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Qui, Abr

TV Globo

  • Até a Rede Globo reconhece que a democracia acabou no Brasil. Assista!

    Ao noticiar a prisão ilegal do ex-ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega, e depois a revogação dessa prisão pelo juiz golpista Sergio Moro, o apresentador Evaristo Costa, do Jornal Hoje, da TV Globo, foi translúcido e disse que "Mantega foi quem mais tempo ocupou o cargo de ministro da Fazenda durante a democracia no Brasil". Exatamente isso: "durante a democracia no Brasil", não precisa dizer mais nada.

    Assista Evaristo Costa em ato falho 

    Já no programa Painel, da Globonews, sobre a aceitação pelo juiz Sergio Moro da denúncia feita pelo Ministério Público Federal de Curitiba contra o ex-presidente Lula. A apresentadora Renata Lo Prete ficou com cara de taxo com a análise de Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política da Universidade de São Paulo.

    "Todas as ações da Lava Jato de um modo geral são politicamente orientadas", disse. E a decisão de Moro de acatar o pedido do MPF visa, de acordo com Fornazieri, influenciar as eleições municipais deste ano, o movimento "Fora Temer" e atingir a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018.

    Veja o professor Fornazieri 

    Portal CTB

  • Bolsonaro comprará o silêncio de Bebianno?

    Por Altamiro Borges*

    Como diria o ex-juiz Sergio Moro, atual superministro do governo em chamas: ainda não há provas, mas cresce a convicção de que Gustavo Bebianno venderá muito caro o seu silêncio sobre as sujeiras da campanha que resultaram na vitória da extrema-direita nas eleições do ano passado. Na tarde de domingo (17), o provável defecado da Secretaria-Geral da Presidência já havia abrandado sua bronca contra o "desleal", "fraco" e "louco" Jair Bolsonaro – segundo desabafos vazados pela imprensa. Em entrevista a Danilo Martins, da TV Globo, ele afirmou no maior cinismo que "agora é hora de esfriar a cabeça" – isto após ter colocado fogo no bordel, que reúne o que há de pior na política nativa, como milicos ressentidos, abutres rentistas, corruptos velhacos, fanáticos religiosos e fascistas malucos.

    Ainda segundo a reportagem, Gustavo Bebianno "foi abordado por jornalistas no hotel onde mora, em Brasília, quando saía para o almoço. Ele deu a declaração diante de perguntas sobre se falaria a respeito de sua eventual demissão do cargo. 'Agora é hora de esfriar a cabeça', afirmou o ministro. Bebianno viveu uma semana de crise dentro do governo, após denúncias de candidaturas 'laranjas' no PSL e um episódio de atrito entre ele e o filho do presidente, Carlos Bolsonaro. Integrantes do governo dão como certo que o presidente vai exonerar o ministro. Aos jornalistas que o aguardavam no hotel, ele disse que, por ora, não vai se pronunciar sobre o caso. 'Daqui a alguns dias', afirmou".

    A aparente calma de Gustavo Bebianno não combina com as notícias que circularam durante todo o domingo – tendo como centro de irradiação o próprio Grupo Globo. A primeira bomba foi disparada pelo Blog de Lauro Jardim, que postou que o defecado revelou a amigos que estava "perplexo" com o tratamento recebido e que se arrependera de ter comandado a campanha do capitão. "Preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro", desabafou. Ele ainda relativizou o papel do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, na crise. "O problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos como instrumento. É assustador”, afirmou a um aliado. Ainda segundo o blog hospedado no jornal O Globo, ele disse ao mesmo interlocutor: “Perdi a confiança no Jair. Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil”.

    Na sequência, o Blog do Camarotti, hospedado no G1, revelou que Gustavo Bebianno “demonstrou profundo arrependimento em ter trabalhado ativamente pela eleição do presidente Jair Bolsonaro... 'Preciso pedir desculpas ao Brasil por ter viabilizado a candidatura de Bolsonaro. Nunca imaginei que ele seria um presidente tão fraco', disse para um aliado, numa referência à influência dos filhos do presidente nos rumos do governo, especialmente do vereador Carlos Bolsonaro. Nessas mesmas conversas, Bebianno demonstra preocupação com o efeito desse protagonismo familiar nas decisões do país. E reconhece que o governo Bolsonaro precisa descer do palanque para administrar o Executivo", relata Gerson Camarotti, que também é comentarista da GloboNews.

