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Sex, Abr

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  • Em defesa da cultura da paz, o Dia do Orgulho LGBTT é comemorado nesta terça (28)

    Um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), juntamente com entidades de defesa dos Direitos Humanos e da população LGBTT, promovem um Ato Solene sobre o Dia Do Orgulho LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

    O Dia do Orgulho LGBTT é celebrado no dia 28 de junho porque nessa data os frequentadores do bar gay Stonewall Inn, em Nova York, no ano de 1969, reagiram às costumeiras e violentas batidas policiais no local, o fato ficou marcado como a Rebelião de Stonewall. E resultou no ano seguinte na 1ª Parada do Orgulho LGBTT do mundo, que ocorreu em Nova York. 

    "Precisamos mobilizar toda a sociedade para defender o direito à vida de todas as pessoas, independente de orientação sexual, cor, idade ou classe social", diz a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), uma das organizadoras do evento.

    ato solene alesp orgulho lgbt

    O Ato Solene pelo Dia do Orgulho LGBTT é aberto ao público e acontece nesta terça-feira, às 19h. “No Brasil muitos integrantes da população LGBTT são assassinados todos os dias por ignorância, intolerância e falta de generosidade", complementa a deputada comunista.

    Para ela, a luta é pela cultura da paz e por mais conhecimento, como forma de acabar com o preconceito. "A dignidade da pessoa humana deve prevalecer nestes tempos de violência, ódio às mulheres e de brutalidade pura e simples. Precisamos dar uma basta nessa onda de discriminações”.

    Leci reafirma ainda a necessidade de o debate das questões de gênero ser inserido no âmbito escolar. "Educação sexual sem tabus e sem medo é importante para ensinar as crianças o que é carinho e o que é abuso".

    Confirme presença no evento:

    https://www.facebook.com/events/1154463837924985/

    Serviço:

    Quando: Terça-feira (28), às 19h
    Onde: Auditório Paulo Kobayashi da Alesp - Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, andar monumental, Ibirapuera, São Paulo

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Ex-escrava norte-americana é a primeira mulher a estampar uma cédula de dólar nos EUA

    A ex-escrava Harriet Tubman (1822-1913) tornou-se a primeira mulher a estampar uma cédula de dólar. Tudo começou através da campanha desenvolvida pela ONG Women On 20s, que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, uma mulher na cédula de US$ 20.

    “Fatos como esse mostram que a população está mudando a sua forma de entender tanto a história, quanto o desenvolvimento da humanidade”, diz Mônica Custódio, secretária de Promoção de Políticas de Igualdade Racial a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Escolhida por mais de 600 mil pessoas, Harriet venceu a ex-primeira-dama Eleonor Roosevelt e a ativista do movimento negro Rosa Parks, que deflagrou uma importante luta pelos direitos civis dos negros ao se recusar a ceder lugar a brancos em ônibus, em 1955. Ela foi presa por descumprir a lei que separava assentos de negros e brancos nos EUA.

    Harriet Tubman foi libertada em 1849 e participou ativamente das campanhas pela abolição, organizando resgate de escravos. Atuou como espiã na Guerra Civil (1861-1865), que acabou pondo fim à escravidão nos Estados Unidos. Além de abolicionista, ela fez campanha pelo voto feminino.

    Então, o Tesouro norte-americano acatou o resultado da eleição, comandada pela Women On 20s. Por isso, de agora em diante Harriet substituirá o ex-presidente Andrew Jackson (1829-1837), nas notas de US$ 20.

    Para Mônica, esse ato recupera o “valor da mulher negra na história e no contexto atual, colocando-as como protagonistas na resistência ao machismo, ao fascismo  e às discrimnações no mercado de trabalho, que assombram a América Latina e o mundo”.

    “É importante ressaltar o papel da cultura nisso tudo”, ressalta. Ela explica que nos EUA a cantora Beyoncé, por exemplo, “tem causado furor ao assumir sua negritude e defender a igualdade de direitos, denunciando a violência policial contra a juventude negra, entre outras questões”.

