa de R$ 50 mil por empregado prejudicado e o retorno, no prazo de 48 horas, dos empregados dispensados a partir do dia 17 de fevereiro de 2018.

    Gilvandro Santa Brígida, presidente do SindQuímicos, afirma que o sindicato não aceita em hipótese alguma que as trabalhadoras e os trabalhadores paguem pela situação que decorre de uma suposta falha da empresa.

    Ele diz ao G1 que “as demissões em decorrência do embargo decretado pela Justiça seria penalizar aqueles que não têm nada ver com a ocorrência”.  O sindicalista afirma que “o sindicato não respalda o embargo”, porém,"muito menos que os trabalhadores sejam os pagadores da conta decorrente do desastre ocorrido”.

    De acordo com Brígida, o acidente deve ser rigorosamente investigado e as responsabilidades devem ser cobradas de que as tiver, seja “a empresa, os órgãos de licenciamentos e fiscalizações, sejam eles municipais, estaduais ou federais”, tratando de reparar os danos “ambientais e socioeconômicos das comunidades atingidas, bem como resguardando os empregos e direitos das trabalhadores e dos trabalhadores da empresa”.  

    Para Cleber Rezende, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Pará (CTB-PA), a decisão do juiz do Trabalho, Otávio Bruno da Silva Ferreira representa “um marco importante para o SindQuímicos e demais sindicatos que atuam na defesa dos direitos dos trabalhadores da Hydro Alunorte e suas concessionárias e terceirizadas na planta industrial de Barcarena”.

    O “desafio agora”, para ele, “é ampliar o debate em defesa dos direitos trabalhistas, ambientais e socioeconômicos das comunidades e povos atingidos na região”.

    Portal CTB com informações e foto do G1

  • O Sindicato dos Químicos (SindQuímicos) de Barcarena, no Pará, consegue uma importante vitória para a classe trabalhadora da região. A Justiça do Trabalho em Abaetetuba, manteve a liminar que garante a estabilidade no emprego das trabalhadoras e trabalhadores da Hydro Alunorte. O sindicato entrou com essa ação desde que a Justiça embargou 50% da Hydro por causa de transbordamento de rejeitos da mineradora norueguesa (leia mais aqui).

    Nesta quarta-feira (4), aconteceu  a audiência entre o SindQuímicos de Barcarena e a Hydro Alunorte para julgar o mérito da ação cautelar que impede de empresa de Barcarena demitir seus empregados. O sindicato não aceitou a proposta de comissão de 15% das trabalhadoras e trabalhadores da empresa. O sindicato não concorda com a demissão dos trabalhadores e trabalhadoras e repudia a intenção da empresa em colocar o preço do embargo em 50% de sua produção nos ombros dos funcionários da empresa.

    "A luta não é em defesa dos direitos daqueles trabalhadores e trabalhadoras,ma também do meio ambiente e das comunidade afetadas. O equilíbrio das coisas não só garantirá a vitalidade da empresa, vai além disso, garante a sobrevivência de famílias e o desenvolvimento sustentável local", afirmou o Gilvandro Santa Brígida, presidente do Sindicato do Químicos (Sindiquímicos).

    Presente no ato desta quarta, Cleber Resende, presidente da CTB Pará, reafirmou a luta da Central em defesa dos direitos, do emprego e da retomada do crescimento com o fortalecimento do setor produtivo. "Reiteramos que não iremos aceitar demissões e nem subterfúgios, como férias coletivas, que ponham em risco os direitos da classe trabalhadora. Nossa proposta é encontrar caminhos que contemplem os interesses das partes envolvidas, mas sem perda de direitos e emprego".

    Portal CTB