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Ter, Jul

TSE

  • A organização eleitoral das mulheres nessas eleições teve um resultado importante: o aumento da representação feminina no poder legislativo. Se, por um lado, no Senado, o número de mulheres se manteve estável, na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas, a presença feminina cresceu 51%, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    “Esse crescimento é fruto do protagonismo das mulheres nas lutas do povo brasileiro. Cada vez mais empoderadas, as mulheres seguem firmes buscando mais espaço na política”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

    No ano de 2010, última vez em que os estados brasileiros elegeram dois senadores numa mesma votação, 7 mulheres foram eleitas Senadoras, número que se repetiu esse ano. Apesar disso, cabe ressaltar que nenhuma mulher foi eleita para o Senado em 20 estados – em três deles, Acre Bahia e Tocantins, não houve candidatas.

    Na Câmara Federal, no entanto, houve avanços. O aumento de mulheres eleitas para deputadas federais passou de 51 para 77, num crescimento de 51% da bancada feminina no Congresso Nacional. Kátia faz ressalvas. “É indiscutível que trata-se de grande vitória para o movimento feminista o crescimento de 51% da bancada de mulheres na Câmara Federal, no entanto precisamos deixar claro que ainda somos poucas. Somos a maioria da população brasileira e mesmo com esse enorme crescimento ainda seremos apenas 15% do total de parlamentares da Câmara dos Deputados”.

    As mulheres também serão 15% das Assembleias Legislativas. Um total de 161 deputadas se elegeu como deputadas estaduais, em um crescimento de 35% em relação a 2014. Alguns estados, no entanto, terão casas legislativas totalmente compostas por homens, como é o caso do Mato Grosso do Sul, que não elegeu nenhuma mulher. “É completamente inaceitável que em pleno 2018, ainda exista no Brasil, uma casa legislativa sem nenhuma mulher eleita”, critica Kátia.

    Desde 1997, a lei eleitoral brasileira exige que os partidos e as coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras municipais. Além da cota de números de candidatos, nas eleições de 2018 as mulheres também tiveram uma cota financeira. Em maio deste ano, o TSE decidiu que os partidos devem repassar 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as candidaturas femininas.

    Fonte: CTB-RJ. Foto: Agência Senado

     

     

  • O filho de Jair Bolsonaro, Eduardo conseguiu essa façanha. Para conferir basta digitar 432% no Google e ver que o patrimônio do deputado federal, candidato à reeleição, cresceu essa cifra em quatro anos.Esse índice exorbitante está nas declarações de bens dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Em 2014, quando se elegeu pela primeira vez, o parlamentar tinha declarado à Justiça Eleitoral R$ 205 mil em bens. Este ano, o candidato declarou um patrimônio de R$ 1,395 milhão – um aumento de 432%.

    Por isso, a frase “digite no Google 432%” se espalha pelas redes sociais desde a segunda-feira (1º). Infelizmente não se trata de nenhuma proposta sobre aumento de salários. Mas você conseguiria imaginar um ganho desse porte?

    Quantos anos, as trabalhadoras e trabalhadores precisariam trabalhar para conseguir um aumento desses? Incalculável. Mesmo porque, enquanto o general da reserva Hamilton Mourão quer acabar com 13º salário, a família de Bolsonaro enriquece na política.

    O super enriquecimento, não se restringe a Eduardo. Desde 2006, Jair Bolsonaro aumentou sua riqueza em 168% e o deputado estadual Flávio Bolsonaro aumentou em 55%, em oito anos.

    As declarações de bens de todos os candidatos nas eleições de 2018 podem ser conferidas na íntegra no site do TSE.

    Portal CTB

  • Condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por doações de campanha acima do limite legal, o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), está inelegível pelos próximos oito anos, contados a partir da última terça-feira (3), data da decisão.

    Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP), a condenação se enquadra na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenações na Justiça em tribunais colegiados (segunda instância).

    Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a PRE afirma que a decisão não tem impacto em mandatos atuais e não impede que Temer assuma a presidência, caso o Senado decida pelo afastamento de Dilma Rousseff, por força do processo de impeachment.

