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Dom, Fev

#UmaMinaAjudaAOutra

  • Assédio sexual não combina com a alegria do carnaval. Saiba como cair na folia sem agredir

    Diversas campanhas contra o assédio às mulheres e meninas acontecem na maior festa popular do país. Para Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), essas campanhas são fundamentais.

    “Mas devem ter continuidade o ano todo”, diz. “Um dos problemas é que o governo golpista abandonou todas a políticas públicas a favor dos direitos da mulher”. Para ela, "devemos insistir para que o debate das questões de gênero façam parte do currículo escolar".

    Pereira ataca também a mídia burguesa que "acaba reforçando a visão sexista e de dominação sobre o corpo da mulher, tornando-a objeto do desejo masculino, o que contribui para a violência".

    O site Azmina lança a hashtag #UmaMinaAjudaAOutra. Isso “é sobre não concordar e lutar contra qualquer tipo de assédio, abuso ou tentativas. É sobre oferecer companhia. É sobre prestar ajuda, do jeito que for e pra quem for”, explica a jornalista Amanda Negri.

    A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, do PCdoB, gravou o vídeo “Coisas para fazer no carnaval sem ser um babaca”. Didaticamente, a deputada ensina aos homens como foliar sem assediar. Afinal, beijar sem consentimento “é beijo forçado e isso não pode”.

    Acompanhe o vídeo com a aula de Manuela D’Ávila 

    O governo da Bahia lançou a campanha “Respeita as Mina” com “objetivo de conscientizar a população e combater a violência contra as mulheres”, diz Julieta Palmeira, secretária de Políticas para as Mulheres do estado.

    Para Tereza Bandeira, secretária da Mulher, do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações da Bahia, “é incrível que em pleno século 21, ainda tenhamos que fazer campanhas para exigir respeito, combater a violência e acabar com o assédio nas ruas”.

    Pule com “Se Você Quiser”, de Pedro Abramovay e Gustavo Moura, mote da campanha Respeita as Mina 

    Já em Belo Horizonte, capital de Mina Gerais, Renata Chamilet e Raissa Bettinelli criaram “Tira a Mão: É Hora de Dar um Basta”, contra investidas inconvenientes, com base em um levantamento da ONG ActionAid, no qual 98% das mulheres disseram já ter sofrido assédio no carnaval. 

    Divirta-se com a marchinha da campanha e não ponha a mão em ninguém sem consentimento 

    Acompanhe a mensagem da cantora Brisa Marques 

    A secretária de Formação e Cultura da CTB, Celina Arêas, acredita que as expressões culturais são importantes para ajudar na mudança de comportamentos e mentalidades. “A cultura é essencial para que as pessoas reflitam sobre tudo na vida. Essas campanhas e as marchinhas podem ajudar no combate à violência contra as mulheres para que possamos viver sem medo o ano inteiro, não somente no carnaval”.

    Mas afinal é carnaval. “Deixa o dia raiar, que hoje eu sou. Da maneira que você me quer. O que você pedir eu lhe dou. Seja você quem for. Seja o que Deus quiser!”... “Noite dos Mascarados”, de Chico Buarque).

    Veja vídeo de Noite dos Mascarados (Chico Buarque, que canta com Elis Regina) 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Maurício Araújo