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Sex, Abr

Uruguai,

  • Central sindical do Uruguai realiza greve nacional e pede defesa da democracia na região

    “Para avançar: por mais trabalho, salário, investimento público e em defesa da negociação coletiva” estas foram as reivindicações apresentadas pela classe trabalhadora uruguaia durante greve parcial realizada na manhã desta quarta-feira (6) em todo o país.

    Estas bandeiras de luta consideradas fundamentais pela central sindical uruguaia PIT-CNT foram aprovadas pela Mesa Representativa Nacional Ampliada (MRNA) da central e será pautada durante o ano. Os protestos desta quarta aconteceram em várias cidades e tiveram a adesão de diversas categorias como saúde, educação, construção, bancários, transporte entre outras.

    Em Montevidéu, o centro esportivo Palácio Peñarol recebeu milhares manifestantes que acompanharam o ato político liderado pelo secretário Executivo e responsável pela Imprensa e Propaganda da central sindical do Uruguai, Gabriel Molina.

    Em seu discurso ele destacou que o país está vivendo uma situação complexa. Molina exigiu, entre outras reivindicações, que o governo modifique a pauta salarial dos Conselhos de Salários. O dirigente também fez um apelo para a defesa da democracia no continente diante dos avanços dos setores reacionários e destacou que não pode haver retrocesso nos avanços alcançados.

    "Estamos vivendo uma clara e nova contraofensiva do imperialismo que tenta desestabilizar as democracias e os governos. Exemplo disso é Venezuela, Argentina, Brasil, Bolívia, Equador, entre outros. Hoje dizemos firmes aos quatro ventos que vamos defender a democracia até as últimas consequências", declarou o sindicalista. 

    Érika Ceconi - Portal CTB 

     

  • Contra golpismo, FSM Cone Sul realiza atividades no Paraguai, Argentina e Uruguai

    Com o objetivo de definir uma estratégia unitária de luta para derrotar a contraofensiva conservadora na América Latina, a Federação Sindical Mundial (FSM) Cone Sul realiza atividades sindicais no Paraguai, Argentina e Uruguai até o dia 2 de abril. 

    No Paraguai aconteceu uma plenária, na segunda-feira (21), que debateu a situação da classe trabalhadora no país e na região. O encontro contou com a presença do secretário de Relações Internacionais da CTB e coordenador da FSM Cone Sul, Divanilton Pereira. No fim da plenária, o capitulo paraguaio da FSM fez uma moção em solidariedade a Lula e Dilma, que foi aprovada por todos os presentes.

    Durante a atividade, a CTB prestou sua solidariedade aos presos políticos pelo massacre de Marina Kue, assentamento sem-terra localizado município de Curuguaty, que terminou com a morte de seis policiais e 11 camponeses e culminou no golpe parlamentar contra o ex-presidente Fernando Lugo, em 15 de junho de 2012.

    Pelo crime 11 camponeses, sendo que três são mulheres, foram presos sem provas, acusados pelas mortes dos policiais. Ninguém foi preso pela morte dos sem-terra. Desde então eles estão sendo julgados, hoje (22) ocorre mais uma etapa do julgamento que está sendo acompanhada pela central brasileira.

    Médicos forenses argentinos analisaram os cadáveres e comprovaram que os policiais foram mortos com armas “de grosso calibre”. De acordo com o deputado paraguaio do Parlasul, Ricardo Canese, “Os camponeses nunca contaram com este tipo de armas”. Para ele existe parcialidade manifestada pelos juízes e promotores no julgamento dos camponeses de Curuguaty e a intenção de condenar inocentes é clara.

    Divanilton segue para Buenos Aires, Argentina, nesta quarta (23), onde será realizada a 3ª reunião da FSM Cone Sul, além de debates e manifestações contra as políticas antissindicais executadas pelo presidente Mauricio Macri. As atividades ocorrem até domingo (27).