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    Além de não poder se candidatar, Temer terá que pagar multa de R$ 80 mil por ter efetuado doações de campanha a dois candidatos a deputados federais do PMDB do Rio Grande do Sul, nas eleições de 2014, que somam R$ 100 mil. O valor é 11,9% do rendimento declarado pelo vice em 2013, superando o teto de 10% do rendimento anual exigido pela lei.

    A assessoria do vice-presidente afirmou que ele pretende pagar a multa e que isso o livraria de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. No entanto, especialistas afirmam que Temer só poderia voltar a concorrer em eleições caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revogue a decisão da corte paulista.

    Abaixo a nota de esclarecimento da PRE-SP sobre as doações acima do limite e as inelegibilidades:

    As representações eleitorais por doação acima do limite legal servem para determinar multa para os doadores que descumpriram os limites de doação fixados em lei e, ainda, eventualmente, para aplicar, aos doadores pessoas jurídicas, a sanção de proibição de licitar e contratar com o poder público. Não há, nessas ações de doação acima do limite, declaração de inelegibilidade do doador pessoa física ou do dirigente responsável pela pessoa jurídica.

    Contudo, a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/90 com a redação dada pela Lei Complementar nº 135/2010) estabelece, no seu artigo 1º, I, alínea p, a inelegibilidade de candidatos como consequência da condenação em ação de doação acima do limite proferida por órgão colegiado ou transitada em julgado. O prazo da inelegibilidade é de 8 anos, contados da decisão proferida pelo órgão colegiado ou transitada em julgado, incidindo somente sobre as futuras candidaturas – não há, assim, impacto imediato dese tipo de inelegibilidade sobre os atuais mandatos.

    A discussão sobre a potencial inelegibilidade de doador pessoa física ou de dirigentes de pessoas jurídicas condenados nessas ações de doação acima do limite somente será realizada em eventual ação de impugnação de registro de candidatura. A informação sobre essas condenações estará disponível aos Juízes Eleitorais e Promotores Eleitorais para avaliação no momento do registro de candidatura nas eleições de 2016 e ao Procurador Geral Eleitoral, aos Procuradores Regionais Eleitorais, aos Tribunal Superior Eleitoral e aos Tribunais Regionais Eleitorais nas eleições gerais de 2018.

    Temer

    Por meio de nota, a assessoria de imprensa da vice-presidência comentou a manifestação do Ministério Público Eleitoral de São Paulo contra Temer:

    "Na eleição de 2014, Michel Temer fez doação eleitoral a dois candidatos do PMDB. Por erro de cálculo, doou R$ 16 mil além do permitido pela legislação (1,9% além de 10% da renda anual). Ele reconheceu essa situação em primeira instância e concordou em pagar multa de cinco vezes o valor do excedente doado. O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão reivindicando aumento do valor para R$ 160 mil. O Tribunal Regional Eleitoral recusou o recurso do MPE. Temer irá pagar o valor estipulado pela Justiça, em R$ 80 mil.

    Ressalte-se que, em nenhum momento, foi declarada pelo TRE a inelegibilidade do vice-presidente. Não houve manifestação neste sentido. E só a Justiça pode declarar alguém inelegível. Qualquer manifestação neste sentido é especulação e precipitação."

    Fonte: Pragmatismo Político

  • De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52% (mesma proporção da população geral) das 144.088.912 pessoas aptas a votar neste ano. E mesmo com a lei estabelecendo a cota mínima de 30%, as mulheres encontram dificuldades para serem firmadas como candidatas. Pelos dados do TSE, as negras enfrentam situação ainda pior.

    São 493.534 pessoas concorrendo a uma vaga em câmaras municipais e prefeituras nos 5.568 municípios, sendo 156.317 mulheres (31,6%). Porém, existem apenas 12,6% de candidatas a prefeitas e 17,4% para vice-prefeitas, enquanto para vereadoras são 32,9%. No Congresso atual as mulheres não passam de 10% e no ministério golpista não tem nenhuma.

    “Não chega nem perto da maioria, que representamos na população e no eleitorado”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A situação das mulheres negras é ainda pior. Negras e pardas são apenas 79.265 candidatas à vereadora e 652 para prefeita, ou 0,13%. De acordo com Carmela Zigoni, do Instituto de Estudos Socioeconômicos, candidatas que se autodeclaram “negras” são ainda menos: 0,01% para às prefeituras e 2,64% querem ser vereadoras.

    mulheres negras eleicao

    Para a secretária da Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio, o baixo número de candidatas negras é um “reflexo do racismo, do machismo e do sexismo que imperam em nossa sociedade”.