    Após o impacto das postagens dos jornalistas globais, Gustavo Bebianno se apressou em desmentir os vazamentos dos bombásticos desabafos e veio com a conversa de que "é preciso esfriar a cabeça". O aparente recuo fez crescer a suspeita de que há algo de podre sendo negociado nos porões do Palácio do Planalto. Quando surgiram as denúncias do desvio de grana para candidatos do PSL – já batizado de Partido Só de Laranjas –, circulou a conversa de que Gustavo Bebianno, presidente da legenda na campanha eleitoral, ganharia um cargo numa empresa estatal para ficar quieto.

    Um carguinho numa estatal?

    Matéria publicada no Estadão no sábado até problematizou sobre a possível negociata, alertando que "o ministro da Secretaria-Geral da Presidência não pode assumir cargo de direção em estatais do governo. A possibilidade foi aventada depois que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a ele um cargo na máquina federal fora do Palácio do Planalto, como compensação à sua saída do primeiro escalão do governo... O artigo 17 da Lei 13.303/2016 impôs critérios claros para a escolha de pessoas para cargos de diretoria, presidência e membros de Conselho de Administração de estatais, e o atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência não cumpre essas regras".

    "Os indicados para as estatais, segundo a lei, não podem ter atuado, nos últimos 36 meses, 'como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral". A lei também impede a indicação de "ministro de Estado' e de 'dirigente estatutário de partido político'. É o caso de Bebianno, que, além de ministro, foi presidente do PSL, partido político do presidente Jair Bolsonaro, entre março e outubro de 2018". O alerta do Estadão não serve muito para os milicianos e laranjas do atual governo. Sabe-se lá o que rolou – ou está rolando – no bordel em chamas de Brasília.

    *Jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

  • Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank entram com processo judicial por racismo na internet

    O casal com a filha Titi (Foto: Reprodução Instagram)

    Os ataques racistas pelas redes sociais crescem em novembro - Mês da Consciência Negra . "Já passou da hora de serem tomadas providências para acabar com as práticas de ódio e violência no país”, diz Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A vítima da vez é uma garotinha de apenas 2 anos. Titi, a malauiana adotada pelo casal de atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso. O casal prestou queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática no Rio de Janeiro, como informa o jornalista Ancelmo Gois.

    Um dos comentários na página do Instragram afirma que "Vcs tinham que adotar uma menina de olhos azuis isso sim iria combinar e não aquela pretinha parece uma macaquinha #lugardepretoénaafrica!!!”.

    Para Custódio, o poder público deve assumir sua responsabilidade e “implementar um grande trabalho de educação de toda a sociedade para extirpar de uma vez por todas a chaga do racismo, que envergonha a nação perante o mundo”.

    Esse tipo de crime tem sido corrente no país. Mas após o golpe à democracia brasileira vem aumentando substancialmente. Antes ainda, em 2013, Carlinhos Brown e Helena Buarque de Hollanda foram morar em Salvador porque seus filhos foram vítimas de ataques racistas no condomínio onde moravam no Rio de Janeiro.

    O mesmo perfil, supostamente falso atacou a cantora paraense Gaby Amarantos. Somente neste ano as cantoras cariocas Ludmilla e MC Carol, além da rapper paulista Preta Rara forma vítimas de ofensas racistas em redes sociais. "A polícia tem que investigar e punir esses covardes, porque é inaceitável que isso ocorra e nada seja feito", reclama a dirigente da CTB.

    A violência não acaba. No ano passado chegou ao conhecimento do público ataques à jornalista Maria Júlia Coutinho, da TV Globo e à atriz Taís Araújo, no mês de novembro. Neste ano, as cantoras cariocas Ludmilla e MC Carol, além da rapper paulista Preta Rara forma vítimas de ofensas racistas em redes sociais.