    Já na segunda (28) será a vez da capital uruguaia Montevideo sediar encontros com sindicatos filiados à FSM daquele país e preparar o 7º Encontro Sindical Nossa América (Esna) que ocorre nos dias 31 de março, 1 e 2 de abril.

    Érika Ceconi – Portal CTB

  • Dirigente da central sindical uruguaia PIT-CNT, Marcelo Abdala, visita sede nacional da CTB

    O secretário-geral da central sindical uruguaia PIT-CNT, Marcelo Abdala, visitou, na manhã desta segunda-feira (4), a sede nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O encontro fortaleceu as ações de cooperação entre as entidades sindicais.

    Em reunião com o presidente da CTB, Adilson Araújo, e o secretário de Relações Internacionais, Nivaldo Santana, Abdala contou a realidade da classe trabalhadora do Uruguai e as ações que a PIT-CNT tem feito em defesa dos direitos.

    dirigentes

    Dirigentes da CTB recebem sindicalista uruguaio. Foto: Sérgio de Miranda, secretário de Finanças; Wagner Gomes, secretário-geral; Marcelo Abdala, PIT-CNT e o dirigente Rógerio Nunes. 

    Por sua vez, Araújo denunciou a reforma trabalhista do governo Michel Temer e compartilhou com o metalúrgico uruguaio a Nota Técnica da CTB sobre a crise na indústria brasileira (Acesse a íntegra em português e inglês) que faz um alerta sobre a desindustrialização e seus impactos no desenvolvimento do país.

    Durante a visita, os sindicalistas planejaram ações conjuntas de cooperação e intercâmbio entre as centrais sindicais para fortalecer a construção de uma plataforma unitária de luta e resistência do movimento sindical internacional diante da ofensiva conservadora na região.

    pit cnt ctb marcelo abdala adilson araujo nivaldo santana

    No fim do encontro, Adilson presenteou Abdala com o selo oficial em homenagem aos 10 anos da CTB.

    Portal CTB

  • Países do Mercosul decidem que Venezuela não assumirá presidência do bloco

    Com o pretexto de que a Venezuela não adotou as regras estabelecidas pelo Mercosul (Mercado Comum do Sul), os chanceleres dos países fundadores do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) decidiram que sua presidência não será exercida pelo país bolivariano conforme cronograma, mas por meio de uma coordenação conjunta.

    Em nota divulgada pelo Itamaraty, na última terça-feira (13), os quatro países também ameaçaram suspender o país do bloco. “Em 1º de dezembro de 2016, a persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do MERCOSUL”, diz a declaração assinada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

    Em julho deste ano, o Uruguai encerrou a presidência rotativa do Mercosul que, segundo a ordem alfabética, regra definida pelo bloco, deveria ter sido passada para a Venezuela, porém a Argentina, Brasil e Paraguai se opuseram à transferência.

    Atitude rechaçada por diversas organizações, entre elas a CTB e a Federação Sindical Mundial para o Cone Sul, que emitiram comunicados denunciando a iniciativa contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro.

    Para o acordo, os três países votaram a favor de uma presidência colegiada, já o Uruguai se absteve. Em seu twitter, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, repudiou a decisão. “A Venezuela, em exercício pleno da presidência pró-tempore do Mercosul e em resguardo de seus tratados rechaça a declaração da Tríplice Aliança [Brasil, Argentina e Paraguai]”, segundo ela, esta declaração vulnera a legalidade da organização.

     



    Para o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, esta é mais uma ofensiva das forças conservadoras e do imperialismo estadunidense contra os governos progressistas. “Depois do Brasil, o principal alvo da direita latino-americana é a Venezuela”, alerta o sindicalista.

    Sobre a alegação de que o país teria descumprido compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, Delcy declarou: "Em breve, vamos expor a verdade  sobre o acervo normativo da Venezuela e do resto dos países-membros, assim como as ações para proteger o Mercosul". Segundo ela, seu país não permitirá violações aos tratados do bloco. Ela denunciou ainda que esta tentativa de destruir Mercosul é um reflexo da "intolerância política e desespero dos burocratas". 

