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Dom, Dez

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Com o lema "Resistir é criar, resistir é transformar", o Fórum Social Mundial 2018 começa nesta terça (13) e vai até o sábado (17), em Salvador. Deve reunir cerca de 60 mil pessoas de 120 países, com participação de centenas de entidades e organizações de todo o mundo.

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa do evento e estará representada pelo time de dirigentes da CTB-Bahia e pelo presidente nacional da central, Adilson Araújo, e o secretário de relações internacionais, Nivaldo Santana.

O fórum sediará na quinta-feira (15) uma nova edição do Encontro Sindical Nossa América (ESNA) - o último ocorreu no Uruguai, em 2016. O ESNA é formado por dirigentes sindicais dos países latino-americanos. Santana participa da reunião, que deverá atualizar o debate de conjuntura e discutir o plano futuro do grupo, 

Toda a cidade de Salvador estará mobilizada para receber as atividades da agenda do fórum, que envolverá o campus Ondina da Universidade Federal da Bahia, o Parque do Abaeté, em Itapuã, o Parque São Bartolomeu, no subúrbio, e vários outros locais da capital.

Representantes de entidades de países como Canadá, Marrocos, Finlândia, França, Alemanha, Tunísia, Guiné, Senegal, além de países Panamazônicos e representações nacionais já confirmaram presença no evento, entre eles, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; a presidente da Fundação Franz Fanon, Mireille Fanon Mendés; o filósofo do Congo, Godefroid Ka Mana Kangudie; Francine Mestrum, da Justiça Global Social, entre outros.

A edição do FSM 2018 foi organizada para contribuir e ampliar a mobilização e a articulação das resistências entre si, com eixos temáticos eleitos em consultas nacionais e internacionais, entre eles “Comunicação e Mídia Livre”, “Migrações” e “Vidas Negras Importam”. Mais informações no site www.fsm2018.org.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórico

O Fórum Social Mundial nasceu em 2001 por iniciativa de organizações e movimentos sociais que, a partir de uma proposta inicial, se auto-convocaram e mobilizaram para um grande encontro em Porto Alegre, em contraposição ao neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico Mundial, que ocorria ao mesmo tempo em Davos, na Suiça.

Os acontecimentos mundiais que sucederam ao primeiro FSM chocaram-se com os anseios de paz da humanidade. No mesmo ano 2001 vieram abaixo as Torres Gêmeas. 

E em nome de combater o terrorismo, o Ocidente capitaneado pelos EUA passou a justificar novas guerras e semear novas formas de terror, a estigmatizar povos inteiros por suas etnias e culturas e a perseguir violentamente os imigrantes. Armou-se sem hesitar para combater justamente a diversidade que o FSM nasceu para celebrar.

Contra tudo isso, as lutas reunidas no FSM conseguiram impulsionar mudanças e apontar caminhos. hoje seriamente ameaçados. Na América Latina, em especial, foram possíveis experiências mais democráticas, de ascensão de forças populares, de indígenas e trabalhadores, ou mais progressistas, aos governos. E contra as quais também se organizaram todas as forças conservadoras.

Com as primeiras edições em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), o FSM percorreu o mundo com encontros em Mumbai, Caracas, Karashi, Bamako, Nairobi, Belém, Dacar, Tunis e Montreal. Além de edições temáticas, regionais, continentais.

Ao norte da África, a construção de duas edições mundiais foi parte dos acontecimentos da chamada Primavera Árabe. No Canadá, teve pela primeira vez sua realização em um país do norte, com forte protagonismo da juventude.

O FSM volta ao Brasil após uma fase de intensos debates sobre o futuro das lutas sociais e do próprio processo FSM, com a perspectiva de servir aos movimentos de resistência contra o avanço das forças neoliberais e suas investidas contra as jovens democracias na América Latina.

Fonte: site Fórum Social Mundial 

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