    “O pior é que as manifestações proliferam e a violência cresce com o assassinato de milhares de jovens negros, pobres e moradores da periferia todos os anos no país”, acentua Custódio. “Vamos organizar grandes atos no Dia da Consciência Negra (20 de novembro) para mostrar que repudiamos o ódio, a discriminação, a desigualdade e a violência”. Inclusive o Mapa da Violência 2016 mostra que os jovens negros são assassinados 2,6 vezes mais do que os brancos.

    Contraponto

    Marcha do orgulho crespo curitiba Foto Tony Mattoso RPC Curitiba

    1ª Marcha do Orgulho Crespo em Curitiba (Foto: Tony Mattoso/PC Curitiba)

    Para mostrar que a maioria dos brasileiros e brasileiras querem a igualdade, centenas de negras e negros ocuparam as ruas de Curitiba para a 1ª Marcha do Orgulho Crespo, no sábado (12).

    De acordo com a imprensa local , a manifestação ocorreu sem incidentes e os participantes estavam com cartazes com dizeres contra o racismo e a favor da beleza negra.

    O objetivo da passeata, segundo os organizadores, foi o de empoderar a mulher negra, que está na base da pirâmide social no país. "As mulheres negras são as que mais sofrem com o racismo e o machismo", finaliza Custódio. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Foto: Reprodução Instagram

  • Estudante negra de jornalismo é discriminada por professor em sala de aula

    Uma estudante de jornalismo, negra, 20 anos, de uma universidade conceituada da região Nordeste, denuncia ao portal R7 a atitude racista de seu professor de Comunicação e Expressão Oral. O professor graduado em fonoaudiologia falou que ela nunca será âncora de telejornal por causa de seu cabelo étnico afro.

    "Quando eu estava passando o texto na bancada, ele disse que, por conta dos padrões, o meu cabelo chamaria mais atenção que a notícia, por ser black e descolorido, e que dessa forma eu me encaixaria melhor como moça do tempo ou repórter", contou a estudante.

    Para a secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Mônica Custódio, a ofensa aconteceu por causa da invisibilidade de negros e negras na mídia e na sociedade.

    “Em todas as formas de comunicação, a população negra quase nunca aparece e quando aparece é desqualificada. Seja em novelas, livros didáticos, publicidades. Parece que não existimos ou só existimos em situações degradantes”, diz.

    Ao assistir à novela "Pega pega", da TV Globo, ela conta que uma personagem negra é agredida. “Parece que para naturalizar a violência contra a mulher e mais ainda mulher negra”, afirma. “Na 'Malhação' até tocam no tema da misoginia e do racismo, mas banalizam completamente, ao ponto de se julgar tudo natural”.

    Então esse professor universitário, de acordo com Custódio, retrata a realidade de onde ele vive. “A população negra não pertence àquele lugar, à universidade, aos meios de comunicação, onde prevalece o padrão de beleza europeu”.

    A sindicalista acentua que “além de ser mulher e negra, a estudante é pobre”, pois ela é estagiária, como mostra a reportagem do R7 e ganha R$ 510 por mês e paga uma mensalidade de R$ 669,90 com ajuda da família. “Ela sofre triplo preconceito”.

    A jovem conta ainda que procurou a escola antes de denunciar à imprensa, mas a escola não a acolheu. Ela denuncia ainda a falta de solidariedade dos colegas. "Enquanto isso, o professor fez reuniões com os alunos da sala. Eles começaram a me tratar com indiferença. Ninguém mais olhava na minha cara e eu me sentia muito mal. Criaram até uma hashtag #nãohouveracismo para colocar em publicações que comentavam o caso. O curioso é que as estudantes que defendem o professor não estavam na sala de aula no dia (20/5) e são as mesmas que pegam carona com ele", conta ela.

    “Fatos como esse dão nitidez ao racismo brasileiro, forjado ideologicamente desde a escravidão, mas persiste para justificar a desigualdade e a injustiça social”, reforça Custódio. “E ainda insistem em dizer que não há racismo no Brasil”, ironiza.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Arquivo Pessoal

  • Humorístico Zorra faz sátira com impopularidade de Michel Temer. Assista!

