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Sáb, Maio

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A defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas levou cerca de 30 mil pessoas ao Centro de Salvador na tarde desta sexta-feira (10/6), para participar de uma grande caminhada, que saiu do Campo Grande e seguiu até a Praça Castro Alves. Os gritos de "fora Temer" e "volta querida" ecoaram durante todo o percurso, despertando a curiosidade e a solidariedade de motoristas e trabalhadores das lojas e escritórios.

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Em cima dos três trios elétricos, lideranças sociais e políticas se revezavam ao microfone para explicar os motivos da manifestação e convidar a população a participar da luta para derrotar o golpe e reestabelecer o mandato da presidente Dilma Rousseff, que foi afastada do cargo mesmo sem que tenha cometido nenhum crime de responsabilidade.

Organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o evento contou com a presença do ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, que conclamou os movimentos sociais a manter a unidade em torno da luta em defesa da democracia. "É muito importante mantermos nossa unidade em torno da única presidente legitima do Brasil: Dilma Rousseff. O que nós vimos na Câmara e na admissibilidade no Senado, não é um processo de impeachment, mas uma eleição indireta. O que estamos vendo é volta dos derrotados nas últimas eleições, que visam impedir não apenas a presidente Dilma, mas a continuidade de um projeto que garantiu importantes avanços sociais no Brasil", disse.

Wagner reforçou a necessidade de manter a mobilização nas ruas para conquistar os votos que faltam para derrotar o impeachment no Senado e reestabelecer a democracia. "Vamos continuar nas ruas mostrando para o povo que o golpe é contra os direitos sociais e trabalhistas e que atinge todo mundo. Assim vamos mudar a situação".

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A senadora Lídice da Mata (PSB), as deputadas federais Alice Portugal (PCdoB) e Moema Gramacho (PT), o ex-presidente da Agencia Nacional de Petróleo Haroldo Lima e o presidente do PCdoB na Bahia, deputado Daniel Almeida, também participaram da caminhada. O ato contou ainda com lideranças do PSol, PCO, CTB, CUT, Intersindical, PT, PCdoB e PSB, além de militantes de diversos sindicatos e segmentos do movimento social organizado.

Do alto do trio, a vice-presidente da CTB Bahia, Rosa de Souza, ajudou a comandar a caminhada. "Nós estamos aqui hoje para denunciar as ameaças que este governo ilegítimo traz para os trabalhadores, em especial para as mulheres. Nós não vamos aceitar a retirada de nenhum dos nossos direitos tão duramente conquistados. Vamos continuar nas ruas denunciando e resistindo ao golpe", ressaltou.

"Este ato é o ponto de partida para retomar as ruas. A população está começando a perceber que o golpe não é contra a presidente, mas contra a democracia e os trabalhadores. O que este governo quer é retirar os nossos direitos e isso não vamos aceitar", completou o diretor de Comunicação da CTB e presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza.

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Por Eliane Costa

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