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19
Sex, Abr

VemPraDemocracia

  • 2º dia: Direção Nacional da CTB debate desafios do movimento sindical

    No segundo dia de discussões da 19º Reunião da Direção Nacional da CTB, ocorrida nesta quinta (29), debateu os desafios do movimento sindical e a luta na atual etapa que atravessa o país.

    Adilson Araújo, presidente Nacional da CTB, apresentou alguns aspectos importantes da conjuntura e que cobra de nós mais empenho na que se avizinha.

    "A classe trabalhadora, sob forte ataque, sabe o que está em jogo. Foram muitos retrocessos nos 2 anos pós-golpe de Michel Temer e o horizonte que se instala é de aprofundamento desses retrocessos. A CTB completa 11 anos nesta conjuntura e teremos que trabalhar mais e melhor e com as armas que temos para atravessar essa etapa e seguir construindo a história do movimento sindical e a luta em defesa dos direitos e de um projeto nacional que tem por centro a valorização do trabalho, mais emprego e distribuição da renda", orienta.

    De olho em 2019

    De acordo com o secretário geral da CTB, Wagner Gomes, "esta reunião não só avaliou a conjuntura política, ela também sinalizou para os desafios que teremos em 2019 e pensando nisso já deixamos aprovado a realização de uma reunião do Conselho Nacional da CTB".

    Ele lembra que "o Conselho é a segunda maior instância deliberativa da Central tendo com uma de suas funções deliberar sobre o plano de ação da CTB".

    Solidariedade

    Organização e Solidariedade também foram tema de discussão da Direção Nacional. A partir de relatório apresentado no final da tarde desta quarta (28), Sérgio de Miranda, secretário nacional de Finanças da central, esquadrinhou a realidade da entidade e apresentou propostas para o próximo período.

    "Solidariedade e ainda mais empenho de nós trabalhadores e trabalhadoras serão fundamental para fortalecermos nossa atuação na atual etapa. E a sustentabilidade torna-se chave no processo em curso", avaliou Sérgio de Miranda, secretário nacional de Finanças da central, no da manhã desta quinta.

    Portal CTB

  • Ato em defesa da democracia reúne milhares de pessoas em Itabuna

    Com o grito de “Não vai ter golpe!”, milhares de pessoas lotaram às ruas de Itabuna na última sexta-feira (18). O ato, convocado pela Frente Brasil Popular, reuniu, segundo os organizadores, cerca de 5 mil pessoas. Após ficarem concentrados no Jardim do Ó, homens, mulheres e crianças de todas as idades, seguiram em marcha pacífica até a Praça Adami, quando lideranças dos movimentos sociais e políticas discursaram sobre a atual conjuntura política nacional.

    No rosto e na expressão de cada um, a certeza e a consciência de defender, sobretudo, a soberania nacional e sua democracia. “O povo não é bobo”, dizia o cartaz de uma estudante. “Reveja a sua fonte de informação. Livros de história é uma boa opção”, falava outro cartaz.

    O presidente do Sindicado, Jorge Barbosa, foi uma das lideranças que discursaram na manifestação. “Está em curso à tentativa de golpe no nosso país, por isso, precisamos ir às ruas mais vezes, conversar com os nossos familiares e amigos, utilizar as redes sociais com inteligência e objetividade. Nós temos que conscientizá-los que o golpe é contra o povo brasileiro, contra o direito dos trabalhadores, acabar com os programas sociais, privatizar as estatais e entregar o patrimônio público, especialmente o pré-sal, ao capital estrangeiro. Vamos continuar firme nessa luta. Viva o povo brasileiro! Viva o Estado Democrático de Direito”, finalizou.

    Em Salvador, cerca de 100 mil pessoas participaram da manifestação em defesa da democracia que se iniciou no Campo Grande e encerrou na Avenida 7 de Setembro.

    Em todo o Brasil, o Ato em Defesa da Democracia e Contra o Golpe levou milhões de trabalhadores e trabalhadoras para as ruas, pedindo em uníssono a manutenção do mandato da presidenta Dilma Rousseff e da posse como ministro da Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A maior concentração foi em São Paulo, fechando completamente a Avenida Paulista, com 500 mil pessoas.

    Fonte: Seeb-Itabuna

  • Caminhada em defesa da democracia reúne 100 mil pessoas em Salvador

    O povo da Bahia deu mais uma demonstração de força. Cerca de 100 mil pessoas de todos os segmentos da sociedade e diversas cidades do estado se uniram em uma grande caminhada em defesa da democracia e o Estado democrático de direito na tarde desta sexta-feira (18/3), em Salvador. A praça do Campo Grande passou a ser ocupada no início da tarde, quando os manifestantes começaram a se reunir para protestar contra a tentativa de golpe orquestrado por setores conservadores da sociedade, com o apoio da grande mídia e de parte do Judiciário.

    Logo o local ficou lotado e a caminhada saiu em direção à praça Castro Alves, pintando de vermelho, verde e amarelo a avenida Sete de Setembro. O grito de “não vai ter golpe” era preponderante nas faixas, cartazes e falas das lideranças sociais, sindicais e políticas que se revezaram em cima do trio para chamar a atenção sobrea a necessidade de manter a mobilização e a resistência contra mais esta tentativa de ataque à democracia.

    O apelo ecoou nas ruas e muita gente que estava nas lojas e prédios de escritórios se uniram à caminhada ou acenaram bandeiras, manifestando apoio também à defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff e a nomeação do ex-presidente Lula como ministro chefe da Casa Civil.

    Todo o movimento social organizado participou da caminhada levando também as bandeiras com os direitos conquistados durante os anos de gestão progressistas no governo federal. Além do povo de Salvador, vieram caravanas de Jequiriçá, Pintadas, Monte Santo, Maragogipe, São Francisco do Conde, Barreiras, Camaçari, Valença, Juazeiro, Jaguarari, Bonfim, Adustina, Mutuípe, Valente, Santo Amaro, Riachão do Jacuípe, da Chapada Diamantina e do Baixo Sul.

    A CTB Bahia participou desde o início do processo de organização, mobilização e realização da atividade, convocada pela seção baiana de Frente Brasil Popular. Os sindicatos e dirigentes sindicais classistas formaram um grande bloco de trabalhadores em defesa de um país mais justo e com mais direitos para a população.

    “Hoje foi uma demonstração de que de fato o povo está disposto a lutar contra tentativa de golpe neste país. O fato de uma manifestação reunir 100 mil pessoas em um dia de semana é prova de que o povo está disposto a defender o mandato da presidente eleita. Principalmente por que nós sabemos, que o que eles querem é colocar o país a venda e entregar as nossas riquezas ao capital internacional. Tem ainda as decisões de um juiz parcial, que demonstrou a sua disposição de derrubar o governo. Para barrar isso é que o povo veio para as ruas dizer que não vai ter golpe”, comemorou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

    CTB BA

  • Convocado para 10 de maio o Dia Nacional de Luta por direitos e democracia

    Compondo uma intensa agenda de luta em defesa da democracia, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) convoca a classe trabalhadora para o dia nacional de lutas no próximo dia 10 de maio. De acordo com o presidente da CTB, Adilson Araújo, a data tem um sentido histórico, tendo em vista a votação do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

    "Repudiamos o golpe em curso no país e conclamamos nossas bases para luta. A CTB sabe de que lado da história quer ficar e marcharemos ao lado de todos e todas que sabem o valor e perigo que a democracia sofre nesse momento", afirmou o líder cetebista.

    E emenda: "Precisamos construir o dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos, sobretudo em defesa do emprego, da democracia e da soberania. A luta segue no Senado e a voz das ruas contra o golpe é fator decisivo nesta disputa de difícil correlação de forças".

    Ele avisa que a "CTB denuncia e o continuará combatendo com todas as suas forças a onda golpista que tenta acabar com os direitos do nosso povo". E destacou que contra os golpistas travestidos de hérois da pátria, se erguem uma onda cheia de energia, cor e conragem para defender as conquistas e seguir rumo a retomada do crescimento econômico".

    Ao avaliar os perigos e impactos em um eventual governo Michel Temer, Araújo diz que ,hoje, sopram, os ventos trazem uma agenda regressiva como norte para o país. "O projeto Ponte para o Futuro sugere o retorno a um passado sombrio e precisamos reagir, definir melhor a nossa estratégia de luta", afirmou.

    "A militância da CTB deve empreender todo esforço para trabalhar na paralisação de bancos, fábricas, comércio, protestos em rodovias e outras iniciativas", orienta Adilson Araújo.

    Maio resistente

    • 10 de maio: paralisação nacional bancos, fábricas, comércio, protestos em rodovias.

    • I Marcha Nacional das Mulheres Indígenas em Brasília, entre os dias 10 e 13 de maio.   

    Portal CTB - Joanne Mota

  • Em 16 países e 17 capitais brasileiras: como foi o dia de atos por Lula Livre

    De Caetés (PE), cidade-natal de Luiz Inácio Lula da Silva, a São Paulo (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), passando por ao menos 16 países e 17 capitais brasileiras, as ruas se encheram de gritos e clamores por justiça e liberdade para o ex-presidente, preso há exatamente um ano em Curitiba (PR); ao todo, 32 atividades reuniram centenas de milhares de pessoas para não deixar passar em branco a perseguição judicial sofrida pelo ex-presidente

    De Caetés (PE), cidade-natal de Luiz Inácio Lula da Silva, a São Paulo (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), passando por ao menos 16 países e 17 capitais brasileiras, as ruas se encheram, neste domingo (7), de gritos e clamores por justiça e liberdade para o ex-presidente, preso há exatamente um ano em Curitiba (PR).