    Leia mais

    Beyoncé causa frisson ao homenagear os Panteras Negras na final do Super Bowl nos EUA

    Já no Brasil, diz ela, “os artistas estão fazendo muito mais que o seu papel, levando a cabo a defesa da democracia, dos direitos coletivos e individuais e dos interesses nacionais”. Além de “levar conhecimento para a população”. Ela cita o trabalho feito por Tico Santa Cruz, como exemplo.

    Mônica acredita que “as pessoas estão evoluindo, tanto aqui como nos EUA, não pela mão do Estado, mas pelo engajamento desse pessoal envolvido com o trabalho da cultura, que tem proporcionado condições de enriquecer o debate sobre que futuro queremos para nossos filhos”.

    Assista clipe de O Morro Mandou Avisar (Flávio Renegado e Tico Santa Cruz)

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Jornal The New York Times denuncia ao mundo o golpe no Brasil

    Considerado o diário mais importante do mundo, o jornal The New York Times (NYT) faz uma série de reportagens sobre o golpe de Estado jurídico-parlamentar em marcha contra a democracia brasileira.

    A equipe de correspondentes acompanhou algumas manifestações em defesa do Estado Democrático de Direito e das conquistas sociais dos últimos 13 anos. Os jornalistas norte-americanos produziram um vídeo, visualizado no mundo inteiro.

    Assista o vídeo do NYT 

    Camila Márdila (a Jéssica de Que Horas Ela Volta?) gravou uma chamada à resistência ao golpe. "Algo muito importante ainda está pra acontecer, não tem nada definido... A gente tem que prestar muita atenção ao que pode acontecer nos próximos dias nesse país, e não é só nas Olimpíadas”, diz a atriz.

    Veja Camila Márdila

     

    O vídeo “Golpe x Democracia”, do grupo Juventude Decidida, pergunta: "De que lado você está? De Eduardo Cunha, com várias acusações de atos ilícitos, ou de Dilma, sem nenhuma acusação comprovada?"

    Veja o vídeo e decida 

    Com muita irreverência, centenas de brasileiros e brasileiras tomaram a Times Square em Nova York, Estados Unidos, em defesa da democracia e pelo “Fora Temer”, no domingo (31). Chico César canta “as velhas raposas querem o galinheiro”...

    Assista

    Os Jornalistas Livres gravam vídeo de uma solenidade com a presença de políticos graúdos do PSDB paulista sobre a questão da saúde, onde ocorre um protesto contra o desmanche do SUS e os políticos se fazem de desentendidos.

    Estavam presentes José Serra (ministro interino das Relações Exteriores), Fernando Capez (presidente da Assembleia Legislativa de SP), Geraldo Alckmin (governador de SP), David Uip (secretário de Estado da Saúde) e Ricardo Barros (ministro da saúde do interino).

    Repare a cara de pau dos tucanos 

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Charge: Latuff

  • Luminoso no Times Square diz que brasileiros não permitirão golpe na democracia

    Na noite de sexta-feira (22),  mesmo dia em que a presidenta Dilma denunciou a trama golpista dos sem voto no país, o letreiro luminoso do conhecidíssimo Times Square em Nova York, Estados Unidos, diz em tradução literal que "os brasileiros vão se opor às tentativas de minar a democracia".

    Assista o vídeo de Paulo Villaça:

     

    Portal CTB com Jornalistas Livres

  • Morre Muhammad Ali, o lutador do boxe, da vida e da negritude

    O mundo perdeu nesta sexta-feira (3), uma das figuras mais importantes e emblemáticas do século 20. Muhammad Ali faleceu em consequência do Mal de Parkinson, com o qual conviveu por mais de 30 anos. 

    Ele nasceu Cassius Clay, em Lousiville, no Estados Unidos. Aderiu ao Islã e então mudou de nome em protesto ao racismo norte-americano. Foi amigo de Malcolm X, sendo preso por negar-se a lutar no Vietnã.

    ali muhhamad

    “Não, eu não vou 10 mil milhas de casa para ajudar a assassinar e queimar outra nação pobre para continuar a dominação dos senhores de escravos. Este é o dia em que esses males devem chegar a um fim. O verdadeiro inimigo do meu povo está aqui”, disse então.

