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Qui, Jan

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Na segunda-feira (28), bancários e bancárias protestaram em todo o país contra os ataques que a categoria tem sofrido nos últimos anos. Na Bahia e Sergipe, os sindicatos realizaram ato público para sensibilizar trabalhadores e clientes contra a retirada de direitos e a precariedade nas condições de trabalho dos bancários.

A homenagem aos bancários baianos teve bolo e apresentação de repente. O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, confirmou que a situação nos bancos vai de mal a pior. "A categoria perdeu 20 mil postos de trabalho nos últimos dois anos. E mais. É comum notarmos agências abarrotadas, o trabalhador sendo chamado a vender título de capitalização, planos de previdência e metas inatingíveis. Além da falta de segurança gritante".

Na Região Metropolitana, o Sindicato de Camaçari ofereceu para a categoria um café da manhã, no Bibi Gourmet. O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, esteve presente.

No caso do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, promoveu o tradicional ato pela passagem e comemoração da data, em frente à agência do Bradesco no centro da cidade, a partir das 8h30, com a distribuição de bolo e a animação do samba de Peppy do Cavaco.

Já o Sindicato de Itabuna começou a comemoração no último sábado (26), com o torneio Só Bancários (com os times do Banco do Brasil, Caixa Centro, Caixa Grapiúna, Santander, Bradesco centro e Bradesco Urbano), no Clube dos Bancários, além de disponiblizar um espaço para as crianças e show da banda ‘Flor que Se Chére’. Na segunda-feira (28), realizou, no Palace Hotel, um café da manhã com o show de Will Canalonga.

Em Juazeiro, o Sindicato dos Bancários entregou brindes e um Boletim do Comitê em Defesa das Empresas Públicas, que tem como tema a Caixa Econômica Federal e a importância de seu papel para o desenvolvimento do país a todos os bancários. “Esse é o mês dedicado aos bancários e essa data é fruto das conquistas da categoria. Este ano vamos fazer diferente e vamos visitar as agências e distribuir brindes e entregar uma cartilha falando sobre o desmonte da Caixa”, informou o Presidente do Sindicato, Maribaldes da Purificação.

Já em Feira de Santana, na sede do Sindicato, aconteceu o tradicional Café com os Bancários.  Na última sexta-feira (25), nas dependências do Clube dos Bancários, ocorreu um happy-hour com a participação dos cantores Jedson Pacheco (Voz e Violão) e Allan Emanuel (Acústico) que agradaram em cheio a todos que se fizeram presentes. Também integrando as homenagens ao Dia do Bancário, neste domingo (27), a entidade sindical promoveu a Corrida do Bancário, contando com um número ainda maior de atletas, tanto integrantes da categoria, como convidados.

O Sindicato de Jequié programou várias atividades para homenagear a categoria. Foram realizados momentos de confraternização em Jaguaquara, na semana passada, em Jequié, na segunda-feira (28), às 19h, em O Cangaço Café; e, em Ipiaú, nesta quarta-feira (30), na AABB.

Além disso, foi lançado, na última sexta-feira (25), o livro Bancários, a luta nos Estados da Bahia e Sergipe, do bancário Euclides Fagundes Neves, comemorando também os 35 anos de refundação do Sindicato. No sábado (26), ocorreu o Desafio de Futebol Societé, com a disputa entre os bancários de Jequié e de Ipiaú, na AABB de Ipiaú. Nesta terça-feira, finalizando as comemorações, promoveu a palestra “Reforma trabalhista e seus impactos”.

História

No dia 28 de agosto é comemorado o Dia do Bancário. Essa data foi escolhida devido à luta desses profissionais na conquista por melhores condições de trabalho. A história dessa comemoração tem início em maio de 1951, quando os trabalhadores reivindicaram reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. Em contra-proposta, os patrões excluíram as duas últimas reivindicações e ofereceram reajuste parelho com os índices oficiais do custo de vida.

As diversas tentativas de negociação fracassaram e os trabalhadores desprezaram o que consideraram “gorjeta”. No dia 28 de agosto de 1951, os bancários realizaram uma assembleia que resultou na deflagração da greve, duramente reprimida. Após 69 dias de paralisação, a categoria conseguiu arrancar 31% de reajuste com os banqueiros.

A mobilização e paralisação da categoria bancária, foi a primeira realizada contra o decreto 9.070 da ditadura do Estado Novo, que proibia greves e movimentos sindicais dos trabalhadores, e acabou por marcar a data como uma comemoração dos trabalhadores bancários.

Portal CTB com Seeb e Feeb

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