    Ao todo, 32 atividades reuniram centenas de milhares de pessoas para não deixar passar em branco a perseguição judicial sofrida pelo ex-presidente. Em Curitiba, do lado de fora da carceragem da Polícia Federal, mais de 10 mil pessoas se juntaram para transmitir força e energia para Lula.

    "É um ano que a gente vive esse massacre psicológico contra toda a família. E foi um ano muito difícil não só pela prisão, mas por todas as perdas de pessoas. A última, do Arthur, que foi o que mais mexeu a gente. E a gente fica pensando, como ele pode ficar sozinho, vivendo uma perda dessas? E é esse amor, esse calor, essa militância, que dá força pra ele e fortalece a família também", disse ao Brasil de Fato a filha mais velha do ex-presidente, Lurian Lula da Silva, em Curitiba.

    Resumo dos atos que tomaram o país e o mundo neste domingo:

    São Paulo (SP)

    A capital paulista reuniu, a partir das 14h, mais de 10 mil pessoas em ato convocado pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. Em outro ponto da Avenida Paulista, uma pequena manifestação em apoio à Lava Jato acontecia, que terminou com uma militante pró-Lula agredida por manifestantes conservadores.

    Para Renato Simões, membro da Executiva Nacional do PT, o ato marcou "um ano de uma injustiça tão atroz que ela não morre na memória das massas, na consciência da militância. Nós estamos diante de uma grande reação da sociedade civil e dos movimentos sociais que não aceitam a continuidade da injustiça."

    Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, lembrou que "nós não estamos comemorando nada, nós estamos lembrando que o presidente Lula está preso injustamente, que ele é inocente e que está preso por defender os direitos dos trabalhadores. Por isso, estamos no Brasil inteiro nos manifestando contra essa injustiça extraordinária".

    Mesmo após uma hora e meia do final do ato, os manifestantes seguiam concentrados na Praça dos Ciclistas, cantando e entoando gritos que pediam a liberdade de Lula. Somente às 18h20 a avenida Paulista foi liberada e o ato dispersado.

    Recife (PE)

    No Recife, o ato aconteceu na Praça do Arsenal, centro histórico da cidade. Artistas e blocos carnavalescos participaram do ato, como o tradicional Bloco Eu Acho é Pouco, o Bloco Sem Terra e muitos maracatus e afoxés. Mais de dez mil pessoas se uniram para cantar e gritar por Lula Livre.

    Ao todo foram cerca de dez blocos de carnaval, fizeram o "Blocão da Democracia". Um palco foi montado onde diversos artistas locais, como Flaira Ferro, fizeram da noite um espaço cheio de irreverência e com muito frevo. Um samba pela democracia trouxe diversos sambistas ao palco. Poetistas e poetas também marcaram presença, assim como Fred 04, do Mundo Livre S.A.

    Rio de Janeiro (RJ)

    Na tarde deste domingo (7), cerca de duas mil pessoas estiveram reunidas na Praia de Copacabana, na altura do Posto 3, para participar do Festival Democracia e Justiça, principal manifestação organizada pelos cariocas para pedir pela liberdade do ex-presidente Lula.

    O festival começou por volta das 15h, com um debate sobre os impactos da reforma da Previdência para os trabalhadores. Em seguida, as falas políticas e apresentações culturais tiveram início no trio elétrico. Um dos discursos marcantes foi feito pelo ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.

    "Um dia de alegria por essa manifestação que sensibiliza e emociona, ao mesmo tempo é um dia de tristeza porque vemos o presidente Lula preso há um ano, privado com o convívio do povo que para ele é o bem mais precioso", disse Amorim.

    Entre o público, diversas pessoas vestiam camisetas vermelhas e carregavam cartazes que pediam por sua liberdade, também dançavam ao ritmo de samba, que tocava no trio elétrico.

    "Viemos lutar pelo Lula livre porque o pobre só conheceu o que é ser feliz na época do Lula, depois é só sofrimento", afirmaram a técnica de enfermagem Lilian Andreia e a vigilante Marta Teixeira. As duas mulheres são netas de Elizabeth e João Pedro Teixeira - lideranças camponesas que lutaram contra a ditadura militar. João Pedro foi morto em 1962 por agentes do regime. Sua história foi tema do filme "Cabra Marcado pela morrer", dirigido por Eduardo Coutinho. "Nós estamos tentando continuar a luta deles", acrescentaram as duas.

    "Não concordo com essa prisão política do Lula. Tem que se ligar e pressão total para cima desses caras que estão ai, precisamos agir com muita pressão e estratégia", disse o cantor BNegão durante apresentação.

    Belo Horizonte (MG)

    Em Belo Horizonte, as mobilizações começaram por volta das 9h da manhã na Praça Afonso Arinos, no centro. Pessoas de todas as idades, entre crianças, jovens e idosos, portavam cartazes com mensagens de apoio e força ao petista, além de se posicionarem contra o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e pelo fim de pautas que representam retrocessos para a classe trabalhadora, como a reforma da Previdência.

    O momento principal do ato, que foi organizado pelo Coletivo Alvorada, foi a apresentação do Coral Mil Vozes, que pediu por "Lula Livre" e entoou a canção "Anunciação", de Alceu Valença. O protesto teve, ainda, faixas bordadas pelas mulheres do grupo Linhas do Horizonte.

    Curitiba (PR)

    Em Curitiba, as atividades começaram por volta das 8 da manhã com uma marcha que saiu do Terminal Boa Vista e prosseguiu até a vigília Lula Livre, no Bairro Santa Cândida, em frente à Superintendência da Polícia Federal, onde Lula é mantido preso.

    O ato contou com a presença de parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PSOL), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), dirigentes de movimentos populares e entidades sindicais, além de artistas, como as atrizes Lucélia Santos, Guta Stresser e o ator Gregório Duvivier. Segundo estimativa dos manifestantes, cerca de 10 mil pessoas participaram das manifestações.

    Caetés (PE)

    Mais de 500 pessoas participam do ato Vigília Lula Livre na cidade de Caetés, no agreste pernambucano. A atividade começou com a chegada de uma carreata vindo da cidade vizinha, Garanhuns, com mais de 30 carros desfilando entres as cidades com músicas, bandeiras e gritos pela liberdade do ex-presidente Lula.

    Apoiadores do petista se reuniram em frente à Escola Severino Girino, na entrada de Caetés. Começaram com um café da manhã como forma de lembrar que Lula foi o responsável pela retirada do país do mapa de fome. "Que esse café da manhã nos lembre e nos dê energia para lutar por quem nos deu comida, literalmente. Que a gente lembre do tempo que tínhamos comida na mesa dos brasileiros. Agora estamos vendo a volta da fome não só aqui", ressalta Vado Pontes, morador de Garanhuns.

    Pelo mundo

    Diversas capitais da Europa também contaram com manifestações em favor da liberdade do ex-presidente Lula. Na França, os manifestantes se reuniram na Esplanada do Trocadéro, em Paris. O ato contou com a participação de Jean-luc Mélenchon, líder do partido de esquerda França Insubmissa, e com a filósofa Marcia Tiburi, que decidiu deixar o Brasil no em março deste ano após receber uma série de ameaças.

    Em Londres, no Reino Unido, os manifestantes percorreram pontos da cidade com um ônibus levando cartazes escritos "Lula Livre". O ato contou com a presença da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate a fome durante o governo de Dilma Rousseff, Tereza Campello.

    Em Viena, Na Áustria, um ato foi realizado na Praça de Santo Estevão, no centro da cidade. Durante a manifestação, também foi lembrado o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco.

    Na Alemanha, os manifestantes se concentraram na praça Hermannplatz, onde estenderam faixas pedindo a liberdade de Lula. Um levantamento feito pelos participantes apontou que 100 pessoas participaram do ato.

    Em Portugal os protestos ocorreram na capital Lisboa, onde artistas se apresentaram e discursaram em favor da soltura de Lula.

    Na Espanha, os manifestantes se reuniram no Parque de la Ciudadela, em Barcelona. Os participantes caminharam pela cidade denunciando o caráter político da prisão do ex-presidente.

    Segundo informações do site Opera Mundi, atos também aconteceram em Madri, Bruxelas, Bonn, Coimbra, Amsterdã, Bolonha, Copenhague, Munique, Frankfurt, Hamburgo, Colônia, Manchester, Tübingen e Aarhus.

    Também houve atos fora da Europa, nas cidades de Montevidéu, Nova York, Los Angeles, Boston, Cidade do México, Sydney, Melbourne e Saint-Louis.

    * Colaboraram Clívia Mesquita, Igor Carvalho, Leonardo Fernandes, Mariana Pitasse, Daniel Giovanaz, Rani de Mendonça, Raíssa Lopes e Tiago Angelo.

     

    Com informações de brasil247.com

  • Em show em Cuiabá a banda de rock Titãs defende “manter a democracia acima de tudo”.

    De acordo com o blogueiro Fábio Ramirez, que assistia ao show da banda paulista Titãs, um grupo em um camarote, que custou R$ 1.000, tentou levantar a plateia com o grito “Ei, Dilma, vai tomar no c#”. Ele diz que o grito não pegou.

    O espetáculo aconteceu no sábado (19), “na MUSIVA e os ingressos iam de R$ 100 a 1.000! Por isso a plateia era formada majoritariamente de classe média e elite”, afirma Ramirez. Segundo ele, a manifestação ocorreu após os Titãs tocarem a música “Fardados”.

    Que diz: “você também é explorado, fardado! Você também é explorado, Aqui! Por que você não abaixe essa arma, o meu direito é seu dever. Por que você não usa essa farda, pra servir e pra proteger”. Sobre a Jornada de Junho de 2013.