    Com um estilo irreverente e expansivo, Ali tornou-se um dos maiores ídolos do boxe mundial. Não deixava passar em brancas nuvens o racismo de seu país, que denunciava o tempo todo. Sempre dizia “black is beaultiful” (negro é lindo). E se dizia lindo.

    Criticava o pouco espaço dado aos negros nos EUA e a segregação. “Eu sei que alcancei meus objetivos enquanto a massa de pessoas negras está presa no inferno. Mas enquanto elas não continuarem livres, eu não serei livre”, afirmava.

    Também dizia que “eu sou a América. Eu sou a parte que você não vai reconhecer. Mas se acostume comigo. Preto, confiante, arrogante; meu nome, não o seu; minha religião, não a sua; meus objetivos; se acostume comigo”.

    Além de se destacar no boxe, por sua técnica única e refinada, Ali atacava o status quo e a hipocrisia racista de seu país, defendendo direitos iguais para os negros e negras.

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    Sua vida foi narrada em documentários e longas nas telonas do cinema, tamanha a importância de Ali para a elevaçaõ da autoestima nos afro-americanos.

    Assista Eu Sou Ali - A História de Muhammad Ali, de Clare Lewins, de 2014. E conheça um pouco da performance e da vida desse ser humano ímpar na história.

     

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Não dá mais para esconder, TV norte-americana faz piada com golpe brasileiro

    O comediante de TV dos Estados Unidos, John  Oliver, em seu programa Last Week Tonight faz piada com a trama golpista da direita brasileira. “O Congresso brasileiro está tentando realizar o impeachment da presidenta Rousseff”, diz. “No entanto, os deputados não estão em posição muito favorável para julgar”.

    O apresentador ainda reforça: “considerando que 60% dos deputados estão sendo processados por crimes. Processos que vão de fraude eleitoral até homicídio”, ele pede para que as pessoas pensem nisso: “O Congresso brasileiro possui 40% menos criminosos per capita do que as prisões brasileiras”.

    Assista aqui o vídeo completo.

    Portal CTB

  • New York Times detecta machismo nos ataques às mandatárias de países latino-americanos

    O principal jornal dos Estados Unidos, The New York Times(NYT) publicou recentemente uma reportagem “South America’s Powerful Women Are Embattled. Is Gender a Factor?” (“Mulheres no poder são alvo de machismo latente na política da América Latina?”).

    “Gênero, dizem os analistas, não é a causa dos atuais problemas das líderes. Mas, acrescentam eles, o declínio coletivo das três mulheres aponta para uma persistência de atitudes machistas na região, especialmente dentro do establishment político”, afirma o NYT.

    Esse declínio, segundo o jornalista argentino Sergio Berensztein, mostra que há “forças poderosas que resistem a estas mudanças”. Já a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira afirma que “o capitalismo reforça o patriarcado para manter o poder dos ricos contra os pobres”.

    Para a sindicalista, “a pressão contra as mulheres no poder é muito mais intensa em relação aos homens. Isso ocorre porque a luta por igualdade de gênero, assusta a elite. Então atacam as mulheres como se fossem responsáveis pelos erros dos homens”.

    “É como se as líderes mulheres estivessem recebendo toda a repercussão pela corrupção dos homens”, diz Farida Jalalzai, professora de política de gênero na Universidade Estadual de Oklahoma para o NYT. “Seria surpreendente se não houvesse a dinâmica do gênero por trás disso”, reforça.

    O jornal norte-americano destaca ainda que vários políticos têm sido acusados de corrupção. Mas tem sobrado para as mulheres. Nesse contexto, “as mídias locais têm contribuído muito para perpetuar os ataques às mulheres mandatárias de seus países”, lembra Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    A presidenta do Chile, Michelle Bachelet também é citada na reportagem porque enfrenta problemas similares às suas vizinhas. Tem sido sistematicamente acusada de atos ilícitos que, lá como aqui, são feitos sem provas.

