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O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Mato Grosso do Sul (Sintrae-MS) lidera Campanha Salarial 2016 e os representantes das escolas, pasmem-se, oferecem 8% para os salários acima dos pisos e 9% para estes. Esta proposta patronal, além de ferir a ética e a boa fé, exigidas pelo Art. 422 do Código Civil, rasga os fundamentos constitucionais da dignidade da pessoa humana e dos valores sociais do trabalho (Art. 1º, III e IV, da Constituição Federal); bem como o princípio constitucional que proíbe o retrocesso social. Em uma palavra: a proposta patronal é indecente. Assim sendo, porque não é possível iniciar-se negociação coletiva que tenha o mínimo de seriedade, sem que pelo menos se garanta a reposição salarial.

O sindicato também denuncia que representantes patronais demonstram intransigência durante as negociações. “Principalmente o representante da Kroton, que prima pela intransigência e pelo discurso vazio, o que não há surpresa, porque os fundamentos constitucionais mencionados sempre foram negados por esse grupo econômico, que só enxerga lucro farto e fácil, e nada mais”, enfatiza Eduardo Botelho, presidente do Sintrae-MS.

Em assembleia geral, que aconteceu no dia 30 de janeiro, os professores e administrativos das escolas e universidades particulares da base do Sintrae-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de Mato Grosso do Su) aprovaram a pauta de reivindicações para a Convenção Coletiva de Trabalho. O reajuste salarial proposto pela categoria é de 15% e de 20% para o piso. A data base é 1º de março.

Botelho explica que durante a assembleia aconteceu a avaliação do cenário econômico. "Almejamos a valorização profissional e buscamos um aumento salarial justo aos trabalhadores que se dedicam à educação. As instituições de ensino já reajustaram as mensalidades, a categoria não vai admitir perdas salariais", ressalta.

O presidente da Fitrae-MTMS, Ricardo Fróes, destaca que durante a mesa de negociação com os representantes patronais - que terá início em fevereiro - serão enfáticos na defesa das reivindicações da categoria. “Sabemos que o país enfrenta crise econômica, neste momento a inflação está em alta. No entanto, se as instituições patronais alegam dificuldades, os profissionais também são, e muito, prejudicados porque sentem os impactos no cotidiano, por meio dos reajustes dos produtos básicos de consumo, educação, moradia, entre outros. Por isso, não admitiremos propostas rebaixadas”, destaca.

Fonte: Sintrae-MS

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