    Na noite deste sábado (3), o humorístico Zorra, da TV Globo, apresentou um esquete onde uma consumidora vai a uma “concessionária de presidentes” devolver Michel Temer, argumentando ter sido enganada e de que ele não mudou nada.

    O vendedor tenta explicar, que só em 2018, mas ela insiste e pede opções para substituir o naufragado Temer. Passa por algumas opções e termina com a volta dos militares de 1964. A conclusão do quadro é: “Tem que pensar melhor antes de escolher”.

    Ironias da vida. A Rede Globo que tanto se empenhou para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, aliando-se e recebendo verbas polpudas do governo de Temer, agora quer substituí-lo, mas não ousa defender a melhor solução para a superação a crise.

    As forças progressistas não se satisfazem com o “Fora Temer” e defendem eleições “Diretas Já”. Já os conservadores brigam entre si para ver qual grupo se mantém no poder, mesmo sem disputar eleição.

    Isso fica translúcido nas manifestações do domingo (4), com apoio explícito da emissora da família Marinho. Uma coisa é evidente, eleição já eles não querem.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

    Assista:

  • Mídia internacional mostra a ditadura do governo golpista de Michel Temer

    Os correspondentes da mídia internacional já perceberam a impossibilidade de confiar na isenção da imprensa burguesa nacional. Por isso, resolveram ir às ruas cobrir as manifestações contra o governo golpista de Michel Temer - há mais de 2 meses no Palácio do Planalto.

    leia mais

    Jornal The New York Times denuncia ao mundo o golpe no Brasil

    O jornal The New York Times (NYT) divulga o seu segundo vídeo sobre as manifestações pelo "Fora Temer" durante a realização dos Jogos Olímpícos Rio 2016 e denuncia a censura promovida por esse desgoverno em reportagem (leia o texto original aqui).

    Assista o vídeo do NYT que o mundo todo está vendo


    Outro grande jornal norte-americano, The Washington Post também fez reportagem sobre os torcedores expulsos dos estádios por estarem com cartazes com a inscrição “Fora Temer”. "uma palavra que tem conotações amargas em um país que vivia sob uma ditadura militar”, afirma o Post (leia a íntegra aqui).

    Sem filtro, a TV Italiana mostra a sonora vaia que o golpista Temer levou em seu discurso relâmpago na abertura dos Jogos.

    Assista 

    Ao contrário disso, para a presidenta Dilma é só alegria. Desta vez, ela foi recebida por milhares de pessoas na tenda do Circo da Democracia, em Curitiba.

    Veja a diferença 

    Enquanto isso os repórteres da Rede Golpe de Televisão (ex-TV Globo) continuam enfrentando dificuldades.

    Assista 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com agências

  • Modelo de negócios da Globo está falido?

    Por Altamiro Borges

    Duas matérias publicadas na semana passada confirmam que a poderosa TV Globo passa por um período de muitas dificuldades – o que reforça a tese de que seu modelo de negócios está em crise. A primeira nota foi postada no site R-7, da rival Record:

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    Corte de gastos? Globo perde doze jornalistas famosos em um ano

    Por Keila Jimenez

    A dança de cadeiras do jornalismo da Globo parece não ter fim. Agora foi a vez da jornalista esportiva Cristiane Dias deixar o canal. Em um ano, a Globo perdeu mais de doze de seus maiores nomes do jornalismo, que não tiveram contratos renovados. Trata-se quase sempre de funcionários renomados, experientes, com muitos anos de casa e muitas vezes com salários mais altos.

    Os 'substitutos' são mais jovens e ganham muitas vezes menos da metade do salário desses que estão saindo. A lista de baixas é grande. Carla Vilhena abriu o ano de 2018 se despedindo do canal após mais de 30 anos na casa. Cristina Serra também deixou a emissora no início do ano passado. Em abril, foi a vez do querido Tônico Ferreira deixar o canal. Na sequência foi a vez de o jornalista esportivo Abel Neto não renovar o seu contrato com a emissora.

