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Sáb, Maio

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Sindicalistas e trabalhadores se reuniram em uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia, na quarta-feira (14), para debater o processo de reestruturação no Banco do Brasil.

A audiência contou com a participação do deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB), propositor do encontro; do presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, e dos sindicatos de bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos; de Feira de Santana, Sandra Freitas, e de Itabuna, Jorge Barbosa, além do secretário Geral da Contraf, Carlos de Souza. Infelizmente, nenhum representante do BB se fez presente para debater o assunto.

Durante o debate, ficou claro que o processo de reestruturação do banco nada mais é que o desmonte da maior instituição financeira do país, que ameaça também outras empresas públicas, como a Caixa e a Petrobras.

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A PEC 55 e a reforma na previdência não ficaram de fora da discussão, já que o cenário de desastre está ocorrendo no governo ilegitimo de Michel Temer.

“Para mudarmos a situação em 2017, é preciso que preparemos uma greve geral desde já. O trabalhador está ficando ciente que foi um golpe contra a população e não contra a presidente. A união faz a força e é a nossa força que vai mudar a atual situação do Banco do Brasil, porque defender esta entidade é defender o estado brasileiro”, alerta o presidente da Feebbase, Emanoel Souza.

Nos últimos dez anos o BB dobrou seu lucro, deixando a todos sem compreender o motivo da atual atitude desesperadora da direção entidade que, além de querer fechar diversas agências pelo país, está cortando empregos por meio do plano de aposentadoria incentivada.

O funcionário do Banco do Brasil e secretário geral da Contraf, Carlos de Souza, se emocionou ao relatar que está presenciando de perto as demissões e afirmou que não são apenas pessoas sendo demitidas e sim famílias sendo destruídas.

O objetivo do Banco do Brasil é investir no atendimento digital, via internet e telefone, bem como propôr redução de jornada para 6h, com redução salarial, para os assessores das áreas estratégicas. Porém, todos sabem que a população será prejudicada pela mudança, pois mesmo utilizando o sistema online, a maior parte dos cleintes ainda necessita da agência física para realizar suas transações bancárias. .

“A retirada das agências vai resultar em uma sobrecarga de trabalho desnecessária e em uma queda na qualidade do atendimento à população. Por isso, a luta pela preservação do patrimônio público e pelo serviço aos cidadãos não pode parar. As ações vão se intensificar e não vamos deixar o Banco do Brasil acabar”, sinaliza o presidente do Sindicato da Bahia, Augusto Vasconcelos.

Fonte: Feeb-BASE

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