     

    Érika Ceconi - Portal CTB

  • Reunião do G20: “ultima chance” de um acordo ainda em 2018?

    O Portal CTB reproduz as Notas Internacionais diárias produzidas pela socióloga e cientista política, Ana Prestes, desta quarta (13).

    Notas internacionais (13/12/18)

    - Desde segunda (10) estão reunidos no Uruguai os negociadores do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A reunião é vista como a “ultima chance” de um acordo ainda em 2018, mas todos com a forte impressão de que qualquer decisão poderá ser mudada pelo futuro governo Bolsonaro. Caso haja avanço até amanhã (14), a Argentina convocará reunião ministerial dos dois blocos para tentar fechar os últimos detalhes de um acordo que está há 19 anos em negociação. Merkel parece aberta a concessões e colocou pressão ontem dizendo que o tempo está se esgotando, pois sob um governo Bolsonaro será mais difícil. Um dos grandes bloqueadores tem sido a França, que na última reunião do G20 disse que só fecha acordo com firmantes do Acordo Climático de Paris, em clara alusão ao futuro governo Bolsonaro.

    - Theresa May sobreviveu. Não foi aprovada a moção de censura apresentada por parlamentares de seu partido (Conservador) ontem (12) no parlamento britânico. Ela permanece sendo a líder do partido e por consequência a primeira ministra. No entanto, não foi sem custos. Ela se comprometeu a deixar a liderança do partido antes de 2022, quando ocorrem as próximas eleições. Seu grande desafio continua sendo dar um desfecho ao Brexit, o que parece cada vez mais difícil.

    - Macri, presidente argentino, cancelou a confirmação de sua vinda ao Brasil para a posse do presidente Jair Bolsonaro em 1º. de janeiro. A alegação é de que estará em férias com sua família na Patagônia. Os jornais argentinos, no entanto, especulam que os efeitos das notícias sobre suspeita de corrupção no seio da família Bolsonaro, envolvendo filho e esposa do presidente eleito, podem ter influenciado na decisão. Macri já está com uma popularidade baixíssima, tem a própria família (pai e irmão) envolvida em um escândalo de corrupção e não quer desgastar ainda mais sua imagem na entrada do ano novo que para ele será eleitoral. A Argentina é um dos principais parceiros comerciais e políticos do Brasil na América do Sul.

    - Os ataques entre EUA e China continuam. O último episódio foi a alegação do secretário de estado norte-americano, Mike Pompeo de que o recente vazamento de dados do grupo Marriot (rede hoteleira) teria sido fruto de espionagem chinesa. Estima-se que os dados de 500 milhões de clientes da rede Marriot tenham sido hackeados em novembro. Os americanos se dizem especialmente preocupados, pois seus militares e funcionários de agencias governamentais se hospedam nessa rede.

    - As acusações sobre a China no “caso Marriot” ocorrem ainda no calor da recente prisão da executiva financeira do grupo chinês Huawei. Solta sob fiança, Meng Wanzhou aguarda decisão sobre sua possível extradição para os EUA, onde está acusada de fraude pela justiça americana. A Huawei é hoje a maior fabricante mundial em equipamentos de telecomunicações e a segunda em smartphones e tem causado grande incomodo por estar à frente das concorrentes em tecnologia para a rede móvel de 5ª geração (5G). A mobilização do aparato judicial dos EUA contra a empresa vem no bojo da guerra estabelecida com a China. Segundo os americanos, a tecnologia 5G da Huawei deixará os EUA expostos a ciberataques.

    - A aproximação entre Rússia e Turquia tem desagradado Israel, que agora tenta a formação de um bloco com EUA, Grécia e Chipre com o nome de “eixo-democrático” do Oriente Médio. A aliança incluiria uma cooperação militar entre os quatro países na região.