    Denise Barbosa deixou a GloboNews após mais de 20 anos de casa. O repórter Andrei Kampff não teve seu contrato renovado depois de 25 anos atuando na Globo. Millena Machado deixou o posto de apresentadora do “Auto Esporte”, programa exibido nas manhãs de Domingo, onde atuava desde 2011. Após voltar de uma licença médica, Izabella Camargo foi demitida. Depois de 36 anos servindo na empresa, André Luiz Azevedo deixou a Globo. Depois foi a vez do renomado Alexandre Garcia dizer 'adeus' ao jornalismo do canal.

    Sergio Aguiar surpreendeu a todos ao sair da GloboNews sem se despedir. Neste ano foi a vez de Fernando Rocha e Mariana Ferrão, do 'Bem Estar', deixarem o programa e não renovarem o contrato com o canal. Nesta quarta (27), Cristiane Dias teve a sua saída oficializada na rede. O contrato dela terminará em junho e não será renovado. A jornalista esportiva apresentava o "Globo Esporte ", programa exibido onde não há edição local, e o noticiário esportivo do "Bom dia Brasil". Ela ingressou na emissora no ano de 2006. Carol Barcellos já assumiu o lugar dela.

    Nos bastidores da Globo, é fato que essas demissões não são pontuais e nem devem parar por aí. A ideia do jornalismo é mesmo renovar e reduzir custos.

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    Já a matéria de Ricardo Feltrin, especialista em mídia do UOL, aponta problemas em uma área que a emissora sempre reinou isolada, o das telenovelas. “Nunca antes neste país, como diria um certo político, a Globo enfrentou um mau momento como o atual em suas faixas de novelas. Sim, as três tramas principais da casa – 18h30m, 19h30 e 21h30 – ainda são líderes de audiência no país (Painel Nacional de Televisão) e também na Grande SP (epicentro da publicidade brasileira). Mas, segundo apuração da coluna, é a primeira vez que as três principais novelas da casa registram menor público que suas antecessoras”.

    O jornalista dá detalhes sobre cada novela. “O Sétimo Guardião: Além de todos os problemas que enfrenta – inclusive dois processos de plágio, morte de figurante, tensão no elenco etc. –, em São Paulo o ibope da novela está empacado nos 29 pontos. Esse índice é abaixo do chamado ‘trilho’ previsto pela emissora para o horário, que é de 30 pontos (cada ponto em SP vale por cerca de 73 mil domicílios)... Na comparação somente nesta década, ‘O Sétimo Guardião’ dá hoje quase 10 pontos a menos do que "Fina Estampa" registrou em 2011”.

    “Verão 90: Até o capítulo nº 47, a novela das 19h30 da Globo também é líder, mas está dando o menor Ibope que as três antecessoras diretas no mesmo período. Supera apenas a quarta, ‘Rock Story’ (2017). Também na comparação com o maior sucesso da década no horário, ‘Cheias de Charme’ (2012), ‘Verão 90’ registra hoje quase seis pontos a menos em São Paulo... Para encerrar, a novela com o pior resultado na Globo hoje: ‘Espelho da Vida’. Apesar de ser também líder de ibope no país e em São Paulo, a novela de Elizabeth Jhin que aborda espiritualismo tem os piores números dos últimos cinco anos... ‘Espelho’ registra até o 154º capítulo apenas 17,6 pontos em SP. Bem menos que a antecessora direta, ‘Orgulho e Paixão’ (21,5 pontos)”.

    A demissão dos artistas veteranos

    A queda de audiência das telenovelas já havia resultado na demissão dos “veteranos”, como ocorre agora no jornalismo. Em abril de 2018, a mesma Keila Jimenez já havia registrado essa mudança. “Após 35 anos de emissora, Malu Mader deixa a Globo. A atriz não teve seu contrato renovado. Malu não é a primeira nem a última de uma lista de atores veteranos, com salários altos, que estão perdendo o contrato fixo com a Globo... Assim foi também com Maitê Proença e Carolina Ferraz”.