    Termina o show e o grupo volta para o bis, como sempre ocorre. Então Paulo Miklos pega o microfone e diz que “decidimos tocar essa música de 87, por que ela está muito atual”. Era a canção “Desordem”.

    Cuja poesia diz: “é seu dever manter a ordem? É seu dever de cidadão? Mas o que é criar desordem, quem é que diz o que é ou não? São sempre os mesmos governantes, os mesmos que lucraram antes. Os sindicatos fazem greve porque ninguém é consultado, pois tudo tem que virar óleo pra pôr na máquina do Estado. Quem quer manter a ordem? Quem quer criar desordem?”.

     

    Desordem (Marcelo Fromer, Sérgio Britto, Charle Gavin):

     

    Quando, diz Ramirez, o mesmo grupo tenta puxar o grito de “fora Dilma”. Ficaram isolados, nesse momento, Miklos desabafa: “vamos manter a ordem democrática! Lutamos por isso, democracia acima de tudo!” E o domingo amanheceu em paz em Cuiabá.

    Portal CTB com informações do Blog do Ramirez. Foto Marcelo Tinoco

  • Entidade sindical do Paquistão condena tentativa de golpe no Brasil

    Em nota enviada para a CTB, a Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU, sigla inglês), filiada à Federação Sindical Mundial (FSM), condena as tentativas de golpe pelas forças conservadoras no Brasil.

    Os paquistaneses denunciam que este ataque contra a democracia “não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos”, diz o comunicado.

    Leia abaixo a íntegra: 

    A Federação Unitária de Todos os Sindicatos do Paquistão (APFUTU) condena os movimentos golpistas das forças de direita brasileira que nunca perdoaram a opção feita pela luta contra a pobreza e a natureza social das reformas dos governos Lula e Dilma em favor dos trabalhadores e da maioria das pessoas.

    Esse ataque sem precedentes, que visa o retorno do Brasil a uma situação de instabilidade permanente para facilitar a ascensão da burguesia ao poder não está desconectado da ofensiva em curso pelo grande capital internacional e das grandes potências capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos, para reverter e até mesmo destruir os processos de transformação econômica, social e progressiva da política em toda a América Latina.

    A APFUTU em nome dos trabalhadores que representa no Paquistão, envia sua solidariedade com o movimento sindical, os trabalhadores e as pessoas do Brasil na sua luta que eles estão desenvolvendo na defesa de seus trabalhos e das conquistas sociais, da democracia e do desenvolvimento seu país.

    Com Unidade,

    Azam S Zia, All Pakistan Federation of United Trade Unions (APFUTU)

    Portal CTB 

     

  • Estudo indica recuo do índice de liberdade de expressão

    Relatório Agenda de Expressão (Expression Agenda ou XPA), elaborado pela organização não governamental Artigo 19, publicado nesta quarta (5) aponta que queda na liberdade de se expressar em ambientes online e em manifestações públicas.

    Os dados indicam que o nível de liberdade de expressão tem declinado no mundo há dez anos. O Brasil é o 2º país - seguido de Uganda, Nicarágua, Turquia - em que as garantias para a liberdade de expressão mais decaíram nos últimos três anos. 

    Hoje, segundo a Artigo 19, a liberdade de expressão está no seu nível mais baixo em uma década. 

    Como se verifica?

    A Artigo 19 explica que, para se chegar a essa conclusão, a organização considerou, em especial, os alarmantes os números de ataques a jornalistas em nível global: até agora 78 jornalistas foram mortos; 326 foram detidos (194 sob a acusação de terem enfrentado o Estado; 97% dos comunicadores presos trabalhavam em nível local; em média, 90% das agressões físicos contra jornalistas ficaram impunes.

    "Há uma ascensão muito clara ao poder de homens com um viés autoritário, Donald Trump tem funcionado como uma figura na qual muitos governantes se inspiram. É um movimento político que pode se tornar mais presente nas democracias do mundo”, indicou Thomas Hughes, diretor executivo da Artigo 19, ao externar alerta sobre fenômeno que não tem poupado nem países que tradicionalmente tinham esses direitos muito protegidos, como os Estados Unidos.

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Formação: CTB realiza curso "Pleno emprego como fundamento da Democracia"

    A Secretaria nacional de Formação e Cultura da CTB realiza no dia 31 de janeiro, das 10h às 17h, no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, localizado na Rua André Cavalcante, 33 - Lapa,  o curso presencial "Pleno emprego como fundamento da Democracia".

    O curso será ministrado pelo economista e professor José Carlos de Assis e é inteiramente gratuito, tendo como público-alvo os militantes de sindicatos filiados e núcleos da CTB. 

    Inscreva-se aqui!

    "Em tempos bicudos de aumento do desemprego, a compreensão de que ¨sem pleno emprego não há plena democracia¨é fundamental para compreender a centralidade do emprego no processo de desenvolvimetno. No curso, o professor José Carlos de Assis faz uma retrospectiva das principais teorias econômicas sobre a questão do emprego, abordando ainda a dinâmica do desemprego no capitalismo", ressaltou o secretário de Formação da CTB, Ronaldo Leite.

    Acompanhe temas que serão abordados no curso:

    1. A dinâmica do desemprego no capitalismo: descompasso entre produção de bens e produção de máquinas;
    2. Ciclos econômicos (Marx);
    3. Crise Financeira (Minsk);
    4. O exército industrial de reserva (Marx);
    5. Crise social provocada pelo desemprego e crise política: os anos 30;
    6. Política econômica para reverter o desemprego: Keynes;
    7. Financiamento do consumo através do déficit público; essencialidade do déficit em situação de recessão prolongada ou grande depressão;
    8. Interesse financeiro dos banqueiros e financistas em impedir o déficit público ou o aumento da dívida pública: inflação e credibilidade da dívida;
    9. O mantra universal dos neoliberais segundo o qual o Estado não pode, em nenhuma circunstância, inclusive em situação de alto desemprego, gastar mais do que arrecada;
    10. Análise dos argumentos: inflação e credibilidade da dívida.

     

    Biografia

    José Carlos de Assis é jornalista, economista político, professor, autor de mais de 25 livros sobre Economia Política e Filosofia Política.

    Inscreva-se aqui!

    Portal CTB

  • Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo entregam manifestos contra o golpe a Lewandowski

    Representantes das Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (PSM) se reuniram nesta terça-feira (26), em Brasília, com o ministro do STF, Ricardo Lewandowski e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para entregar manifestos em defesa da democracia, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os colegiados, compostos por entidades sindicais como a CTB, CUT, Intersindical, Contag, movimentos sociais, entre eles, a  UNE, UBES e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), entregaram às lideranças 322 manifestos assinados por organizações e personalidades, nacionais e internacionais. O objetivo dos movimentos envolvidos é evitar a ruptura do Estado Democrático de Direito, ameaçado pelo golpe em curso no País para afastar Dilma, eleita democraticamente, do cargo de Presidenta da República. 

    Os integrantes da FBP e PSM alertaram aos representantes do Senado e STF que, se consumado o impeachment, tendo em vista que a presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade, as entidades não reconhecerão a legitimidade de um eventual governo comandado por Michel Temer (PMDB).

    As Frentes ainda tiveram um encontro com senadores da base aliada ao governo, na liderança do PT no Senado, a fim de discutir estratégias, na tentativa de barrar o processo na Casa. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo e o ex-deputado federal, Assis Melo, que integra atualmente a diretoria executiva da central, marcaram presença nos atos, reafirmando a posição da CTB em defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas, gravemente ameaçados pela agenda do movimento golpista.

    "O objetivo da CTB e demais entidades reunidas aqui foi chamar a atenção das autoridades para o golpe no Brasil. Nós, a sociedade como um todo, precisamos nos levantar contra o golpe institucional que está sendo gestado em nosso País. Estamos fazendo a nossa parte. Pedimos aos presidentes do STF e do Senado para que a nossa Constituição seja respeitada nesse processo e alertamos para as consequências de se interromper o mandato de uma presidenta que não praticou crime algum", declarou Assis. 

    Adilson Araújo disse que as organizações que compõem as Frentes "cumprem papel fundamental na luta pela preservação da democracia e contra o retrocesso de direitos". Ele afirma que a CTB sempre estará comprometida com os interesses dos trabalhadores e com o desenvolvimento social e econômico do Brasil. 

    Presente na reunião com Renan Calheiros, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) elogiou o papel exercido pelas centrais sindicais e movimentos sociais no atual cenário político. "Quero saudar o papel muito importante que entidades como a CTB e diversos movimentos sociais estão tendo neste momento. A CTB é uma entidade extremamente representativa, é uma central sindical que, ao lado da CUT e das demais, vem cumprindo um papel essencial neste momento em que a democracia e a soberania popular estão ameaçadas", destacou.

    Para a senadora, a interrupção de um mandato legítimo "pode representar um retrocesso brutal para o povo brasileiro, em especial para os trabalhadores e trabalhadoras. Me refiro a um eventual governo Temer, ilegítimo e com uma agenda bomba que mira os direitos conquistados arduamente pelos trabahadores". 

    Fátima afirmou que as ações das entidades são cruciais e devem ser intensificadas. "A presença dos movimentos aqui (no Senado) é necessária, porque temos que, cada vez mais, combinar as mobilizações de rua com as articulações no plano institucional", opinou.

    Em resposta ao apelo das Frentes, Lewandowski sugeriu aos dirigentes que recorram também aos demais ministros e prometeu priorizar "tudo aquilo que diz respeito ao impeachment, porque a sociedade precisa de uma resposta rápida. O compromisso que posso assumir é votar com consciência, quando chegar o dia, e pautar com prioridade (o impeachment)". 

