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Qui, Jan

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Os trabalhadores e trabalhadoras em Educação do município de Salvador realizaram mais uma manifestação vitoriosa na manhã desta quarta-feira, 19, em frente à Secretaria Municipal da Educação (SMED). O ato, liderado pela APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, fez parte da agenda da paralisação de 48 horas, que mobilizou a categoria para a luta por melhores condições de trabalho e por uma escola pública de qualidade. A programação segue até esta quinta, 20, quando serão realizados protestos na Praça Cairu (às 8h) e no Campo Grande (às 15h).

O protesto foi marcado pela participação de centenas de trabalhadores, com o bloqueio das faixas da avenida Garibaldi de forma alternada e a distribuição de cartas aos motoristas e pedestres que trafegavam pela região. Além disto, o coro foi reforçado pela percussão da banda Tambores de Búzios, além de cartazes com fotos das escolas, faixas, apitos e um ato simbólico com a amarração de fitinhas do Bonfim no gradil da SMED.

"A nossa luta é justa e legítima, porque não é só por salário, mas pela valorização dos trabalhadores e por educação pública de qualidade, que não é oferecida. Basta ir às escolas do município para confirmar a veracidade do que a gente fala. Nós não somos donos de canal de TV, mas estamos nas ruas, dizendo à população qual é a nossa luta. A nossa reivindicação principal é esta, contra a retirada dos nossos direitos. O prefeito congelou o salário dos servidores e não cumpre a lei, pois nós temos o Plano de Carreira, cujos direitos conquistados não são garantidos”, enfatiza a diretora da APLB, Elza Melo.

A SMED é do povo!

Durante o ato, a diretoria da APLB-Sindicato convocou os participantes para entregarem as cartas aos colegas que trabalham dentro a SMED. Entretanto, a categoria foi impedida de entrar no prédio por agentes do Grupamento de Rondas da Capital (Rondac), divisão da Guarda Municipal de Salvador. Vale ressaltar que a sede da SMED é um prédio público, um patrimônio que pertence à população de Salvador e não ao prefeito ACM Neto ou à secretária de Educação.

O bloqueio do prédio é uma afronta à democracia, visto que os trabalhadores em Educação de Salvador não são baderneiros ou vândalos. O objetivo da ação era apenas informar os colegas da secretaria sobre a luta da categoria. A APLB, como legítima representantes dos trabalhadores, não aceitou a proposta de liberação de apenas 10 pessoas para entrarem no prédio, uma vez que permanecemos unidos em todos os atos a favor dos nossos direitos.

A manifestação na SMED foi uma das ações aprovadas em assembleia da categoria realizada na manhã desta terça-feira, 18, no Ginásio dos Bancários, seguida por uma caminhada até a Praça Municipal.

Confira o que foi aprovado durante a assembleia:

- Manter a rejeição à proposta de reajuste zero do Executivo Municipal;
- Realizar caminhada até a Praça Municipal após a assembleia;
- Manter o estado de greve;
- Realizar paralisação “Esquenta Greve” de 48 horas nos dias 19 e 20 de julho, com as seguintes atividades:- Quarta-feira, 19 de julho, às 8h: Manifestação em frente à SMED, na avenida Garibaldi;
- Quinta-feira, 20 de julho:
   Às 8h: Manifestação na Praça Cairu (Comércio)
  Às 15h: Caminhada do Campo Grande à praça Municipal, com centrais sindicais e Frente Brasil popular
- Realizar outras atividades de mobilização, entre elas:
– Carreata a ser realizada em um dia de domingo;
– Feira de Denúncias no Dique do Tororó, a ser realizada em um sábado;
– Utilizar as rádios comunitárias, solicitando espaço para falar com a comunidade;
– Realizar reuniões com associações de bairros;
– Realizar aulas de cidadania com a comunidade escolar.

Saiba mais
ESQUENTA GREVE: Trabalhadores em Educação do município de Salvador paralisam atividades por 48 horas

Fonte: Assessoria de Imprensa - APLB-Sindicato

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