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Entidades do movimento social e popular de Salvador realizaram uma manifestação na tarde desta  quinta-feira (5/5), no Campo Grande, para denunciar a manipulação e as mentiras difundidas pela grande mídia , em especial a Rede Globo, contra a presidente Dilma Rousseff. A atividade é parte do Dia Nacional de luta contra o golpismo midiático convocado pela Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

“Precisamos mostrar á sociedade quem é esta imprensa que mente, manipula e omite informações de acordo com os seus interesses. Temos que fazer o povo entender que esta mesma imprensa dá todo espaço à direita, ao mesmo tempo em que  silencia a esquerda e criminaliza os movimentos sociais. Precisamos denunciar também a concentração da mídia no Brasil, o que não acontece em outros países. Aqui apenas sete famílias controlam todos os meios de comunicação, decidindo o que será visto por todos os brasileiros”, denunciou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira.

Aurino reforçou ainda a necessidade de manter a mobilização nas ruas para barrar o golpe e suas consequências. “A luta é árdua, longa e intensa e vai precisar de todos os brasileiros que entendem a importância da democracia. Precisamos continuar a nossa luta e fazer uma grande mobilização nacional na próxima terça-feira, 10 de maio, véspera da votação do pedido de impeachment no Senado. Só assim venceremos o bloqueio da mídia e conseguiremos alerta o povo brasileiro sobre o que está em jogo com esse golpe do impeachment sem crime”.

protesto contra midia2

O coordenador do FNDC na Bahia, Jonicael Cedraz, também reforçou a importância das manifestações populares contra o monopólio da mídia, ressaltando as semelhanças entre os fatos atuais e os que antecederam o golpe militar em 1964. ”Este momento está muito parecido com 1962 e 1963, quando o imperialismo americano fomentou o golpe contra a democracia no Brasil. Hoje este papel é da grande mídia, que tenta a todo o custo evitar a ascensão dos trabalhadores socialmente. Hoje o golpe não é militar, mas da mídia, do Legislativo e Judiciário. Mas isso não muda sua essência, que é o fato de ser um golpe”, disse.

Para a dirigente do Centro de Mídias Alternativas Barão de Itararé, Julieta Palmeira, o ato desta quinta-feira marca a luta da Bahia contra o monopólio da mídia e o golpe. “Esta é a segunda manifestação popular contra a mídia golpista no estado. Isto é muito importante, pois manifestações como estas são raras em nosso país. Este mobilização é fruto do momento em que vivemos e reforça a necessidade de completarmos a nossa democracia, fazendo as reformas estruturais necessárias, que inclui a democratização da comunicação”, reforça.

Por Eliane Costa - CTB Bahia

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