    Na conjuntura do Brasil pós-golpe, “a situação tende a ficar ainda pior, pois os homens brancos que assaltaram o poder estão acabando com todos os programas para a população negra conseguir mais oportunidades e assim saírem da invisibilidade”.

    Custódio lembra que no Rio de Janeiro a candidatura de Jandira Feghali (PCdoB) à prefeitura está mobilizando as mulheres em defesa da paridade, “essencialmente as mulheres negras que sofrem dupla discriminação”. Além disso, Feghali, diz ela, “é uma mulher de fibra”. sem contar que Feghali foi a relatora da Lei Maria da Penha, aprovada em 2006.

    Já a secretária da Mulher da CTB-RJ, Kátia Branco, afirma que Feghali “vai ao segundo turno e vamos vencer essa eleição para que as mulheres botem a cidade maravilhosa no rumo do combate às desigualdades. A classe trabalhadora está com Jandira (Feghali)”. ela afirma que "as políticas de mobilidade urbana e de igualdade terão vez com ela na prefeitura".

    Cresce também a candidatura de Alice Portugal (PCdoB) para a administração municipal de Salvador. Ela diz que “tem muita gente cantando vitória antes da hora” e lembra que o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, estava atrás nas pesquisas, mas venceu a eleição por duas vezes.

    Em São Paulo, o candidato à reeleição Fernando Haddad (PT) é o único prefeito brasileiro a assinar o projeto da Organização da Nações Unidas (ONU) Mulheres “Cidade 50-50” (saiba mais aqui), comprometendo-se com a paridade entre mulheres e homens nos cargos públicos.

    Indígenas

    No que se refere aos povos indígenas, são 1.702 candidatos em todo o Brasil (0,3% do total), dentre os quais 29 para o cargo de prefeito e 1.613 para os cargos de vereador.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB com informações do Inesc

  • “Para mudar o perfil extremamente conservador do Congresso Nacional, a CTB participa ativamente da campanha eleitoral para aumentar a representação da classe trabalhadora”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Principalmente, diz a sindicalista mineira, “precisamos aumentar a representação feminina. É uma vergonha sermos maioria da população e termos cerca de 10% de mulheres no Parlamento”.

    De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram inscritas 27.485 candidaturas no importante pleito de 2018. Sendo apenas 8.435 mulheres, ou 30,7%. Menos do que na eleição presidencial de 2014, que foram 31,1% de candidatas mulheres.

    Já Fernanda Cruz, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SE, “precisamos de mais mulheres na política porque somos mais da metade de eleitorado e somos menos em todas as esferas de poder”.

    Por isso, “devemos votar em mulheres comprometidas com a democracia e com a igualdade de gênero. Mulheres que façam valer o nosso voto e que nos representem verdadeiramente no poder, lutando pela melhoria de todo o país”.

    O número de eleitoras equivale ao número de mulheres na população brasileira, sendo pouco mais de 52%, como informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O TSE afirma que o gênero feminino corresponde a 52,5% do eleitorado, 77.337.918 eleitoras. O TSE diz ainda que existem 147.302.354 pessoas aptas a votar nos 5.570 municípios brasileiros e em 110 países.

    Nesta eleição, o TSE determinou que pelo menos a cota de 30% do Fundo Partidário, sejam destinados às candidaturas femininas, assim como o espaço da propaganda eleitoral gratuita (leia mais aqui). 

    “A luta da CTB é para ampliar a participação feminina no Congresso, nas assembleias legislativas e nos executivos para combatermos com mais eficiência o machismo, a discriminação e a violência”, acentua Aires Nascimento, secretária adjunta da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Já Celina defende a necessidade de “mais mulheres na política para mudar inclusive a maneira de fazer política e com a força das mulheres levar o Brasil de volta ao caminho do desenvolvimento econômico com combate á pobreza e respeito aos direitos da classe trabalhadora e das ditas minorias”.

    Juventude batalha por espaço

    Segundo o TSE, a maioria do eleitorado está entre 45 e 59 anos, 24,26% e em seguida vêm as pessoas entre 24 e 34 anos, 21,15%.  Já os eleitores entre 18 e 24 anos correspondem a 13,37% do total e de 35 a 44 anos atingem 20,55%. Já os adolescentes, de 16 e 17 anos, que têm o voto facultativo correspondem a 0,95% do eleitorado.

    Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, defende uma maior participação de jovens no processo eleitoral e na política de uma maneira geral. Principalmente, “as mulheres jovens, que são as mais atingidas pela crise, já que são as primeiras a serem demitidas e as que mais demoram para encontrar emprego, mesmo com maior qualificação”.

    Por isso, afirma, “precisamos nos unir para influenciar nas decisões que determinem os rumos do país”. Principalmente, “em especial as jovens mulheres, concatenadas com um projeto de desenvolvimento inclusivo, para dar voz àquelas que mais sofrem na pele os ataques do governo ilegítimo e construir a mudança da política e do país”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Nas eleições municipais deste ano, 2.759 candidatos usam a alcunha “pastor” em seu nome, de acordo com reportagem do G1, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso significa um crescimento de 25% em relação à eleição anterior, em 2012.

    É um crescimento substancial em tão pouco tempo. Mas se enquadra no crescimento da população de evangélicos no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1980, os evangélicos eram 6,6% da população e em 2010 eram 22,2%.

    O IBGE mostra que a maioria é de igrejas pentecostais. E pelo que diz o sociólogo e escritor Paul Freston, professor catedrático em religião e política da Wilfrid Lauries University, do Canadá, isso explica o fundamentalismo religioso no Congresso, já que a maioria dos parlamentares eleitos são pentecostais, como o pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

    Freston explica que "por ser uma forma mais entusiasmada de religiosidade, depende menos de um discurso racional, elaborado. Por isso pode-se dizer que a igreja pentecostal também tem esse poder de inverter as hierarquias sociais".

    Ele conta também que "por ser mais próxima da cultura do espetáculo e menos litúrgica, também são as igrejas pentecostais que se dão melhor com as mídias". Não é à toa que as mídias religiosas crescem vertiginosamente.

    A reportagem do G1 apresenta algumas curiosidades. Neste ano são 6.600 candidatos com referências religiosas em seus nomes. Além dos mais de 2.000 que usam a palavra “pastor”, 557 usam “pastoras” e 15 utilizam variações como “pastorzinho” e “pastorzão”, além de 39 que usam referência a outro pastor no nome.

    alcunhas religiosas eleicao grafico 1

    Também existem 2.186 candidatos registrados como “irmão” e 841 como “irmã”, 150 que utilizam o termo "padre" antes do nome e 44 políticos que utilizam algum padre como referência, informa o levantamento do G1.

    “A bancada evangélica vem fazendo estragos nas questões dos direitos humanos, principalmente relacionados às mulheres, à comunidade LGBT, aos negros e negras e outros direitos fundamentais da pessoa humana”, diz Angela Meyer, líder da juventude em São Paulo.

    Para tanto, foi registrada em 2015 a Frente Parlamentar Evangélica (FPE), com 203 signatários, conforme informação da Câmara dos Deputados. Além de evangélicos a FPE com a adesão de católicos, ligados à Renovação Carismática, também ultrarreacionária.

    De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar esse é o Congresso mais conservador desde 1964. Na atual legislação a bancada evangélica conta com 84 deputados e 3 senadores, com maioria pentecostal. Na Câmara dos Deputados eles se aliaram à chamada bancada da bala e do boi, o que constitui a bancada BBB, que também conta com católicos carismáticos.

    deputados por partido maio 2016

    “O Congresso conta com dezenas de projetos que retiram direitos e investimentos em educação e saúde. Querem proibir o aborto até em caso de estupro, querem reduzir a maioridade penal como forma de punir a juventude combativa e lotar as prisões, que serão privatizadas”, adverte Meyer.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Por 7 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (26) rejeitar pedido de liminar feito pelo PSB para evitar o cancelamento dos títulos de eleitores que não realizaram o cadastramento por biometria nas localidades que foram escolhidas pela Justiça Eleitoral.