    Por sua vez, Renan Calheiros afirmou que não medirá esforços para "garantir o máximo de previsibilidade democrática" durante a tramitaçao do processo no Senado. De acordo Renan, "toda vez que o Senado se apressou a tomar decisões, de uma forma ou de outra, tivemos que fazer uma revisão da própria história". Calheiros disse ainda que, embora não responda pelo conjunto da Casa, não permitirá que a História lhe reserve o papel de atropelador da Constituição.

     

    Saiba Mais: Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reúnem-se com Renan Calheiros em Brasília

     

    De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

    Foto: Ruth de Souza

  • Jornada pela Democracia promove atos nesta quinta-feira por todo o Brasil e 16 cidades do mundo

    Nesta quinta-feira (31), a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, realizam manifestações unitárias em diversas cidades do Brasil e do mundo. As atividades terão cobertura em tempo real. 

    A CTB, CUT, UNE, MST, MTST, CMP e mais de 60 outras entidades dos movimentos populares, da juventude e partidos políticos que formam as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, realizam nesta quinta-feira (31) atos contra o golpe em todo o Brasil.

    Em São Paulo, a manifestação começa às 16 horas, na Praça da Sé, centro da capital.

    Em Brasília, as frentes realizam uma marcha que sairá do Estádio Mané Garrincha e irá até a Esplanada dos Ministérios, a partir das 18, e contará com a participarão do ex-presidente Lula e do presidente da CTB nacional, Adilson Araújo.

    #NãoVaiTerGolpe

    Os militantes, sindicalistas e líderes dos movimentos sociais, além de representantes de partidos políticos e de toda a sociedade que preservam as regras democráticas vão às ruas denunciar o Golpe de Estado em curso no Brasil neste momento.

    Segundo os líderes sindicais e sociais, aumenta a cada dia o número de brasileiros conscientes da ação antidemocrática dos deputados que aceleraram a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, apesar de não haver base legal.

    O argumento dos deputados para cassar o mandato de Dilma é o que ficou conhecido como “pedaladas fiscais”. Ou seja, Dilma usou dinheiro da Caixa Econômica Federal para bancar programas sociais, como Bolsa Família, e adiou o repasse dos recursos para o ano seguinte para fechar as contas no azul. No ano seguinte, ela fez o repasse normalmente. Portanto, não se trata de ação para obter benefícios pessoais. Outros presidentes e governadores utilizaram esse mesmo artifício fiscal, entre eles FHC, que vem defendendo a cassação da presidenta.

    Confia a atualização de atos nas capitais, cidades do interior, Distrito Federal e no Exterior:

    AMAPÁ

    Macapá

    31/03: 16h – Praça da Bandeira

    AMAZONAS

    Manaus
    31/03: 16h – “Sarau da Democracia” (Praça de São Sebastião)

    https://www.facebook.com/events/252072088466154/permalink/252874195052610/

    01/04: 14h – Ato em Defesa da Democracia: Debate com o cantor Tico Santa Cruz vocalista da Banda Detonautas. (Centro de Convivência da Universidade Federal do Amazonas – ICHL)

    ALAGOAS

    Maceió

    31/03: 14h – Concentração na Praça do Montepio (Rua Dr. Pontes de Miranda, 60 – Antiga sede da OAB). Caminhada até a Praça dos Martírios, onde acontece ato político/cultural

    BAHIA

    Salvador

    31/03: 15h00 – Caminhada da Praça da Piedade ao Campo da Pólvora, todos vestidos de branco e flores no monumento aos perseguidos pela ditadura.

    31/03: 18h – Ato Político e Cultura na UFBA em defesa da democracia (Praça das Artes UFBA – Ondina)

    Araci

    31/03: 8h – Sindicato dos Trabalhadores Rurais

    Feira de Santana

    31/03: 15h – Praça do Nordestino

    Ilhéus

    31/03: 15h – Praça da Catedral

    Juazeiro

    31/03: 16h – Antigo vaporzinho (Orla de Juazeiro)

    Valença

    31/03: 14h – Praça da República.

    CEARÁ

    Fortaleza

    31/03: 15h – Praça da Bandeira (Caminhada até o Centro Dragão do Mar)

    01/04: 17h – Contra a mídia golpista (Manifestação em frente a Tv Verdes Mares)

    02/04: 9h – Ato por mais democracia com a presença de Lula

    Sobral

    31/03: 16h – Arco

    DISTRITO FEDERAL

    BRASÍLIA – DF

    31/03: 14h – Concentração es atrações culturais no Estádio Mané Garrincha

    18h – Marcha pelo Eixo Monumental e Esplanada dos Ministérios

    https://www.facebook.com/events/584586398374278/

    ESPIRITO SANTO

    Vitória

    31/03: 18h – Assembleia Legislativa do ES, avenida Américo Buaiz, 205

    https://www.facebook.com/events/692828940859428/

    GOIÁS

    Goiânia

    31/03: 17h – Caminhada da Praça Cívica até a Praça Universitária

    www.bit.ly/31marcogoiania

    MARANHÃO

    São Luís

    31/03: 18h – Ato na Avenida Litorânea

    Balsas

    31/03/18h – Avenida Litorânea

    MATO GROSSO

    Cuiabá

    31/03: 17h30 – Praça Alencastro

    Sinop

    31/03: 17h30 – Praça Plínio Calegaro

    MATO GROSSO DO SUL

    Campo Grande

    31/03: 14h – Concentração na Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho

    31/03: 19h – Celebração pela vida e pela Democracia – Praça do Rádio

    MINAS GERAIS

    Belo Horizonte

    31/03: 17h – Praça da Estação

    https://www.facebook.com/events/227822384238571/

    Juiz de Fora

    31/03: 17h – Ato na Curva do Lacet

    https://www.facebook.com/events/481630258687277/

    Montes Claros

    31/03: 19h – Praça da Matriz

    https://www.facebook.com/events/1716165295332708/

    Poços de Caldas

    31/03: 19h – Urca

    https://www.facebook.com/events/851407184968756/

    São Lourenço

    31/03: 18h – Praça Brasil

    https://www.facebook.com/events/193326624380352/

    Varginha

    31/03: 17h – Praça do ET

    https://www.facebook.com/events/1080710972001363/

    PARÁ

    Belém

    31/03: 16h – Praça da Leitura

    https://www.facebook.com/events/546122528900445/

    31/03: 16h00 – Praça do Operário – Bairro São Brás

    https://www.facebook.com/events/992360614177962

    PARAÍBA

    João Pessoa
    31/03: 18h – Ponto Cem Réis (Rua Artur Aquiles, 80))

    https://www.facebook.com/events/249982185340675/

    Campina Grande

    31/03: 15h – Praça Clementino Procópio

    Cajazeiras

    31/03: 8h – Praça da Oiticicas

    Guarabira

    31/03: 16h – Catedral

    PARANÁ

    Curitiba
    31/03: 18h – Praça Santos Andrade

    https://www.facebook.com/events/201544140225008/

    Foz do Iguaçu

    31/03: 16h – Concentração no Bosque Guarani (em frente ao TTU)

    31/03: 17h30 – 17h30 – Passeata até a Praça do Mitre

    31/03: 18h – Ato Político-Cultural

    https://www.facebook.com/FrenteBrasilPopularFoz

    Maringá

    31/03: 17h – Praça Raposo Tavares

    https://www.facebook.com/events/1584760625176350/

    PERNAMBUCO

    Recife

    31/03: 16h – Praça do Derby

    https://www.facebook.com/events/1600676620254820/

    Caruaru

    31/03: 16h – Av Rui Barbosa, Em frente ao INSS

    https://www.facebook.com/events/777074095761042/

    Floresta

    31/03: 7h30 – Em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais

    Garanhuns

    31/03: 8h – Parque Euclides Dourado

    Petrolina

    31/03: 15h – Praça do Bambuzinho

    Tabira

    31/03: 17h – Sindicato dos Trabalhadores Rurais

    PIAUÍ

    Teresina

    31/03: 16h – Bandeiraço no cruzamento da avenida Frei Serafim ccom Coelho de Rezende, seguido de vigília na escadaria da igreja São Benedito.

    RIO DE JANEIRO

    Rio de Janeiro (capital)

    31/03: 16h – Largo da Carioca

    https://www.facebook.com/events/997580850320860/

    Barra Mansa

    31/03: 17h- Corredor Cultural

    RIO GRANDE DO NORTE

    Natal

    31/03: 15h30 – IFRN Campus Central

    https://www.facebook.com/events/1742326092653212/

    Mossoró
    31/03: 8h30 Lançamento do Comitê UERN pela Democracia (Auditório do DECOM)

    31/03: 16h – em frente a Igreja São João
    https://www.facebook.com/events/209134909460258/

    RIO GRANDE DO SUL

    Porto Alegre

    31/03: 17h – Esquina Democrática

    https://www.facebook.com/events/1534996123468317/

    Erechim

    31/03: 18h – Praça dos Bombeiros

    https://www.facebook.com/events/1529435397358228/

    Ijuí

    31/03: 17h – Praça da República

    Passo Fundo

    31/03: 17h – Praça Teixeirinha

    Pelotas

    31/03: 17h – Em frente à sede da Prefeitura de Pelotas, na Praça Coronel Pedro Osório

    https://www.facebook.com/events/261219420875768/

    Rio Grande

    31/03: 17h – Praça Coronel Pedro Osório

    Santa Maria

    31/03: 16h – Praça Saldanha Marinho

    Santa Rosa
    31/03: 18h – Praça da Bandeira

    Santana do Livramento

    31/03: 16h – Praça General Osório (concentração) caminhada até o Parque Internacional

