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Dom, Mar

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Realizado no último final de semana, em Salvador/BA, o Congresso dos Metalúrgicos e Mineradores da Bahia refletiu sobre o tema a Resistência ao atual momento político vivido no país.

Além dos trabalhadores e das trabalhadoras, participam também especialistas, autoridades, representantes dos movimentos sociais e entidades como a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). 

Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB Nacional, abordou os desafios do sindicalismo e o papel de protagonismo que a classe trabalhadora precisa exercer para garantir os seus direitos.

"O que existe no mundo hoje é um esforço generalizado para maximizar os lucros e o ataque à desvalorização ao trabalho, em escala global. Isso implica nas negociações, na existência de mais de um sindicato para uma única empresa, na flexibilização de direitos, que fazem parte da agenda anti-trabalho mundo afora e que se aprofunda no Brasil. O sindicalismo é parte integrante da resistência nacional e precisamos fazer essas reflexões", destacou o dirigente.

Depois das intervenções, foi aberto o debate ao público e feito um ato político, relembrando a trajetória de Zumbi dos Palmares e do povo negro na luta contra o preconceito e o racismo. 

Os trabalhos foram abertos com intervenção de Davidson Magalhães, que analisou o cenário político no país após a eleição de Jair Bolsonaro. Ele disse que o resultado das urnas é uma dupla derrota: para o Brasil e para o mundo. "O que aconteceu exige uma profunda avaliação. Não foi um problema de condução eleitoral ou só por causa de fake news. É um problema político, dentro de um movimento de extrema direita que cresce internacionalmente. É uma política completamente alinhada com os Estados Unidos. Na Europa isso levou ao nazismo e ao fascismo", explicou.

Para o presidente da FETIM, Aurino Pedreira, o Congresso dos Metalúrgicos e Mineradores da Bahia é importante para reorganizar a luta da categoria em torno dos desafios que se apresentam nos campos da política e da economia. "A classe trabalhadora precisa mais do que nunca fortalecer a unidade e traçar uma frente ampla de mobilização para evitar os retrocessos que o governo Bolsonaro pretende impor ao país, com uma agenda conservadora de destruição dos direitos do povo brasileiro", frisou.

Fonte: Federação dos Metalúrgicos da Bahia

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