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Qui, Jan

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Depois de mais dois dias de negociação com a Fenaban, os bancos novamente demonstraram desrespeito pelos trabalhadores, mantendo a proposta de 7% de reajuste, acrescido de abono de R$ 3.500 para este ano e a reposição da inflação mais aumento real de 0,5% para 2017. Em resposta, os bancários mantêm e reforça a greve em todo o Brasil até conquistar uma proposta melhor.

Nesta quinta-feira (29), vigésimo quarto dia de paralisação, em Sergipe permanecem 202 agências fechadas. Já na Bahia são 953, sendo na base do Sindicato da Bahia, 505; de Vitória da Conquista, 70; de Feira de Santana, 34; de Ilhéus, 31; de Irecê, 44; de Jacobina, 28; de Jequié, 30; de Itabuna, 39; de Camaçari, 21; de Barreiras, 60; de Juazeiro, 29; e Extremo Sul, 62.

Na próxima segunda-feira, dia 3 de outubro, os sindicatos realizarão assembleias para debater e organizar os rumos do movimento. A greve deste ano já entrou para a história com o maior número de agências com as atividades paralisadas e a tendência é de aumentar ainda mais, em virtude da crescente insatisfação dos bancários com os bancos.

Principais reivindicações dos bancários

Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.

PLR: 3 salários mais R$8.317,90.

Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).

Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.

13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

A greve dos bancários deste ano é a terceira mais longa desde 2004, quando o movimento durou 30 dias. A paralisação por tempo indeterminado completa, nesta quarta-feira (28/09), 23 dias com mais de 13 mil agências fechadas em todo o país.

A segunda maior greve dos últimos anos, em 2013, durou 24 dias. No ano passado, os bancários pararam por 21 dias.

Com a negociação agendada para logo mais, às 15h, serão 10 rodadas e os bancos não aceitam nem sequer repor as perdas dos trabalhadores. Oferecem reajuste de apenas 7% para salários e benefícios. A inflação do período (setembro de 2015 a agosto de 2016) fechou em 9,62%.

Fonte: Feeb

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