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Diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde da Bahia (Sindsaúde-Ba), servidores e pacientes do Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), no Pau Miúdo, participaram de uma manifestação com passeata pelas ruas do bairro e realizaram um abraço simbólico contra a privatização da unidade, nesta segunda-feira (5/12). Os manifestantes deliberaram a realização de uma carreata nesta terça-feira (6/12), a partir das 8h, com saída do HEOM até a governadoria, onde será entregue um documento solicitando a revogação do ato. A manifestação também contou com a participação de representantes do Fórum de Entidades de Trabalhadoras (es) da Saúde do Estado da Bahia e o Conselho Municipal de Saúde de Salvador.

A privatização do HEOM foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (2/12), através da resolução n º44/2016. A decisão unilateral da Sesab propõe a privatização com a implantação da gestão via Organização Social. O Sindsaúde-Ba critica o projeto por entender que o HEOM precisa ser fortalecido e não privatizado. O sindicato questiona também o fato do secretário Fábio Vilas-Boas ter tomado mais uma atitude arbitrária sem levar a discussão para o Conselho Estadual de Saúde (CES), para discutir com trabalhadores e usuários do hospital.

“Esse movimento é para preservar e proteger o passado, o presente e o futuro deste hospital. Toda população usuária sofrerá as consequências desse ato intempestivo inconsequente e irresponsável do governo do estado, que assume uma postura radical em privatizar essa unidade sem passar em nenhum momento por uma discussão entre os trabalhadores e sem passar por uma discussão no Conselho Estadual de Saúde”, criticou o presidente do Sindsaúde, Silvio Roberto dos Anjos e Silva.

Referência no tratamento de doenças pulmonares, como tuberculose, asma, fibrose cística e gripes, o HEOM vive uma crise com o desabastecimento de medicamentos e insumos, e o esvaziamento de internações nos últimos meses. De acordo com servidores da unidade, atualmente estão sendo atendidos apenas 90 leitos, enquanto a capacidade total é de 217 leitos. O sucateamento do hospital foi uma medida do Governo do Estado para justificar a política de privatização, que há décadas resulta no enfraquecimento do SUS.

O diretor do Sindsaúde-Ba e presidente do Conselho Municipal de Saúde, Djalma Rossi, alertou que a entidade também estão acompanhando as denúncias feitas por servidores e usuários sobre o possível fechamento da Unidade de Emergência de Saúde, em São Caetano, privatizada pelo Governo do Estado e gerida por uma Organização Social. O fechamento estaria sendo previsto para ocorrer no dia 30 de dezembro.

Fonte: Sindsaúde-BA (Fotos: João Ubaldo)

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