    “Nos bastidores da Globo é fato de que a emissora está em um processo de renovação e corte de gastos em seu casting. Ao mesmo tempo que não renova com atores veteranos (e mais caros), o canal corre para oferecer o famoso contrato de longo prazo para atores menos prestigiados, mas que fizeram sucesso no último trabalho... A conta é boa. Além de renovar seu time, o canal economiza pois contrata jovens e bons atores pagando pouco e se livra dos medalhões que ganham salários entre R$ 80 mil e R$ 200 mil mensais. A média de salário oferecido para os jovens que estão começando no canal está entre R$ 8 mil e R$ 12 mil para quem estiver no ar”.

    A queda de audiência, que faz desabar a publicidade e consequentemente gera “corte de gastos” – como a demissão de profissionais é chamada friamente pelos patrões –, reforça a tese de que o modelo de negócios da TV Globo está “fadado ao fracasso”. Essa ideia foi defendida com ênfase por Guilherme Stoliar, presidente do rival Grupo Silvio Santos, em artigo publicado na Folha. Após dividir as cinco principais emissoras do país em dois blocos – a TV Globo seria o ricaço “Cirque du Soleil”, e SBT, Record, Band e RedeTV seriam o pobretão “Circo Garcia” – o executivo afirma que esse formato não se sustenta mais devido ao avanço dos meios digitais e à própria crise econômica. Vale conferir sua instigante e provocativa análise:

    *****

    Uma reflexão sobre a internet e a TV aberta

    Por Guilherme Stoliar – Folha, 14 de março de 2019

    Muito se pergunta a respeito do que acontecerá com a televisão aberta depois da internet banda larga. Tento responder com fatos nesta simples reflexão sobre os próximos cinco anos.

    Dados.

    1) Antes da internet banda larga, 100% da população tinha a televisão aberta como seu grande companheiro de informação e entretenimento.

    2) No Brasil, mais de 70% das famílias vivem com uma renda familiar inferior a R$ 3.000 por mês. Poder de compra muito restrito.

    3) As demais 30% até podem ter banda larga, Netflix, cabo e outras formas de se informar e se entreter.

    O que constatamos: todos continuam assistindo à TV aberta.

    Podemos dividir a televisão aberta em dois modelos, por suas características culturais e econômicas. O modelo Cirque du Soleil, que é a Globo, e o Circo Garcia, que são o SBT, a Record, a Band e a RedeTV!. Não considerei as demais emissoras porque as audiências são pequenas.

    Esses modelos são a caricatura de como são produzidos e exibidos os conteúdos desses canais. E penso que ninguém tem dúvidas a respeito!

    Até 2014, a televisão aberta reinava economicamente na mídia. Entretanto, de 2015 até 2018, a queda das suas receitas superou 30%. Uma parte foi perdida para a crise e outra, para os meios digitais, internet.

    A Globo, o “Cirque du Soleil”, detinha e ainda detém, por pouco tempo, mais de 70% da receita do bolo publicitário das abertas, o que gerava até 2014, lucros auspiciosos. As outras emissoras, o “Circo Garcia”, arrecadavam o restante, vivendo com grandes dificuldades e sendo obrigadas a locar espaços para igrejas e outros arrendatários para fechar as contas.

    Hoje, todas as emissoras abertas perderam 30% da receita e não conseguiram reduzir custos e despesas nessa proporção. Missão muito difícil para qualquer um.

    Como reduzir o custo dos direitos de futebol brasileiro? Missão impossível! Como reduzir o custo e manter a qualidade das novelas? Outro problema! Resultado: muito prejuízo, inclusive e principalmente no “Cirque du Soleil”. Quem diria? Falo da TV Globo, não do Grupo Globo.

    O que vejo pela frente.

    1) O mercado da TV aberta ainda não estabilizou. Começamos o ano e a receita ainda está menor do que em 2018, especialmente pela falta das verbas de governo. Ainda não chegamos ao fundo desse poço.

    2) O público da TV aberta ficará restrito às pessoas com renda familiar de até R$ 3.000. Esse grupo é representado por 70% da população, mas seu poder aquisitivo é pequeno.

    3) A TV aberta tem 80% de sua receita advinda de aproximadamente cem grandes clientes. Estes, a partir de 2015, dadas a crise e as novas possibilidades da internet, reduziram suas verbas na aberta. Só lembrando: faturamos hoje 70% do que faturávamos em 2014.

