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Depois de um mês de solicitação de audiência e menos de 24h da paralisação dos servidores públicos, o governo estadual finalmente recebeu as 14 entidades do Movimento Unificado dos Servidores Estaduais de Sergipe. Sem grandes avanços nas negociações, o encontro aconteceu nessa segunda-feira, 03, no Palácio dos Despachos.

Paralisação de 24h

Como estava prevista, a paralisação de parte dos setores do serviço público começou a zero desta terça-feira, 04. E logo mais às 08h, os servidores farão protesto na Praça Fausto Cardoso, em frente à Assembleia Legislativa.

Na audiência com o governo, os sindicalistas foram recebidos pelo vice-governador, Belivaldo Chagas e os secretários (Sefaz), Jefferson Passos e João Augusto Gama (Planejamento), Sales Neto (Comunicação) e o presidente do SergiPrevidência, Augusto Fábio.

Comissão x finanças

“Não houve avanços relativos às soluções objetivas às demandas unificadas dos servidores: aplicação dos direitos e vantagens salariais previstas nos Planos de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCVs), subsídios e reposição inflacionária. Porém, atendendo ao nosso pedido, os representantes da administração estadual assumiram o compromisso de criar uma comissão para destrinchar os números das finanças públicas”, informa o presidente do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco), Paulo Pedroza.

Sindifisco se 5

De acordo com o diretor Administrativo do Sindifisco, Abílio Castanheira, esta semana, o governo indicará nomes para compor a comissão assim como definirá cronograma de trabalho. “Os sindicatos também indicarão nomes e apresentarão pontualmente perguntas sobre a sistemática adotada pelo governo para calcular as finanças públicas”, conta Castanheira.

Belivaldo anunciou que “a comissão permanente de negociação vai se reunir periodicamente junto a administração para debater temas específicos”.
Ele disse que a “determinação” de reunir as representações sindicais partiu do próprio governador Jackson Barreto. “O governador pediu para que mostrássemos os números, a realidade do Estado e que trabalhássemos de forma transparente. A partir disso, vamos buscar uma forma de atender os servidores”, destacou o vice-governador.

No encontro, o secretário da Fazenda e o vice-governador voltaram a reafirmar que o Estado não está arrecadando sequer o suficiente para fazer pagamento da folha. “Sergipe tem atualmente déficit mensal na ordem de R$ 85 milhões com previdência, este ano o déficit vai chegar a R$ 950 milhões”, reafirmaram.
Para Pedroza, “o Estado de Sergipe é equilibrado economicamente, com a intervenção correta é possível resultados esperados”.

Por Déa Jacobina - Sindifisco