    Três Passos

    31/03: 18h – Praça Reneu Mertz

    https://www.facebook.com/events/933147553473427/

    RONDONIA

    Porto Velho
    31/03: 19h – SINDUR – Sindicato dos Urbanitários

    Jí-Paraná

    31/03: 17h – Praça Matriz

    SANTA CATARINA

    Florianópolis

    31/03: 17h – TICEN

    https://www.facebook.com/events/980981221993724/

    Joinville

    31/03: 18h – Praça da Bandeira

    SÃO PAULO

    São Paulo (capital)

    31/03: 16h – Canto da Democracia em São Paulo (Praça da Sé)

    https://www.facebook.com/events/909827309124576

    SERGIPE

    Aracaju

    31/03: 15h – Ato político, com concentração na Praça General Valadão, depois caminhada até a Orlinha do Bairro Industrial, onde às 18h tem ato político culturalAto Político na Praça General Valadão

    31/03: 18h – Artistas Pela democracia (Orla do Bairro Industrial)

    https://www.facebook.com/events/1660799237517412/

    TOCANTINS

    Palmas

    17h00 – Estação Serente, Aurenty III

    manifestação 31 de março 2

    *************************

    ATOS NO MUNDO – #NãoVaiTerGolpe

    PARIS- FRANÇA

    19h00 – Maison de l´Amérique latine

    https://www.facebook.com/events/1649103942019535/

    BERLIM – ALEMANHA

    19h00 – Pariser Platz – Berlim, Alemanha

    https://www.facebook.com/events/1794707547415247/

    MUNIQUE – ALEMANHA

    14h00 – Consulado Geral do Brasil em Munique

    https://www.facebook.com/events/1705901246331484/

    LONDRES – INGLATERRA

    31/03: 17h, Cockspur St, London SW1Y 5BL. Em frente a Embaixada Brasileira

    https://www.facebook.com/events/347223575402116/

    COIMBRA – PORTUGAL

    12h00 – Praça Dom Dinis

    https://www.facebook.com/events/1733795590223510/

    BARCELONA- ESPANHA

    18h00 – Praca de Sant Jaume

    https://www.facebook.com/events/954267841323084/

    SANTIAGO – CHILE

    17h00 – Palacio Errázuriz (embaixada do Brasil no Chile) – Avenida Libertador Bernardo O’Higgins (Alameda), n.º 1656.

    https://www.facebook.com/events/862704053852633/

    SÃO FRANCISCO – CALIFÓRNIA (EUA)

    17h00 - Union Square

    WASHINGTON (EUA)

    31/03: 18h30 – Embaixa do Brasil (3006 Massachusetts Ave NW)

    https://www.facebook.com/events/553407744827579/

    CIDADE DO MÉXICO – MÉXICO

    31/03, às 17H30 – Fuente en Frente del Centro Cultural Brasil México – San Francisco 1220 Col Del Valle Centro -Metrobús Ciudad de los Deportes

    https://www.facebook.com/events/1036349339760008/

    GENEBRA, SUÍÇA

    Sábado, 02/04, às 10h, na Praça das Nações

    MADRID –ESPANHA

    Domingo, 03/04, às 17h, na Puerta del Sol

    BARCELONA – ESPANHA

    31/03: 18h – Plaça de Sant Jaume

    https://www.facebook.com/events/954267841323084/

    BUENOS AIRES- ARGENTINA

    31/03: 17h – Embaixa do Brasil (Cerrito, 1350)

    https://www.facebook.com/events/135527493508887

    COPENHAGUE – DINAMARCA

    31/03: 16h – Rådhuspladse

    https://www.facebook.com/events/1267945199888719/

    MONTEVIDÉU – URUGUAI

    31/03: 18h – Embaixada do Abril (Bulevar Artigas, 1394)

    Fonte: Frente Brasil Popular

    Acompanhe: http://cobertura.brasildefato.com.br/

     

  • Luta por Lula livre integra as batalhas do povo pela democracia e contra o retrocesso

    Um dia após nova condenação sem provas, povo sai às ruas de São Paulo em solidariedade ao ex-presidente e pela manutenção dos direitos dos trabalhadores.

    A nova condenação sem provas de Lula, cuja sentença repete os erros jurídicos que o levou à prisão política, teve como reação imediata mais um ato em defesa da liberdade do ex-presidente com centenas de pessoas nas ruas de São Paulo na tarde de quinta-feira (7). Com a presença de lideranças de partidos progressistas e de movimentos sociais, a iniciativa reiterou também a importância de manter a luta contra a perseguição política ao maior líder popular da história do Brasil aliada ao enfrentamento e à resistência contra a agenda de retrocessos do novo governo.

    O ato também serviu como espécie de prévia para a jornada de lutas que acontece entre os dias 7 e de 10 abril, data que marca um ano do cárcere político imposto a Lula com o propósito de o tirar da disputa das últimas eleições presidenciais (da qual venceria) e enfraquecer a agenda da esquerda – que atende aos anseios do povo em detrimento aos interesses do mercado. Até abril muita ação e mobilização deve acontecer, inclusive no campo jurídico.

    Candidatura ao Nobel fortalece resistência

    A candidatura de Lula ao próximo Prêmio Nobel da Paz, proposto pelo argentino Adolfo Perez Esquivel, que já ganhou o Nobel da Paz, contribui para o fortalecimento da resistência, pois no curto prazo de um mês o abaixo-assinado respaldando a indicação conseguiu 500 mil assinaturas.

    A campanha Lula Livre ganhou o mundo, pois os setores democráticos e progressistas da sociedade em todos os continentes reconhecem no presidente Lula uma liderança que colocou o Brasil e a América Latina no caminho da justiça social e do reconhecimento internacional.

    As razões para a candidatura de Lula ao posto de Nobel da Paz são muitas: além de promover a paz e fazer um governo pautado pelo diálogo e por agenda voltada ao respeito e ampliação dos direitos do povo brasileiro, Lula deixou legado altamente positivo na história do Brasil ao combater a fome, a pobreza e a precariedade das relações entre capital e trabalho.

    Com informações da Agência PT de Notícias

  • Moro, o ciclo completo: de juiz a carcereiro de Lula

    Poucos notaram. Ao completar um ano da sua injusta prisão no último domingo (07/04), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sob o controle daquele que foi responsável por recolhe-lo a um quarto da Superintendência Regional (SR) do Departamento de Polícia Federal (DPF), em Curitiba, na vã expectativa de colocá-lo no ostracismo.

    Sérgio Fernando Moro, que como juiz ficou longe da imparcialidade que se exige dos magistrados e se beneficiou com sua sentença, conquistando o cargo de ministro da Justiça de um governo eleito graças ao afastamento de Lula da disputa eleitoral, continua querendo manter o controle sob o ex-presidente. Aquele que, preso, tornou-se o troféu político da Força Tarefa da Lava Jato.

     

    sergio moro twiter

    Sergio Moro: de juiz a carcereiro (Reprodução do twitter)

     

    Após atuar como um verdadeiro juiz de instrução do inquérito acusatório, manobrando para mantê-lo sob sua jurisdição ainda que não tenha demonstrado qualquer relação da “suposta propina” a Lula com verbas desviadas da Petrobras, Moro não se viu impedido de dar sentença no caso, condenando o réu em primeira instância. Atuou ainda para permitir que os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) apressassem a condenação em segundo grau. Mesmo em férias, impediu o cumprimento de um Habeas Corpus, cuja legalidade foi tardiamente reconhecida pelo ministro Luiz Roberto Barroso, do STF. Tudo para manter o “troféu” distante do público.

    Hoje, na função de ministro da Justiça de um governo que só se elegeu por terem retirado da disputa o político mais bem posicionado nas pesquisas eleitorais de então, o ex-juiz exerce, ainda que indiretamente, o papel de carcereiro daquele que condenou. Na função de ministro é quem manda na Polícia Federal. Portanto, não podem ser vistas como meras coincidências as limitações que vêm sendo impostas pela Superintendência do DPF no Paraná ao ex-presidente, hoje reconhecido internacionalmente como um preso político.

     

    pressao de sergio moro 1

    Segundo Lauro Jardim, Moro continua pressionando o STF.

     

    Ao que parece, Moro ainda age nos bastidores de Brasília para evitar qualquer benefício ao preso que virou seu troféu. Tal como narrou domingo (07/04), na sua coluna em O Globo, Lauro Jardim. Estaria, nos bastidores, mandando recados ao Supremo Tribunal Federal para evitar que a corte reveja a posição de autorizar prisões de réus antes do trânsito em julgado de suas sentenças. Algo inconstitucional.

    Por conta de tais pressões é que dentro do PT houve certo alívio com o adiamento do julgamento das duas Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs 43 e 44) marcado para quarta-feira (10/04). Saíram da pauta sem previsão de retornarem à mesma.

    Este julgamento provocará novo debate sobre o preceito constitucional da presunção de inocência que impede a prisão de réus condenados antes do trânsito em julgado de suas sentenças. Caso que torna a prisão de Lula inconstitucional. passível de ser revista. Tudo o que Moro e os lavajatistas não desejam.

    Entre os petistas e muitos advogados há a forte impressão que as pressões de Moro tiveram efeito dentro do Supremo. Admite-se que a ministra Rosa Weber, que embora tenha se declarado a favor do preceito da presunção de inocência votou autorizando a prisão após a condenação em segundo grau para seguir uma decisão do colegiado, hoje estaria repensando sua posição anterior.

    O voto dela, somado ao dos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Dias Toffoli, cujas posições foram expressadas em votações anteriores, garantiria o resultado de seis a cinco a favor do preceito constitucional. Com isso não apenas Lula, mas milhares de presos poderiam esperar em liberdade o final de seus processos.

     

    STF acovardou-se e cedeu às pressões

    O Supremo, como muitos já disseram, se acovardou diante da própria situação que ele ao longo dos últimos tempos criou. Quer admitindo pressões individuais, quer apavorando-se com críticas que lhes serão dirigidas. Suas omissões contribuíram em muito para a eleição, em uma campanha dominada por fake-news, de Jair Bolsonaro. Ou seja, tem sua cota de responsabilidade no desgoverno que hoje todos assistem.

    Agora a corte se sente pressionada. Sabe que qualquer decisão que venha a tomar será contestada por parte da população. Tudo por ter se permitido ao longo deste tempo, com medo da chamada “opinião publicada”, atropelar a Constituição e princípios básicos do Direito.

    Calou-se diante do atropelamento dos códigos e leis brasileiras pela Operação Lava Jato, em nome do combate à corrupção. Permitiu que o processo de Lula continuasse na vara de Moro, mesmo sem que este tivesse demonstrado ligações de uma possível propina – jamais confirmada, pois não apontado o “ato de ofício” que a justificasse – com dinheiro desviado da Petrobras. Único motivo que justificaria a 13ª Vara Federal de Curitiba continuar com o caso.

    A par dessas e de outras questões, não menos graves, do processo que condenou Lula – como a sua condução coercitiva, as gravações de conversas de seus advogados e o vazamento de diálogos de Lula com a presidente Dilma Rousseff para impedi-lo de continuar ministro do governo dela – descobriu-se outras manobras da Força Tarefa da Lava Jato, de Curitiba.

    Como as pressões exercidas por seus membros sobre o próprio Supremo – tal como o hoje ministro Moro estaria fazendo, segundo Jardim. Pressões não apenas por conta das prisões após a condenação em segundo grau. Elas também surgiram diante da discussão sobre a jurisdição da Justiça Eleitoral em casos de crimes, corrupção inclusive, conexos aos crimes eleitorais. Tinham ocorrido, no final do ano, quando o ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar fazendo valer a presunção de inocência. Sua decisão acabou suspensa por medida monocrática -e, por isso, em desacordo com o Regimento Interno da casa – do presidente do STF, Dias Toffoli.

    Veio a público, ainda, a criação de fundos bilionários a serem manipulados de formas diversas. Poderiam servir, inclusive, para solidificar campanhas e candidatos para as próximas eleições. Fundos que seriam geridos de forma ilegal pela Força Tarefa curitibana. Algo que parece ter assustado os ministros do Supremo.

     

    lula preso politico lattuf

    Não bastassem tais fatos, a Polícia Federal do governo Bolsonaro – ou seja, comandada por Moro – endurece o jogo em Curitiba. Advogados que antes visitavam Lula nos dias de semana sem maiores dificuldades, agora estão limitados a duas horas de visita por dia: uma pela manhã e outra à tarde.

    Ao limite de horário soma-se o limite de visita dos defensores: dois por dia. Com isso, não é mais possível ao preso, contra o qual foram abertos incontáveis inquéritos, reunir-se com seus defensores ao mesmo tempo. Aqueles que o vêm pela manhã terão que ser os mesmos que o visitarão à tarde.

    Contra essa medida decretada pelo superintendente, delegado Luciano Flores, a defesa do preso recorreu ao diretor-geral do DPF, delegado Maurício Leite Valeixo. Recurso que acabará chegando às mãos de Moro, caracterizando sua condição de “carcereiro” do preso que condenou.

    Também foram impedidas as visitas religiosas de segundas-feiras, quando o preso recebia, por apenas uma hora, líderes de religiões diversas, foram impedidas. Agora, teoricamente só é admitida uma visita mensal, de um padre que o ex-presidente desconhece. Mas é apenas teoricamente, pois este religioso jamais o visitou. São sinais da possível preocupação do governo, do qual Moro é um ícone, em manter o preso isolado. Temem que, mesmo trancafiado, ele comande a oposição aos desmandos que todos assistem.

    Sinais que ficaram nítidos quando, desrespeitando a legislação, o impediram de se despedir do irmão Vavá no enterro do mesmo. Ou quando estipularam que só poderia permanecer por uma hora no velório do neto Arthur, como narramos em Lula recusou imposições da PF para ver o neto.

    Para desespero de seus algozes, porém, o ex-presidente não foi abandonado. Prova maior disso é a Vigília Lula Livre que permaneceu ativa nesses mais de 365 dias. No seu livro de registro já constam mais de 18 mil assinaturas, como constatou o economista Eduardo Moreira ao registrar seu autógrafo no livro de presenças, na segunda-feira (08/04). Sem falar em outras milhares de pessoas que por ali passaram sem registrar a presença.

    Registre-se que foram muitas as tentativas para impedir a permanência da Vigília no entorno da Superintendência Regional do DPF. Mas ela persistiu, inclusive driblando as ameaças judiciais de proibi-las. Impedida de permanecer em via pública, hoje ela se divide em um terreno alugado – ao lado do prédio da polícia – e a Casa Marielle Franco, imóvel reformado pelos militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST), que serve de apoio aos manifestantes e abriga diversas outras atividades.

     

    Isonomia entre diferentes

     

    manifestacao aniversario da prisao 7 de abril de 19

    Na porta da Polícia Federal, em Curitiba, milhares de pessoas protestam contra a prisão ilegal de Lula desde 8 de abril de 2018. (Foto Ricardo Stukert)

     

    Para tentar justificar as limitações impostas ao preso político, fala-se da necessidade de isonomia do tratamento destinado a Lula aos demais presos que povoam a carceragem da Superintendência.

    Esquecem diferenças fundamentais. Com direito legal a uma “sala de comando” pelo cargo que ocupou, tal como reconhecido pelo próprio Moro na decisão precipitada que determinou sua prisão, a Lula deveria ser permitido até mesmo receber mais visitas do que as duas semanais impostas, em um único dia – quinta-feira – por apenas uma hora.

    Outra diferença fundamental é seu isolamento. Os presos na carceragem convivem entre si. Lula, permanece sozinho em uma sala de quinze metros quadrados. Nos finais de semana e feriados encontra-se apenas com os agentes encarregados da segurança da sala, os mesmos que o escoltam até o terceiro andar do prédio, onde usufrui do banho de sol.

    São fatos que, somados aos desvios no andamento do processo, provocam críticas internacionais ao Judiciário brasileiro, confirmando a posição de Lula como preso político. Situações que colocam os ministros do Supremo – autoridades máximas do Judiciário pátrio – na berlinda em que hoje se encontram. O que só se agrava com o desrespeito da mais alta corte à presunção de inocência prevista na Constituição.

    Ao acatarem a pressão popular, em outubro de 2016, e modificarem, por seis votos a cinco, o entendimento anterior de que a pena só deveria começar a ser cumprida ao fim e ao cabo do processo, o Supremo criou um problema para si mesmo.

    Hoje vive pressionado pelas duas correntes. A punitiva, que engloba os bolsonaristas e a turma da direita, defendendo a prisão a qualquer custo. Do lado oposto, os garantistas. Estes se escudam no princípio constitucional da presunção de inocência para defender a prisão apenas com o trânsito em julgado. No meio dos dois grupos está o destino do atual preso político da Lava Jato: o ex-presidente Lula.

    O fato de o debate poder beneficiá-lo torna a questão mais difícil para o STF. Os ministros devem ter claro que serão criticados qualquer que seja a decisão. Por isso deve ter sido bem recebido na corte o pedido de adiamento feito pela nova direção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, apesar de as justificativas para o mesmo soarem esdrúxulas: desconhecimento do processo.

    Ganhar tempo é o que o STF deseja, na expectativa de que o Superior Tribunal de Justiça – STJ aprecie antes os recursos da defesa de Lula. Em tal julgamento há chances concretas de, pelo menos, ocorrer uma redução da pena aumentada pelo TRF-4. Aumento que visou apenas que o ex-presidente não se beneficiasse de prescrições previstas legalmente pela sua idade. Ocorrendo a redução da pena, Lula pode se beneficiar, por exemplo, de uma prisão domiciliar. Ocorrendo, ela aliviará o debate dentro do STF. Mas não atenderá os anseios do preso, que quer sair pela porta da frente, com o reconhecimento de sua inocência.

    O tempo também poderá ajudar a solidificar posições. O voto do ministro Alexandre de Moraes, que em julgamentos recentes foi a favor da prisão após a condenação em segunda instância, também é passível de modificações diante das peripécias da Força Tarefa da Lava Jato que vieram a público. Ele pode se convencer, como ocorreu com o ministro Gilmar Mendes, de que autorizar a prisão nesses casos é abrir a porta para injustiças, quando não perseguições.

    O “pode ser preso”, que era para ser uma condicionante nas condenações a partir do segundo grau de jurisdição, virou quase que obrigação aos olhos dos punitivistas.

    Ganhando tempo, o Supremo tentará encontrar uma solução para a evitar maiores danos à sua imagem. Algo difícil de se acreditar que ocorra, pois o que está em jogo é a liberdade de uma liderança política reconhecida mundialmente. Quanto mais demorarem a resolver o problema, mais injustiça estarão fazendo. Impondo ao preso perdas sem possibilidade de reparação, pois não há como se devolver a liberdade tolhida. Independentemente do tempo de duração da prisão.

    Uma liberdade que, como reconheceu o ministro Barroso, deveria ter valido em 8 de julho, diante da liminar concedida pelo desembargador Rogério Favreto, do TRF-4. Mas que por interferência de Moro – este, mesmo em férias, naquele domingo ligou cinco vezes para a Polícia Federal – deixou de ser respeitada. Curioso é um ministro do Supremo reconhecer, ainda que tardiamente, que a decisão foi legal e com embasamento e nada ter acontecido a quem impediu seu cumprimento.

    A situação do Judiciário agrava-se, a cada dia que passa, para descontentamento e desespero dos algozes do ex-presidente, na medida em que mais aumenta a popularidade do atual preso político. Um sinal claro que mais se dissemina a injustiça que lhe impuseram. Tal como ficou demonstrado nas manifestações ocorridas no último domingo, quando da passagem do primeiro aniversário de sua prisão. Não apenas em Curitiba, onde milhares de pessoas protestaram na porta da Polícia Federal. Mas em diversas outras cidades brasileiras e de muitos outros países, contribuindo para aumentar a pressão que já preocupa os ministros do Supremo. Fica a questão: até quando suportarão isso?

    Com informações de marceloauler.com.br

  • Movimentos do Campo protestam contra impeachment e pedem reforma agrária

    Integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) se concentram em frente ao Banco Central. O ato dá início à Jornada Nacional de Lutas, contrária ao impeachment da presidenta Dilma

    Cerca de 300 integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL), movimento em defesa da reforma agrária, estão concentrados nesta manhã em frente ao Banco Central (BC). O ato dá início ao dia de mobilizações planejado para hoje (31), denominado Jornada Nacional de Lutas, que tem entre suas pautas o posicionamento contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

    Com faixas que associam o pagamento da dívida pública a mazelas sociais como a fome e a miséria, os manifestantes se reúnem desde às 6h da manhã e, às 11h, planejam seguir em passeata para a Esplanada dos Ministérios.

    As lideranças do movimento não quiseram conversar com a imprensa antes da passeata, tendo orientado a militância a também não falar com jornalistas. Manifestantes continuam chegando com bandeiras e bonés vermelhos da FNL.

    Para a Polícia Militar, o movimento disse esperar a chegada de 12 ônibus com manifestantes vindos de assentamentos e área rurais do Distrito Federal e Goiás. O ato está relacionado a uma outra passeata que seguirá para a Esplanada, saindo do Estádio Nacional Mané Garrincha, ponto de chegada de dezenas de ônibus procedentes de diversos estados.

    Fonte: EBC

  • O cerco se desmoraliza

    As capitais brasileiras pulsaram democracia no último dia 18. Emoção, alegria e, principalmente, respeito ao Estado Democrático de Direito, tomaram as ruas de nossas cidades.

    Foi em paz que milhares de brasileiros mostraram que não aceitarão rupturas institucionais ou se intimidarão frente a onda fascista que pretende derrubar um governo legitimamente eleito pela maioria. A cada dia, cresce no seio do país o sentimento de luta contra o golpe alimentado pela intolerância, a grande mídia e aqueles que pretendem chegar ao poder a qualquer custo.

    Nos últimos dias, inúmeros artistas se insurgiram, com coragem e altivez, contra arbitrariedades cometidas. Além deles, nossa juventude e os movimentos sociais e culturais da periferia também se posicionaram, em vídeos gravados ou presentes nos atos da Frente Brasil Popular. A classe artística se somou ao coro de defesa de nossa democracia. Atores, grupos de dança, bandas, cineastas, professores e escritores, perfilados em diversos momentos. Um desses, na Fundição Progresso, no Rio, reuniu nomes como Gregório Duvivier, Renata Sorrah e Elisa Lucinda.

    Diferente de 1992, com Collor, não há consenso no país sobre o impeachment de Dilma. E não há porque não existe uma prova sequer de que tenha cometido crime. Não há porque a sociedade não aceitará derrubar um Governo em função de crises, dificuldades econômicas ou insatisfações. É preciso respeitar o voto de 54 milhões de brasileiros que optaram em 2014 por este projeto.

    As evidências do golpe surgem a todo instante. Na Comissão do Impeachment, da qual faço parte pelo PCdoB, conseguimos impedir uma manibra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que tentou aditar denúncias com delações sem provas para reforçar o pedido de afastamento da presidente Dilma. Logo ele, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal.

    Poucos sabem que o que se debate na Comissão é a edição de seis decretos orçamentários, para os quais não se acha um só argumento para que se enquadre a presidente em crime de responsabilidade.

    A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mesmo dividida, tentou fechar apoio ao golpe, numa espécie de releitura de 1964. Mas é preciso registrar que milhares de advogados ergueram suas vozes contra essa postura. Nas últimas semanas, até conselheiros antigos pediram desfiliação da entidade.

    O cerco está se desmoralizando. Dentro do Parlamento, com tantas ilegalidades, nas ruas, onde a sociedade se torna mais consciente no papel da Grande Mídia – principalmente a TV Globo – de criar um clima artificial de instabilidade, e no Judiciário, onde o ministro Teori Zavascki desautorizou o juiz Sergio Moro na condução arbitrária e repleta de ilegalidades, como a divulgação dos grampos envolvendo a presidenta Dilma.

    Está mais claro que nunca que é preciso defender a democracia e o Estado Democrático de Direito. É preciso unir todos os progressistas, democratas e defensores da liberdade. Qualquer tentativa de impeachment nas condições postas é uma clara ruptura de nosso processo democrático. E a sociedade sabe disso.

    Jandira Feghali foi deputada estadual, está no sexto mandato de deputada federal, Secretária de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói e Secretária Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Relatou a Lei Maria da Penha e atualmente lider do PCdoB na Câmara dos Deputados.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • OAB denuncia Bolsonaro na ONU por “tentativa de mudar a narrativa do golpe de 64”

    Em conjunto com o Instituto Vladimir Herzog, OAB aponta que Bolsonaro, ao usar a Presidência para defender e comemorar tais atrocidades, viola "tratados aos quais o Brasil passou a fazer parte depois de retornar à democracia"

    Blog do jornalista Jamil Chade, no portal UOL, informa nesta sexta-feira (29) que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Instituto Vladmir Herzog entraram com uma denúncia contra Jair Bolsonaro na Organização das Nações Unidas (ONU) por “tentativa de modificar a narrativa do golpe de estado de 31 de março de 1964 no Brasil” e que isso ocorreria por meio de “instruções diretas do gabinete do presidente, desconsiderando as atrocidades cometidas”.

    A queixa enviada em caráter confidencial aponta para as recomendações de Bolsonaro, mas também para entrevistas em que ele nega o caráter ditatorial do regime. “Temos que saber a verdade, não houve ditadura”, disse Bolsonaro.

    O texto enviado pela OAB ainda cita o fato de que a mesma mudança de narrativa foi adotada por outros membros do governo, como o chanceler Ernesto Araujo. Tanto a OAB como o Instituto Herzog consideram que tais atos “cometidos no mais alto nível do estado são violações dos direitos humanos e do direito humanitário”.

    A carta ainda aponta que usar o cargo para defender e comemorar tais atrocidades constitui “uma violações dos tratados aos quais o Brasil passou a fazer parte depois de retornar à democracia”.

     

    Fonte: revistaforum.com.br

  • Periferia de SP lança frente e divulga manifesto contra o impeachment

    Após reunião no último fim de semana, movimentos formados nas periferias de São Paulo decidiram criar nos próximos dias um coletivo contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    Denominado #periferiascontraogolpe, os participantes pretendem reunir criadores, produtores, articuladores políticos e culturais comprometidos com as demandas das periferias e mobilizar-se contra o processo de impedimento que tramita no Congresso Nacional.

    No último sábado (19), após dias em que o clima político fritou nervos, cerca de 60 moradores das diversas periferias de São Paulo se reuniram em uma sala da Ação Educativa, na região central.

    “Estou perdida, com medo de sair na rua de vermelho”, desabafou a professora e articuladora cultural Suzi Soares, 49.
    Na noite anterior, ela havia participado das manifestações em apoio ao ex-presidente Lula e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na avenida Paulista.

    “Apoiei o ‘Lula lá’, mas não consegui aplaudir ele ontem, ao mesmo tempo precisava estar ali. E hoje estou em busca de apoio para essa minha angústia. A corda vai arrebentar para o lado mais preto e a gente tem que buscar forças”, afirmou.

    A insatisfação e as divergências, presentes nas redes sociais e nas manifestações nas ruas, davam o tom dos discursos expostos no encontro. Educadores da rede pública de ensino, artistas, jornalistas e integrantes de movimentos culturais das periferias buscavam respostas para dúvidas como: quais são os nossos pontos de convergência? O que nos conecta?

    “É complicado não se posicionar nesse momento. Antifascismo é a grande convergência desse grupo. Estamos nos defendendo de uma mídia que orquestrou o golpe de 64, e que está em conluio com jurídico até a última raiz. Se houver um golpe, haverá um retrocesso”, disse a Solange Amorim, 46, diretora escolar no Campo Limpo, zona sul.
    Assim, como Suzi, ela também participou da manifestação com ressalvas. “Vejo o PT passando por um processo de degeneração política, mas nem por isso deixei de estar na Paulista. Encontrei fundamentalmente uma classe social representada”.

    Para a maioria, muitos desanimados com o governo petista, mas contra o processo de impeachment, a concordância vinha na apreensão com o retrocesso nas políticas públicas alcançadas pelos movimentos.

    “Tivemos várias conquistas nas quebradas com o governo federal, apesar dos problemas. Mas houve diálogo. A proposta é nos alinharmos para não corrermos o risco de perder os direitos que quase não temos. A elite está articulando tudo, para eles nós somos tudo um só, o pobre e periférico. E essa raiva que já existe, do racismo e discriminação, pode aumentar”, disse Alex Barcellos, 36, articulador cultural.

    O coletivo pretende retomar a cobrança sobre um manifesto assinado por mais de 150 coletivos e que foi apresentado para a presidente Dilma Rousseff antes da sua reeleição. Confira abaixo a íntegra do manifesto Manifesto dos Coletivos Culturais Periféricos de SP em favor da reeleição de Dilma Rousseff: 

    MANIFESTO #PERIFERIASCONTRAOGOLPE

    Cidadã(o) individual ou grupo

    Periferias, vielas, cortiços… Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso”

    Nós, moradoras e moradoras das periferias, que nunca dormimos enquanto o gigante acordava, estamos aqui para mandar um salve bem sonoro aos fascistas: somos contra mais um golpe que está em curso e que nos atinge diretamente

    Nós, que não defendemos e continuamos apontando as contradições do governo petista, que nos concedeu apenas migalhas enquanto se aliou com quem nos explora. Nós, que também nos negamos a caminhar lado a lado de quem representa a Casa Grande. Nós, periféricas e periféricos, que estamos na luta não é de hoje.

    Nós, que somos descendentes de Dandara e Zumbi, sobreviventes do massacre de nossos antepassados negros e indígenas, filhas e filhos do Nordeste, das mãos que construíram as grandes metrópoles e criaram os filhos dos senhores.

    Nós, que estamos à margem da margem dos direitos sociais: educação, moradia, cultura, saúde.

    Nós, que integramos movimentos sociais antes mesmo do nascimento de qualquer partido político na luta pelo básico: luz instalada, água encanada, rua asfaltada e criança matriculada na escola.

    Nós, que enchemos laje em mutirão pra garantir nosso teto e conquistar um pedaço de chão, sem acesso à terra tomada por latifundiários e especuladores.

    Nós, que sacolejamos por três, quatro horas por dia, espremidos no vagão, busão, lotação, enfrentando grandes distâncias entre nossas casas aos centros econômicos, aos centros de lazer, aos centros do mundo. Nós, que resistimos a cada dia com a arte da gambiarra - criatividade e solidariedade. Nós, que fazemos teatro na represa, cinema na garagem e poesia no ponto de ônibus.

    Nós, que adoecemos e padecemos nos prontos-socorros e hospitais sem maca, médico, nem remédio.

    Nós, que fortalecemos nossa fé em dias melhores com os irmãos na missa, no culto, no terreiro, com ou sem deus no coração, coerentes na nossa caminhança.

    Nós, domésticas, agora com carteira assinada. Nós, camelôs e marreteiros, que trabalhamos sol a sol para tirar nosso sustento. Nós, trabalhadoras e trabalhadores, que continuamos com os mais baixos salários e sentimos na pele a crise econômica, o desemprego e a inflação.

    Nós, que entramos nas universidades nos últimos anos, com pé na porta, cabeça erguida, orgulho no peito e perspectivas no horizonte.

    Nós, que ocupamos nossas escolas sem merenda nem estrutura para ensinar e aprender. Nós, professoras e professores, que acreditamos na educação pública e não nos calamos e falamos sim de gênero, sexualidade, história africana e história indígena - ainda que tentem nos impedir.

    Nós, que somos apontados como problema da sociedade, presas e presos aos 18, 16, 12 anos, como querem os deputados.

    Nós, cujos direitos continuam sendo violados pelo Estado, levamos tapa do bandeirante fardado, condenados sem ser julgados, encarcerados, esquecidos, quando não assassinados - e ainda dizem: “menos um bandido”.

    Nós, mulheres pretas da mais barata carne do mercado, que sofremos a violência doméstica, trabalhista, obstétrica e judicial, e choramos por filhos e filhas tombados pelo agente do Estado.

    Nós, gays, lésbicas, bissexuais, travestis, homens e mulheres trans, que enfrentamos a a violência e invisibilidade, e não aceitamos que nos coloquem de volta no armário.

    Nós, que não aceitamos nossa história contada por uma mídia que não nos representa e lutamos pelo direito à comunicação. Nós, que estamos construindo, com nossa voz, as próprias narrativas: poesia falada, cantada, escrita.

    Por Cleber Arruda com colaboração de Jéssica Moreira, Semayat Oliveira e Thiago Borges

    Matéria atualizada em 23/03/2016

  • Semana Nacional em Defesa da Educação Pública e da democracia ocorre em todo o país

    Começa nesta sexta-feira (22), a 17ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em todo o país. O encontro se encerra dia 1º de maio.

    Veja a programação completa aqui

    “O debate sobre o empoderamento da educação pública é essencial para avançarmos nas conquistas mais importantes e para retomarmos o desenvolvimento e um ensino que contemple a sociedade”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    “É sempre bom lembrar que a CTB defende com afinco uma educação pública, laica, gratuita e de qualidade para todos e todas”, acentua ela, que também é dirigente da CTB-BA e da APLB-Sindicato dos Professores da Bahia.

    Serão debatidos temas que afetam diretamente a vida de quem trabalha na educação pública, assim como a vida dos estudantes e da comunidade escolar.

    As discussões propostas estão contidas no Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 24 de junho de 2014 e são: Gestão Democrática nas Escolas e nos Sistemas de Ensino; Financiamento da Educação Pública; Manifestações Públicas em Defesa e Promoção da Educação Pública; Diretrizes Nacionais para elaboração/adequação dos Planos de Cargos e Carreira; Piso Salarial Profissional Nacional para os/as Profissionais da Educação.

    marilene betrosPara Marilene, a aprovação do PNE representou um grande avanço para o país. “Pela primeira vez realizamos conferências municipais, estaduais e nacional com participação popular e isso colaborou muito para a aprovação de um plano condizente com as necessidades do país”.

    Ela explica ainda que os debates foram muito frutíferos e culminaram num plano avançado, mas afirma que “o PNE não pode virar letra morta”. Para isso, defende: “Devemos estar engajados permanentemente nas questões referentes aos recursos públicos aplicados na educação pública”.

    Para superar a tentativa do setor privado de se apropriar desses recursos, Marilene propõe o debate sobre como traçar políticas com maior participação da sociedade. "Especialmente, nas questões referentes à educação pública, que têm como clientela os filhos e filhas da classe trabalhadora”.

    A CNTE garante que a semana está sendo implementada por todos os sindicatos filiados à entidade. "A proposta é celebrar nossa luta em defesa da educação pública de qualidade”, diz texto de apresentação da semana, além de promover “a defesa pela sustentabilidade de nossas cidades e do planeta”.

    Muito importante também, diz Marilene, é ressaltar a necessidade do debate das questões de gênero nas escolas. Ela explica que esse debate tem sido desvirtuado, sendo necessário levá-lo a cabo para “promoção da igualdade entre homens e mulheres”.

    De acordo com ela, "em pleno século 21, a escola não pode se furtar a essa questão, que está presente nos meios de comunicação e nas ruas. As nossas crianças têm direito de debater esse assunto que tanto afeta suas vidas”.

    Por fim, Marilene acredita na necessidade de os educadores e educadoras levarem informação aos estudantes para impedir retrocessos no país. “A valorização da educação pública e a continuação desse projeto de desenvolvimento que tem proporcionado a possibilidade dos filhos e filhas da classe trabalhadora estarem nas escolas e nas universidades não pode parar”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Tássia Camargo e Chico César convocam para o ato desta sexta-feira (18) em todo o país

    A atriz Tássia Camargo e o cantor e compositor Chico César gravam vídeos para convocar as forças democráticas e os trabalhadores e trabalhadoras a tomarem as ruas nesta sexta-feira (18) em defesa da democracia e da classe trabalhadora.

    "Todos do Brasil, você no seu estado, defenda o seu voto, a nossa democracia", diz Tássia. E chama as trabalhadoras e trabalhadores a se somar à Frente Brasil Popular e defender a Justiça, a liberdade e o avanço democrático. Para ela, quem ama o país vai para as ruas dia 18.

    Assista Tássia Camargo:

     

    Já Chico César afirma que "um governo não pode acabar porque aconteceu uma passeata. Quando isso acontece é golpe".

    De acordo com o músico paraibano, quando uma mulher vai para a rua com uma faixa dizendo que pena que não mataram a presidenta da República, durante a ditadura. "É um crime".

    O artista convida as pessoas a defender as conquistas dos últimos 14 anos. "Depois que uma série de acessos foram conquistados por um segmento que ficou 500 anos à margem, eu etou falando descendentes dos negros, dos índios, das mulheres, dos homosexuais".

    Porque, explica César, somente "uma elite branca do país é que tinha acesso à educação, à saúde, ao transporte, o direito de ir e vir".

    De acordo com Chico César, essa elite podia ter empregada doméstica e tratá-la "quase como uma escrava. Hoje não pode mais". É isso o que está em jogo com essa trama golpista. Os direitos de quem trabalha e produz a riqueza do país.

    Acompanhe Chico César:

     

    Todos os corruptos têm que ser julgados e se comprovado o ato ilícito serem condenados. O problema , segundo o artista, é que "temos um Ministério Público politizado, uma Polícia federal politizada a serviço de gente contrária a que os trabalhadores (e trabalhadoras) rurais tenham sua terra", por exemplo.

    E sem "a democratização dos meios de comunicação" a luta fica desigual. Por isso, de acordo com Chico César ir para as ruas nesta sexta-feira (18) trata-se de "defender a democracia e o Brasil".

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Wagner Moura: "Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe clássico"

    Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.

    Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.

    Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.

    O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.

    É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Dilma Rousseff está sendo vítima de um golpe clássico.

    O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa
    controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.

    Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro.

    Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.

    Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos "limpar" o Brasil. A ideia estúpida de que, "limpando" o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma "nobre cruzada pela moralidade".

    Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.

    O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.

    O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.

    E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.

    Wagner Moura, 39, é ator. Protagonizou os filmes "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite 2" (2010). Foi indicado ao prêmio Globo de Ouro neste ano pela série "Narcos" (Netflix)


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