    De acordo com a Justiça Eleitoral,  3 milhões e 360 mil eleitores(as) não vão votar nas eleições de outubro porque não compareceram aos cartórios eleitorais nos municípios em que houve o recadastramento para identificação biométrica e devido a outras restrições. 

    O total de não votantes pode decidir um processo eleitoral. Em 2014, a diferença entre Dilma Rousseff e Aécio Neves foi de 3,5 milhões de votos. 

    O maior número de eleitores que não poderão votar está na região Nordeste. Para os partidos, a maioria dos títulos cancelados é de cidadãos humildes que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade.

    Na ação, o PSB alegou que são inconstitucionais as resoluções do TSE que disciplinaram o cancelamento do título como penalidade ao eleitor que não realizou o cadastro biométrico obrigatório dentro do prazo, porque resultaram no indevido cerceamento do direito de votar.

    Prevaleceu no STF o entendimento de que a Constituição condiciona o direito ao voto ao alistamento obrigatório do eleitor, no entanto o que sempre se seguiu no país foi que é possível votar tendo apenas o RG em mãos, já que o voto é um direito fundamental garantido a todo cidadão.

    O PT e o PCdoB também participaram do processo. Segundo as legendas, o maior número de eleitores que não poderão votar está na região Nordeste. Para os partidos, a maioria dos títulos cancelados é de cidadãos humildes que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade.

    Votos

    A maioria dos ministros acompanhou voto proferido pelo relator, Luís Roberto Barroso. O ministro entendeu que não há inconstitucionalidade nas normas do TSE que disciplinaram as regras de alistamento eleitoral. Segundo o ministro, a atualização do cadastro de eleitores é necessária para manter a higidez das eleições.

    "Não vejo inconstitucionalidade no modo como a legislação e o TSE disciplinaram a revisão eleitoral e o cancelamento do título em caso de não comparecimento para a sua renovação. Eu penso que o TSE demonstrou as dificuldades técnicas e o risco para as eleições há menos de duas semanas”, afirmou.

    Após o voto do relator, Alexandre de Moraes também acompanhou o entendimento sobre a validade do cancelamento. Segundo o ministro, os eleitores que não compareceram ao recadastramento, não atingiram requisito básico, previsto na Constituição, para participar das eleições.

    “Não estando alistado porque não compareceu ao recadastramento, falta um requisito constitucional”, disse Moraes.

    Luiz Fux, que já ocupou o cargo de presidente do TSE, votou a favor do cancelamento e disse que a regulação da biometria pelo tribunal é feita para evitar fraudes, como duplicidade de títulos, votação em nome de pessoas falecidas.

    "O TSE tem caminhado no sentido de manter a higidez e a moralidade do pleito eleitoral porque o passado condena as eleições brasileiras”, disse.

    Também votaram no mesmo sentido Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente Dias Toffoli.

    Divergências

    O ministro Ricardo Lewandowski votou para autorizar quem teve o título cancelado a votar. Segundo o ministro, o eleitor não pode ser impedido de votar porque não compareceu ao recadastramento biométrico.

    "Concedo a liminar, com a experiência, sem falsa modéstia, de quem já foi presidente do TSE, e sei que isso é exequível, para que os eleitores que tiveram seus títulos cassados, caso comparecerem as respectivas zonas eleitorais no dia do primeiro turno das eleições, devidamente munidos com documento de identificação, possam votar manualmente, depositando seus votos em urna de lona", disse.

    O ministro Marco Aurélio também entendeu que o eleitor não pode ser impedido de votar por causa da falta da biometria.

    Manifestações

    Durante o julgamento, o advogado Daniel Sarmento, representante do PSB, disse que a legenda defende a inclusão política como forma indispensável para democracia. Segundo Sarmento, a imposição de entraves burocráticos não podem excluir o "eleitor pobre e que tem menos acesso à informação”. 

    "Se tem uma restrição gravíssima ao direito fundamental, que é central na ordem jurídica brasileira. A pessoa é simplesmente impossibilitada de votar e ser votada. É uma quantidade muito grande, 2,4% do eleitorado. Isso pode fazer diferença em pleitos, na eleição proporcional e para eleições majoritárias, como de presidente da República. As últimas eleições foram decididas por menos de 3,5 mil votos", afirmou.