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    Em relação ao Brasil, o jornal diz que “a indignação pública sobre um escândalo de propinas na companhia nacional de petróleo se aglutinou em torno de Dilma e ajudou a impulsionar o processo de impeachment, mesmo que ela não esteja diretamente nomeada na investigação”.

    Aqui, fala Ivânia, “os ataques misóginos à presidenta Dilma têm sido a tônica da mídia, como fez a revista IstoÉ, com várias acusações sem nenhuma comprovação, tentando dizer que as mulheres não são preparadas emocionalmente para governar”.

    Manifestação de mulheres contra a cultura do estupro na avenida Paulista em São Paulo:

     

    “Mesmo que o sistema de cotas venha impulsionando as carreiras de mulheres políticas na região, há uma sensação de que as atitudes tradicionais nunca realmente ficaram para trás”, diz o NYT. “A mais recente safra de esposas presidenciais, dizem os observadores, são modelos de feminilidade”.

    A reportagem cita o governo golpista de Michel Temer, “que nomeou um gabinete desprovido de mulheres” e “é casado com uma ex-participante de concurso de beleza”. Marcela Temer foi personagem da reportagem “bela, recatada e do lar”, da revista Veja, que provocou fúria das feministas, tão deslavado machismo”, diz Gicélia.

    Na Argentina não é muito diferente, diz o jornal. Juliana Awada, esposa do presidente Mauricio Macri, é uma designer de moda e faz o jogo “bela, recatada e do lar”, quase tanto quanto a esposa do Temer.

    Berensztein cita alguns exemplos de “atitudes machistas residuais”. Tanto que “Isabel Macedo, a nova noiva de Juan Manuel Urtubey, um proeminente governador argentino com ambições presidenciais, foi uma atriz de telenovelas, como tem Angélica Rivera, a primeira-dama do México”, observa a reportagem.

    Mas, nem tudo está perdido. O NYT ressalta o movimento de mulheres que tomou as ruas, principalmente no Brasil, mas também na Argentina com o movimento “Ni Una Menos”, também contra os sucessivos estupros ocorridos no país.

    No Brasil, as mulheres tomam as ruas para combater tenazmente a cultura do estupro, que levou o ator pornô, Alexandre Frota, ao Ministério da Educação para propor cerceamento do debate de gênero nas escolas e censura aos educadores.

    ChX212dU4AAZy01“Estaremos nas ruas e nas escolas, todas por nós e sempre unidas vamos transformar o mundo. O machismo mata, mas o feminismo nos redime e constrói o mundo novo”, afirma Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

    O debate de gênero nas escolas é essencial para a “construção de uma sociedade mais humana”, realça Camila. “Uma civilização só avança com conhecimento e conhecimento pressupõe democracia e liberdade”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com agências

  • Nos Estados Unidos, Wagner Moura denuncia o golpe de Estado no Brasil

    Parece que os ventos estão mudando. Não sopram mais tão favoravelmente ao golpe em marcha no Brasil, travestido de impeachment. No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal liberou o teor da delação premiada do empresário Sérgio Machado, onde não aparecem os nomes do ex-presidente Lula e da presidenta afastada Dilma não aparecem, o ator Wagner Moura denunciou o golpe contra a democracia brasileira.

    Em entrevista ao talkshow Chelsea Handler, do canal de TV paga E!, Moura criticou a parcialidade da velha mídia na cobertura dos fatos, enquanto sobraram elogios à cobertura feita pela sucursal brasileira do Huffington Post e o trabalho do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que reside no Rio de Janeiro, em seu site The Intercept. 

    De acordo com o ator baiano, "afastaram a presidenta sem nenhuma razão". Ele relata que não votou em Dilma e tem sido crítico a seu governo desde 2013, mas "acho ela uma boa presidenta".

    Moura reforça que o golpe foi engendrado pelos "mesmos velhos políticos, os políticos de sempre, com um discurso moral e ambíguo". Segundo ele, o Brasil vive "algo muito próximo a um golpe de Estado".

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

    Assista parte da entrevista: