Sidebar

24
Qua, Abr

Sintect-SP

  • Direção dos Correios insiste em retirar direitos para cobrir suposto déficit

    O presidente da Empresa de Correios e Telegrafos (ECT), Guilherme Campos, cercado de seus cargos de confiança, não teve pudor em dizer que a situação está melhorando graças ao aumento da produtividade,ou seja, da sobrecarga de trabalho, e não desistiu do falso discurso de que é preciso acabar com o convênio médico para equilibarar as contas dos Correios. 

    A reunião era para discutir o convênio médico, mas virou mais uma repetição da conversa de sempre. O presidente a ECT teceu sua conhecida ladainha sobre o déficit financeiro, que sempre fala, mas nunca prova. Para reforçar seus argumentos, citou as conclusões de uma consultoria contratada por ele, que teria comprovado o que ele diz.

    Dessa vez Guilherme Campos foi mais longe. Fez terrorismo e chantagem ao afirmar que se não melhorar o caixa da empresa, entre os meses de abril e agosto poderá faltar dinheiro para o pagamento de impostos, fornecedores e salários (menos o dele, claro).

    E qual a solução mágica? Acabar com o que ele aponta como o grande vilão que desequilibra as contas, que é o nosso convênio médico, conquistado com muita luta para compensar minimamente os baixos salários pagos pelos Correios.

    Ele apresentou a situação financeira da empresa como “em plena recuperação”, com um crescimento físico e financeiro de 13% em 2017. Seria o resultado da aplicação do seu plano organizacional, centrado na redução de despesas e aumento da produtividade.

    Vamos traduzir: redução de despesas = corte de diretos e de empregos. Aumento da produtividades = a fazer cada um trabalhar por 3.

    Que tal falar em fechar os ralos por onde escoam o desperdício? Em acabar com a péssima gestão? Em eliminar gastos obscuros e suspeitos? Em reduzir os gastos com cargos de confiança e altos salários? Em rever os R$ 6 bi que o governo levou? Em rever a mudança de critérios contábeis que fez lucro virar prejuízo de uma hora para outra? Em investir em tecnologia, mão de obra e segurança? Simples assim, como costuma dizer o presidente da empresa.

    Tirar direitos dos trabalhadores para cobrir supostos déficits financeiros virou moda no Brasil. É a mesma coisa na previdência. Temer diz, com ajuda da Globo e dos Silvios Santos, que sem a reforma o país quebra e não haverá dinheiro para pagar as aposentadorias, mesmo depois da CPI da Previdência ter mostrado que o déficit não existe. O mesmo se repete na Caixa, no Banco do Brasil, na Petrobrás, no serviço público, na Eletrobrás….

    Nem original Guilherme Campos é. Ele usa a mesma tática do seu chefe temeroso. Mente para convencer o povo a entregar seus direitos sem reclamar.

    Governo e seus paus mandados agem como se os trabalhadores fossem burros demais para enxergar o que está acontecendo no Brasil.

    Não podemos entrar nessa conversa de que o custo com salários e direitos dos trabalhadores é o vilão que está quebrando o Brasil. Querem nos convencer disso para suprimir benefícios, conquistas e direitos adquiridos ao longo de anos de lutas e trabalho árduo para fazer dos Correios a empresa mais querida e respeitada do país e internacionalmente.

    Nossa resposta é a luta e NEM UM DIREITO A MENOS!!!

    Fonte: Sintect-SP

  • Sintect-SP convoca a categoria para a 14ª Marcha da Consciência Negra

    Contra o racismo e o genocídio! Por um projeto político de vida para o povo negro!

    O Dia Nacional da Consciência Negra será comemorado em São Paulo com um ato político e uma marcha por várias ruas da cidade

    Essa manifestação reúne o povo negro e todos não negros alinhados com a defesa da democracia, da igualdade e da justiça social. Expressa a denúncia do racismo, da discriminação e da intolerância que persistem na sociedade brasileira, em seus espaços sociais e privados.

    “Ir às ruas no dia 20 de novembro mês da consciência negra, é marchar a favor da construção de uma sociedade mais justa e igualitária“, afirma Ricardo Adriane (Nego Peixe), Secretário da Questão Racial da Findect.

    Nego Peixe e o companheiro Manoel Feitosa, Secretário da Questão Racial do Sintect-SP, convidam todos os trabalhadores e trabalhadoras da categoria a participarem da marcha. Para eles, mais que nunca é preciso ir às ruas em defesa da tolerância, da democracia, da distribuição de renda, porque o país vive uma escalada inédita de violência ideológica, imposição de idéias conservadoras, retrocessos históricos em direitos democráticos, sociais e trabalhistas.

    Por que a luta é de todos?

    Porque a luta é pelo fim do racismo, do genocídio do povo negro, do feminicídio, do machismo, do etnocídio, da lgbtfobia, do racismo religioso, do encarceramento em massa e todas as formas de violência e violação dos direitos humanos.

    É também para impedir a retirada de direitos do povo brasileiro, que anda a passos largos com o governo Temer e seus aliados no Congresso Nacional, encaminhando e aprovando tudo que as empresas e os empresários querem para aumentar seus lucros e aprofundar a desigualdade social e econômica no país.

    O Extermínio da juventude negra tem que parar!

    A violência policial age desenfreadamente e sem qualquer controle nas periferias e tem sua vítima predileta: jovens negros do sexo masculino. São cotidianas as incursões e abordagens da Polícia em que primeiro atira depois pergunta.

    O extermínio não mata apenas pela bala da Polícia Militar, pelo encarceramento em massa fruto de uma política de drogas das classes dominantes feita para prender negros e pobres. Na cadeia há um número assustador de pessoas presas sem terem tido julgamento.

    Enquanto isso não há política para fortalecer a educação e a inclusão no mercado de trabalho. Muito pelo contrário. As verbas da educação e demais áreas sociais só diminui.

    Que país está sendo construído hoje para as futuras gerações?

    Mulheres Negras resistem

    Outro trágico fenômeno que atua nas estruturas de nossa sociedade provocando graves crimes é o machismo. Por conta dele, a agressão de todo tipo contra mulheres quase sempre é considerada um assunto particular de família ou de menos importância e, portanto, ignorado pela polícia, governos, Ministério Público.

    Essa realidade encoraja agressores de toda a espécie, levando à banalização de casos como o feminicídio, que é o assassinato de mulheres motivado pelo fato das vítimas serem mulheres.

    As mulheres negras estão na ponta das estatísticas: são as mais pobres, que têm os menores salários, que mais sofrem violência e injustiças.

    Mas elas resistem e estarão nas ruas nesse 20 de novembro para mostrar o quanto são guerreiras e estão dispostas a mudar essa realidade brutalmente desigual.

    Fora Alckmin! Fora Doria!

    O holocausto racista é nacional, mas impulsionado com toda potência pelos governos de Geraldo Alckmin e Doria em São Paulo.

    A violência direcionada contra a população negra não poderia ser promovida pela polícia sem a colaboração dos promotores de justiça e juízes.

    No governo racista de Doria, uma de suas primeiras medidas foi a extinção da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, com a total supressão de políticas públicas para a população negra.

    Na educação, uma revisão dos direitos à educação no município retirou o direito dos alunos a terem uma educação étnico racial, um ataque direto à população negra.

    As leis de Desestatização também buscam um sucateamento da máquina e dos serviços públicos que fatalmente atingirão em sua maioria a população negra.

    Por um projeto político para o povo negro

    Numa sociedade desigual e opressora como a brasileira, é preciso um projeto político bem estruturado, que atinja todas as frentes de resistência, de forma a ampliar as políticas de reparação da desigualdade já existentes, como as cotas raciais nas universidades, e a criminalização do racismo.

    Um outro projeto político no qual a vida digna para a população negra seja o centro de uma sociedade anti-racista, e que contemple estruturalmente as mulheres negras.

    Leia mais

    Consciência Negra: população marcha em São Paulo contra o genocídio e o racismo

    Um projeto como esse somente pode se arquitetar tendo por base um mundo que ponha na centralidade a humanidade das pessoas e seus direitos primordiais como real igualdade, saúde e educação dignas, uma economia justa e que não vise à acumulação de riqueza sem fim e sem sentido, e um meio ambiente equilibrado.

    A mudança real parte do reconhecimento de que só a partir da interação dos elementos de raça, gênero e classe é que será possível a leitura da realidade brasileira e a consequente síntese para a atuação radical no enfrentamento às classes dominantes que tanto nos oprime.

    O 20 de novembro é o dia de relembrar a nossa resistência! Pela liberdade definitiva imediata de Rafael Braga! Pela Liberdade de Tatiane! Ambas pessoas negras encarceradas injustamente por serem pobres e pretos! Por justiça à Luanda Barbosa, João Victor, Leandro de Souza, Ricardo Nascimento, e todas as vítimas de chacinas nas periferias! Pelo fim do racismo religioso! Pelo fim do machismo!

     Serviço:

    O que: 14ª Marcha da Consciência Negra

    Quando: Segunda-feira (20)

                   Concentração a partir das 13h00.

    Onde: Vão do Masp – Av. Paulista

    Fonte: Sintect-SP

  • Sintect-SP mantém greve e convoca ato para quarta-feira (1º)

    O Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba) realiza ato e passeata contra o desmonte dos serviços de Correios, a negligência da ECT e Gerae, a má gestão e pela realização de concurso público urgente.

    A categoria paralisou as atividades em alguns centros de distribuição da região, entre eles o CDD Itapecerica da Serra. Assim como os companheiros de Itapecerica, os trabalhadores do CDD Capão Redondo podem paralisar a qualquer momento. E vários outros setores da zona sul devem entrar em greve por motivos relacionados ao abandono da empresa.

    A mobilização reunirá trabalhadores e trabalhadoras, a partir das 8h30, no Largo 13 de Maio, zona sul da capital paulista, e depois sairão em caminhada até o Complexo de Santo Amaro. 

    A manifestação é contra as diversas medidas adotadas pela empresa, como a implantação dos Sistemas de Distritamento (SDs), que reduziram drasticamente o número de distritos, aumentando o tamanho do percurso e prejudicando a saúde dos trabalhadores.

    Também reivindica mais segurança e a revogação da Distribuição Diária Alternada (DDA), que vem prejudicando a população e funcionários.

    ”Exemplo claro de negligência e má gestão foi o fechamento do Centro de Distribuição Diária do Grajaú, que prejudica até hoje a vida dos trabalhadores. O DDA e diversos SDs implantados em várias unidades da zona sul devem ser combatidos e a resistência dos trabalhadores é fundamental nesse processo. A greve começou forte e amanhã vamos fazer um grande e passeata até o Complexo de Santo Amaro.”, afirmou Douglas Melo.

    Serviço:

    Ato de protesto dos Correios

    8h30: concentração no Largo 13 de Maio com caminhada até Santo Amaro

    Sintect-SP