    4) Um fato importante e ilustrativo. Para você fazer um anúncio numa novela da Globo, o “Cirque du Soleil”, em rede nacional, um anunciante gastará R$ 800 mil e terá uma audiência de 30 pontos. Se fizer um anúncio nas novelas do SBT, Record, Band, o “Circo Garcia”, para atingir os mesmos 30 pontos, esse anunciante gastará R$ 250 mil. Pois é.

    5) Em pouco tempo, esses cem anunciantes vão abrir os olhos, acabar com preconceitos e, para não ficarem de fora da televisão aberta, que ainda terá os 70% do público brasileiro, anunciarão cada vez mais no “Circo Garcia” e menos no “Cirque du Soleil”.

    6) Uma coisa é certa, o dono do “Cirque du Soleil” não sabe fazer um “Circo Garcia”, e o contrário também é verdadeiro. É muito difícil a Globo reduzir seus custos na razão da atual conjuntura. A Globo não tem cultura e preparo para ser o Garcia e, se conseguir ser, terá sua receita dividida com as outras. E as demais emissoras, por força das necessidades, já estão ajustadas.

    7) Se os donos do “Circo Garcia” conseguirem sobreviver por mais algum tempo, vão poder assistir a esse filme em no máximo cinco anos.

    Nenhuma crítica ao Circo Garcia, que admiro muito. A televisão aberta é um veículo popular, como o são os 70% das famílias brasileiras.

    Ver para crer!

    * Guilherme Stoliar é presidente do Grupo Silvio Santos.

  • O quadrinista Gabriel Bá foi censurado na Globo, no programa "Conversa com Bial"

    Convidado para participar da edição desta terça-feira (28) do programa Conversa com Bial, na TV Globo, o quadrinista Gabriel Bá foi impedido de utilizar um boné com uma estrela vermelha, semelhante ao utilizado pelo ex-líder cubano Fidel Castro. A estrela foi parcialmente coberta por fita isolante durante a gravação da entrevista.

    De acordo com Gabriel, gêmeo do também quadrinista Fábio Moon, a produção da atração havia pedido para que símbolos políticos não fossem exibidos nas vestimentas.

    "'Evite números para que não haja associação a marcas ou partidos políticos'. Essa foi uma das dicas de vestuário da produção do programa. Mesmo assim, fui com meu boné verde com estrela vermelha, que trouxe do Vietnam. Tenho outros, mas gosto deste, do que ele representa. Foi minha escolha", escreveu ele em publicação acompanhada de um desenho do boné com fita isolante.

    "Chegando no estúdio, o pessoal do figurino, respondendo à diretoria do programa, disse que a estrela não ia rolar. Claro que não fiquei contente, mas eu fiz uma escolha antes: a de ir com o boné. Entre entrar com a estrela coberta ou entrar sem boné, escolhi o boné. E escolheria novamente. Poderia ser um tucaninho azul e amarelo ou um número 45, o logo da Adidas ou o escudo do Palmeiras. Seria coberto da mesma maneira. Prefiro ver agora esse debate todo e o povo refletindo do que simplesmente ter entrado sem boné", completou o artista, um dos autores da adaptação para quadrinhos de Como falar com garotas em festas, baseado em um conto do autor britânico Neil Gaiman.

    A Globo rebateu as acusações de ter cometido censura, mas confirmou que não autorizou o uso do boné com a estrela vermelha. "Existe uma orientação geral para que os convidados evitem roupas com marcas aparentes, e símbolos e números que remetam a partidos políticos. Esse cuidado reforça a isenção do programa. Não há qualquer tipo de censura ou restrição ao conteúdo da entrevista. Os convidados discorrem livremente sobre questões políticas e expõem opiniões pessoais".

    Fonte: Jornal do Brasil

  • Propaganda de O Boticário com família negra faz a casa grande surtar de ódio; confira

    A nova propaganda de O Boticário repercute. Criada pela AlmapBBDO, causa repercussão por ser protagonizada por uma família negra. Por isso, causou frisson e o ódio e o  racismo afloraram nas redes sociais.

