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Trabalhadores de toda a Bahia estão mobilizados na greve geral desta sexta-feira, 28 de abril. Desde o início da manhã, tem vias interditadas em várias regiões do estado, os ônibus do transporte coletivo não circulam nas principais cidades e diversas categorias estão com as atividades paralisadas em protesto contra a terceirização, a reforma trabalhista e a reforma previdenciária.

Estão acontecendo greves e manifestações na capital Salvador e nas cidades de Irecê, Camaçari, Itabuna, Guanambi, Caitité, Jequié, Ipiaú, Ilhéus, Jacobina, Madre de Deus, Xique-Xique, Feira de Santana, Lauro Freitas, Alagoinhas, Simões Filho, Juazeiro, Brumado, Paulo Afonso, Barreiras, Porto Seguro, Itagimirim e Belmonte.

Em Salvador, os ônibus não circulam, as escolas e os bancos estão fechados e o comércio funcionam parcialmente apenas em alguns pontos. Além disso, há manifestação na região do Iguatemi, com o fechamento das vias e também na Avenida Sete de Setembro.

"Até o momento, a greve cumpriu o seu papel de paralisar as atividades da indústria, do comércio, do transporte e também parte do serviço público. O que temos é a adesão de diversas categorias de diferentes setores ao movimento, resultando em ruas e centros comercias vazios. Muita gente participou da greve, ficando em casa nesta sexta-feira. Os protestos realizados até o momento também tiveram uma grande adesão. Isso mostra que o povo entendeu a importância da greve, que é a maior que fazemos desde 1984", avaliou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

Repressão contra os manifestantes

Mesmo com manifestações pacificas os trabalhadores e movimentos sociais sofreram com a repressão policial no município de Lauro de Freitas, quando a Polícia Militar usou balas de borrachas para dispersar o protesto dos trabalhadores.

Em Salvador, seguranças da CCR Metrô Bahia - concessionária responsável pelo Sistema Metroviário de Salvador usou de violência para expulsar jovens e trabalhadores, mobilizados pela greve, que gritavam palavras de ordem na estação Iguatemi.

Os seguranças da estação, armados, foram orientados a lançar bombas e gazes contra os manifestantes, protagonizando cenas de selvageria, segundo as pessoas que assistiram à perseguição. Ao correrem dos profissionais da segurança, alguns dos estudantes e trabalhadores caíram e chegaram a ser pisoteados pelo restante do grupo em fuga.

O ato foi repudiado pelas centrais e as Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo, que ressaltaram o caráter pacífico e legítimo da manifestação em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

Por Eliane Costa, da CTB-BA

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