    O PT e PCdoB também se manifestaram a favor da liberação do voto de quem não realizou a biometria dentro do prazo. De acordo com a advogada Maria Claudia Bucchianeri, representante do PCdoB, o número de 3,3 milhões de eleitores que tiveram o título cancelado representa 4% do eleitorado do Nordeste, região mais afetada.

    Agência Brasil 

  • A bancada feminina no Congresso comemora a recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em determinar a cota mínima de 30% do Fundo Partidário para candidaturas de mulheres e o mesmo índice nas campanhas no horário eleitoral gratuito. Essa decisão já vale para a eleição deste ano (leia mais aqui).

    O TSE responde a uma consulta encaminhada por senadoras e deputadas federais ao tribunal, encabeçada pela Procuradoria da Mulher no Senado, coordenada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

    “O TSE trouxe luz a uma questão muito importante, a falta de estrutura dos partidos para as candidatas. Muito se diz da baixa representação política das mulheres, mas raramente debatemos a priorização que alguns partidos dão aos candidatos”, afirma a senadora amazonense Vanessa Grazziotin.

    A senadora baiana, Lídice da Mata segue o mesmo raciocínio. “A recente decisão do TSE sobre cotas dos fundos eleitorais para candidaturas femininas é extremamente positiva e irá impactar positivamente as futuras eleições, estimulando maior participação de mulheres”, diz.

    “Por sua dupla e até tripla jornada de trabalho, em casa e nas suas profissões, a mulher não encontra apoio e incentivo para participar da política. Além disso, a questão financeira impacta negativamente a participação nos processos eleitorais, tanto de mulheres como de outros segmentos da sociedade – como jovens e negros – uma vez que as campanhas estão cada vez mais caras”, complementa Lídice.

    Já Vanessa acredita que “demos um passo importante e fundamental, para superarmos a vexatória posição de sermos um dos países com mais baixa participação feminina no mundo”.

    Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, defende que os partidos não se restrinjam à cota mínima de 30% para mulheres. “Precisamos ampliar essa cota e assim tirarmos o Brasil da 158ª posição no ranking da participação feminina entre os parlamentos do mundo”, reforça.

    Para ela, essa medida do TSE “trará frutos nas eleições futuras e com mais mulheres na política, podemos amplificar as vozes contra o machismo e a violência contra as mulheres, construindo um mundo mais humano, onde prevaleça o respeito”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Alessandro Dantas

  • Como importante trincheira na resistência à trama golpista em marcha no Brasil, a TV Poeira faz um vídeo didático sobre as questões que envolvem o mandato da presidenta Dilma. 

    Começa com uma explicação sobre o pedido de impeachment, que está sendo analisado na Câmara dos Deputados, com base nas "pedaladas fiscais", uma manobra contábil qua já foi utilizada por inúmeros governantes, entres eles Fernando Henrique Cardoso, no Brasil, e Barack Obama, nos Estados Unidos.

    Com humor, os apresentadores mostram que se houver impedimento de Dilma, assume o vice Michel Temer, que pode também sofrer impeachment. E aí, adivinhem, Eduardo Cunha se torna presidente. "Já pensou Eduardo Cunha presidente do Brasil?", questionam.

    Acusado de participação em muitos escândalos, Cunha sofre processo de cassação na Comissão de Ética da Câmara.

    Outro processo está no Tribunal Superior Eleitoral, que pede a impugnação da eleição por suposto crime eleitoral. Isso significaria a cassação de chapa Dilma-Temer e a convocação de novas eleições, desde que isso acontecesse neste ano.

    Caso esse processo ocorra o ano que vem e porventura impugne a eleição de 2014, elegendo a presidenta Dilma com 54.501.118 votos diretos, a próxima pessoa a dirigir o país seria escolhida pelo Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados). Ou seja a eleição indireta.

    O vídeo mostra ainda que existem no Supremo Tribunal Federal  358 investigações entre inquéritos e ações penais por corrupção contra 172 parlamentares.

    Assim, concluem: "Eu quero esperar a eleição que vem (2018)" e perguntam: "E você?"