    - Moscou considerou pouco diplomáticas e inapropriadas as declarações do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sobre os aviões bombardeiros russos (Tu-160) que chegaram à Venezuela para realização de exercícios militares. Pompeo havia “tuitado” que os exercícios militares da Venezuela em conjunto com a Rússia expõem dois governos corruptos e que usam dinheiro público para manobras militares. O porta voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que só a metade do orçamento de defesa dos EUA daria para “alimentar toda a África”.

    - Sobre as propostas anunciadas por Macron ao longo da semana em resposta aos protestos dos Jalecos Amarelos, há quem diga que ele tenta dividir o movimento. Há manifestantes que pedem a renúncia de Júpiter (como chamam Macron) e os que se dispõem a negociar. O aumento de 100 euros no salário mínimo pode dividir o movimento. O movimento não tem um a liderança clara declarada, seus integrantes são em maioria homens entre 20 e 40 anos, trabalhadores do interior da França, vinculados a pequenas empresas e a maioria não é sindicalizada. Somam-se a eles movimentos de diferentes setores que também se opõe aos aumentos dos impostos dos combustíveis e com a situação geral do país. Há novas manifestações marcadas para o sábado, 15.

    - Também na França, está convocada para amanhã, 14 de dezembro, uma greve de docentes nas escolas de ensino médio e universidade. Ofuscada pelas manifestações dos jalecos amarelos, a mobilização estudantil na França já dura duas semanas. A última manifestação, da terça 11, que os líderes chamaram de “terça negra” contou com cerca de 35 mil jovens e o bloqueio de 450 unidades educacionais. Eles protestam contra o Parcoursup, uma espécie de ENEM de acesso a universidade, a ser implementado, contra a reforma educacional prevista para 2021, contra o SNU (serviço nacional universal) que obrigará os estudantes de 16 anos a prestarem serviços comunitários e contra o aumento das matrículas para os estudantes que não são provenientes da União Europeia.

    - Quem está de olho no noticiário econômico internacional percebeu o quanto tem se falado da chegada de uma nova crise econômica, maior do que a de 2008. A dívida mundial está em níveis recordes. O último informe de estabilidade financeira do FMI estima que a dívida mundial (não financeira) ao final de 2017 era de 250,7% do PIB mundial.

    - Militares das duas Coreias, sul e norte, fizeram ontem (12) pela primeira vez uma missão conjunta desde o fim da Guerra da Coreia (1950 – 1953). Os militares inspecionaram a demolição e o desarmamento de 22 postos de guarda ao longo da fronteira. Estima-se que esta área tenha 2 milhões de minas terrestres.

    - A popularidade do presidente colombiano Ivan Duque caiu de 53,8% para 27,2% em apenas três meses de governo.

    -Ao homenagear jornalistas, como personalidades do ano de 2018, a revista norte-americana Time citou a jornalista brasileira da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello, por ter sido alvo de ameaças após relatar que apoiadores do presidente eleito, Jair Bolsonaro, financiaram uma campanha para disseminar notícias falsas no WhatsApp.

    - Foi lançado esta semana em São Paulo o documentário “Exteriores – Mulheres Brasileiras na Diplomacia” em memória aos 100 anos de ingresso da primeira mulher no Itamaraty, em 1918. Na época o chanceler era Nilo Peçanha e assim se referiu à Maria José Rebello, primeira mulher servidora pública concursada do país e primeira diplomata: “Melhor seria, certamente, para o seu prestígio que continuasse à direção do lar, tais são os desenganos da vida pública, mas não há como recusar a sua aspiração”. Maria José foi a primeira colocada no concurso daquele ano. Entre 1938 e 1954, as mulheres brasileiras ficariam proibidas de entrar na diplomacia. Hoje as mulheres são apenas 23% do corpo diplomático e chefiam 9,8% dos postos no exterior.