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Sex, Nov

UOL

  • CNBB pede para católicos votarem em candidatos favoráveis à democracia e contra a violência

    Sem citar nomes, o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Leonardo Steiner pede aos fiéis da igreja católica que votem em candidatos que ajudem a preservar a democracia, o respeito e a liberdade, em entrevista ao UOL, nesta segunda-feira (8).

    “Temos duas candidaturas à Presidência, mas somos a favor é da democracia. O que pedimos é que o eleitor católico observe se os candidatos pregam mais ou menos democracia; se buscam a convivência fraterna com base da educação, no respeito e justiça social, ou não”, disse Steiner.

    E complementou: “Não podemos votar com o coração cheio de ódio, nem pensando que vamos mudar o Brasil de uma hora para outra: não existem salvadores da pátria, mas uma democracia que precisa ser permanentemente construída”.

    O bispo reforçou ainda que “como cristãos, somos sempre pessoas de esperança, e a pessoa de esperança vai construindo a democracia”.

    Portal CTB  

  • Dia de Combate à Exploração Sexual: a cada hora, nove crianças são abusadas no Brasil

    Dados do Disque 100 (canal de denúncia de violações dos Direitos Humanos) mostram que a cada hora, nove crianças e adolescentes sofrem violência no Brasil. Já levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indica que ocorrem cerca de 100 mil casos de abuso e exploração sexual por ano no país.

    Por causa da violência crescente, foi criado em 2000, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

    E o 18 de maio foi escolhido em memória à menina Araceli Crespo, raptada, estuprada e assassinada, aos 8 anos de idade, por jovens de classe média em Vitória, capital do Espírito Santo, nesse dia do ano de 1973, em pleno auge da ditadura militar.

    Assista Cinderelas, Lobos e um Príncipe, de Joel Zito Araújo 

    Para Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), é importante reforçar essa data “neste período obscuro que vivemos no Brasil, com a retirada de direitos e incentivo à cultura do ódio”.

    De acordo com a sindicalista, “os dados não deixam dúvidas de que é fundamental um grande trabalho de conscientização e de educação da sociedade de que as crianças e os adolescentes são seres em formação e precisam de espaço para crescer em segurança e em paz”.

    O artigo 227, da Constituição, promulgada em 1988, diz que “é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.

    Já o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 13 de julho de 1990, garante os direitos da infância e da Juventude em toda a sua integralidade. “O problema é que as leis que favorecem os mais vulneráveis no Brasil, nem sempre são respeitadas”, diz Pereira.

    Saiba mais pelo link

    http://www.turminha.mpf.mp.br/direitos-das-criancas/18-de-maio/copy_of_a-lei-garante-a-protecao-contra-o-abuso-e-a-exploracao-sexual

    Em seu artigo 5º, o Eca afirma que “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

    Direitos desrespeitados diariamente como mostra o Disque 100 que recebeu 17,5 mil denúncias somente em 2016. De acordo com os dados, a maioria se refere a abuso (72%) e exploração sexual (20%).

    Para as meninas a situação é mais grave. Os dados do Disque 100 comprovam que 67,7% das crianças e jovens que sofrem abuso e exploração sexuais são meninas. Quase a metade dos casos ocorreram com crianças de 0 a 11 anos. Mais de 60% dos agressores denunciados são homens, sendo que 40% têm entre 18 e 40 anos de idade.

    Saiba como instalar o aplicativo Proteja Brasil do Unicef aqui.

    “O pior é que a maioria dos casos ocorrem dentro de casa, onde nossas crianças e jovens deveriam estar mais protegidos”, sinaliza Pereira. “Não podemos mais conceber tamanha desumanidade, ainda mais sabendo que o número de denúncias notificadas está longe de expressar a totalidade das violências”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: UOL

  • Medalhista de Ouro em 2016, Rafaela Silva sofre abordagem racista em táxi no Rio de Janeiro

    A judoca Rafaela Silva, campeã olímpica em 2016, denuncia em suas redes sociais ter sofrido abordagem racista de policiais militares, na noite de quinta-feira (22), quando voltava para casa na capital fluminense. Ela conta que os PMs fizeram o taxista encostar, o chamaram para conversar e depois com arma na mão um policial bateu em seu vidro e a mandou sair.

    "Quando o taxista encostou eles o chamaram para um canto, quando olhei na janela outro policial armado mandando eu sair de dentro do carro, levantei e saí”, conta Silva em seu Twitter. Perguntaram se ela trabalhava e onde morava e não explicaram o motivo da abordagem.