    Incomodada, a internauta Dilma Sena escreveu: “Pouco criativa e racista. Vamos misturar essa família aí”. Já a pessoa que assina como Lonely Wolf é mais contundente. “Me tire uma dúvida O Boticário só fabrica perfumes pra afros?”, pergunta. “Acho que estou usando a marca errada. Uma vez que o público alvo da empresa são os afros, a partir de agora vou usar os importados”.

    “A presença de negros na publicidade brasileira é ínfima. Aí quando surge uma única propaganda com uma família negra a gritaria é geral, porque a casa grande surta”, diz Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB.

    “O Boticário decidiu fazer uma campanha de Dia dos Pais com uma família negra, o vídeo recebeu cerca de 11 mil dislikes (até agora), e comentários reclamando da falta de ‘diversidade’. E ainda há quem diga que racismo não existe e é coisa da nossa cabeça”, escreve em seu Twitter, Alexandre (@Iexandre).

    Confira a propaganda sobre o Dia dos Pais 

    Gabriela Magalhães também tuita que “a branquitude não está preparada para não ser o centro da atenção. Basta uma campanha com uma família negra, para os brancos discriminados (KAKAKAKAK até na ironia é engraçado) falarem da tal DIVERSIDADE. Então, quando não aparecia nenhum negro na mídia e as propagandas eram TODAS compostas por GENTE BRANCA, vocês oprimidos que sofrem racismo reverso (KAKAKAKA) não cobraram diversidade, né? HIPÓCRITAS”.

    “Apesar de a população negra ser mais de 54% da população, como mostra o IBGE, ainda somos inviabilizados pela publicidade, numa das mais incisivas representações do racismo tupiniquim”, afirma Mônica.

    Para Alexandra Loras, ex-consulesa da França em São Paulo, “o Brasil é o país mais racista do mundo”. A cetebista concorda com ela e cita a reação contundente contra a única propaganda já feita com uma família negra no Brasil.

    “A ausência de negras e negros na publicidade e na programação televisiva é uma estratégia para esconder a herança africana na formação da nação brasileira”, acentua Mônica. “Essa reação visceral joga por terra o decantado mito da democracia racial”.

    Veja a repercussão racista

    boticario propaganda repercussao

    Para a sindicalista, “a sociedade não enxerga a população negra fora dos lugares determinados por ela. Quando aparecem negras e negros nos espaços que não nos querem, a população branca se sente ameaçada e reage dessa forma”. Ela lembra ainda que há pouco tempo a União de Negras e Negros pela Igualdade questionou a TV Globo por não conter atrizes e atores negros em novela que se passa em Salvador, a cidade com maior população negra do país.

    Por isso, “é tarefa primordial do movimento sindical, dos partidos políticos progressistas e dos movimentos sociais é combater o racismo de todas as formas para construirmos uma civilização sem preconceitos”, conclui.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Wagner Moura e Rodrigo Lombardi recusam interpretar Sérgio Moro no cinema

    O ator Wagner Moura recusou o convite para interpretar o juiz Sérgio Moro, feito pelo diretor e amigo José Padilha para a realização de um longa-metragem sobre a Operação Lava Jato para o Netflix. O ator interpretou recentemente o traficante colombiano Pablo Escobar, da série Narcos e Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite 1 e 2, entre inúmeros outros papeis importantes.

    Moura que participou ativamente da campanha contra o impeachment da presidenta Dilma, vem se posicionando em defesa da democracia e da Constituição. A sua negativa mostra descontentamento com o comportamento do juiz Moro na condução da Operação Lava Jato, embora Moura não tenha se pronunciado a respeito, como diz seu assessor Rafael Barcellos. Porque o juiz de primeira instância de Curitiba persegue petistas e ignora acusações contra políticos do PSDB e outros partidos de direita.

    rodrigo lombardi sergio moro

    Já Rodrigo Lombardi alegou compromissos profissionais para recusar o mesmo papel. Preferiu ir para a nova novela da TV Globo, À Flor da Pele, que deve estrear em 2017. Ele ainda será visto na série Carcereiros, no lugar de Domingos Montagner, morto em setembro.

    Portal CTB com agências