    Assista ao vídeo de Rafaela Silva no Instagram 

    Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que esse tipo de acontecimento significam "as ‘novas formas’ de racismo baseadas nas páginas dos velhos livros. Esse pensamento vem sendo forjado desde o Brasil colônia para justificar a escravidão e depois o capitalismo continuou porque precisa criar diferenças para justificar a exploração do homem pelo homem”.

    Se você é negro 

    Exatamente por isso, os youtubers Spartakus Santiago e AD Junior ensinam a como sobreviver a uma abordagem indevida das forças repressoras em todo o país. Mas com a intervenção militar no Rio de Janeiro o vídeo deles viralizou.

    “Se você é negro, preste atenção nisso que vamos falar (...) evite sair de casa em altas horas (...), leve o cupom fiscal de equipamentos caros e nunca ande sozinho e sempre com documentos”, dizem eles.

    Assista o vídeo com o manual de sobrevivência para negros  

    Não é a primeira vez que Rafaela Silva sofre discriminação. Após ser eliminada na Olimpíada de Londres em 2012 por ter aplicado um golpe proibido na competição, ela foi xingada de “macaca” para baixo. Superou e ganhou o primeiro Ouro brasileiro no Rio de Janeiro quatro anos depois.

    Leia os twitters da judoca carioca

    rafaela silva tweet 1 reproducao

    rafaela silva tweet 2 reproducao

    rafaela silva tweet 3 reproducao

    Para Custódio, “é muito difícil ser negro no Brasil, apesar de sermos maioria na população, porque o racismo é histórico e institucionalizado”. Como contam os youtubers ser negro no Brasil é correr o risco de ser morto por policiais pelo simples fato de estar com uma furadeira nas mãos.

    "A gente no Rio de Janeiro tem que passar essa vergonha. Descobri que preto não pode andar de táxi, porque deve estar assaltando ou roubando", afirma a atleta em um vídeo no Instagram.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações de Gil Alessi, do El País Brasil. Foto: UOL

  • O mundo assistiu à Paraíso do Tuiuti denunciar a ditadura brasileira no Sambódromo do Rio

    Desmentindo todas as pessoas que criticam a folia do Carnaval como “alienante”, a escola de samba Paraíso do Tuiuti fez um desfile apoteótico no Sambódromo do Rio de Janeiro na madrugada desta segunda-feira (12), com tema politizado e atual.

    Com o enredo “Meu Deus, meu Deus! Está extinta a escravidão?”, de Cláudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal, a escola mostrou na avenida a reforma trabalhista com as carteiras profissionais e o que chamou de escravidão nos tempos atuais, após o golpe de Estado de 2016, contra a classe trabalhadora e os interesses nacionais.

    Assista o desfile completo: 

     

    O enredo da Tuiuti constrangeu os comentaristas da Globo, criticada sutilmente como manipuladora, como mostra o crítico do UOL, Maurício Stycer: “Do camarote da Globo, onde narrava o desfile, Fátima Bernardes, Alex Escobar e Milton Cunha reagiram com comedimento ao surpreendente protesto, como se estivessem constrangidos. ‘As desigualdades vem vindo até os dias de hoje, dias de hoje’, disse Fátima. ‘Muitas confecções usam trabalho escravo’, observou. ‘Os manifestoches’, leu ela, ao ver passar a ala com os patos, sem dizer mais nada. ‘Manipulados’, acrescentou Milton”.

    E o samba enredo desceu a avenida levantando o público: “Irmão de olho claro ou da Guiné/Qual será o valor? Pobre artigo de mercado/Senhor eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor/Tenho sangue avermelhado/O mesmo que escorre da ferida/Mostra que a vida se lamenta por nós dois/Mas falta em seu peito um coração/Ao me dar escravidão e um prato de feijão com arroz”.

    Aprenda o samba enredo: 

    Desta vez o mundo viu e a Globo não teve como esconder. A escola empolgou o público e se tornou o segundo assunto mais comentado no Twitter no mundo e ficou no Trending Topics no Brasil. Pode não ganhar o desfile, mas mostrou ao mundo o desmonte dos direitos trabalhistas e do Estado brasileiro pelo governo golpista. Já na segunda-feira (19) tem grande manifestação contra a reforma da previdência.

    tuiuti desfile 2018 rio

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB