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O auditório do Hotel Sol Vitoria Marina ficou pequeno para as centenas de sindicalistas que quiseram participar do Seminário Estadual sobre Reforma da Previdência realizado pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Estado da Bahia (CTB-BA), nesta quinta-feira (15), em Salvador.

O evento, que se encerra nesta sexta-feira (16), foi aberto oficialmente por Aurino Pedreira, presidente da CTB Bahia, que ressaltou a importância de aprofundar o debate sobre o tema no atual cenário político do país. "Os trabalhadores e trabalhadoras devem se unir, lutar para proteger o que já foi conquistado", afirmou.

A mesa de abertura foi composta por Adilson Araújo presidente nacional da CTB, Daniel Almeida deputado estadual e presidente do PCdoB da Bahia, Aurino Pedreira Presidente da CTB Bahia, Cedro Silva presidente da CUT-BA, Haroldo Lima cientista político, Inalba Fontenelle secretária de formação da CTB Bahia e pela Deputada Federal e candidata a prefeita de Salvador Alice Portugal.

Após breve fala dos convidados participantes da mesa, o presidente da CTB Nacional, Adilson Araújo disse que a CTB tem protagonismo importante, pois têm apoio dos Sindicatos e de sua base de trabalhadores/as. Araújo, afirmou que a CTB se preocupa em envolver a base nas discussões para que tenha informações e conhecimento dos seus direitos e assim tenham mais consciência da importância da unidade e da luta. “Trabalhadores e trabalhadoras devem, sempre que possível, devem participar de eventos como o que hoje”, afirmou.

No período da tarde, os trabalhos iniciaram com a contribuição de Pascoal Carneiro, secretário da Previdência, Aposentados e Pensionistas da CTB, que alertou para as mudanças que poderão retirar direitos dos trabalhadores, inclusive os que estão em auxilio doença pelo INSS. “Tais medidas serão incentivadas pelo governo, onde ele pagará aos peritos um valor por produtividade para que façam os trabalhadores voltarem para o trabalho sem se preocupar, se de fato o segurado está em condições de trabalhar”, ressaltou Pascoal Carneiro.

Segundo Pascoal, a intenção é privatizar a Previdência Pública para assim, fortalecer as Previdência Privadas. Se o trabalhador não for pra rua não terá aposentadoria pois seus direitos serão retirados.

Dando seguimento às palestras o Sr. Vilson Antônio Romero (ANFIP), abordou a falsa ideia da falência da Previdência Pública. “Sejamos mais claros: o governo desvia parte do orçamento público com a finalidade de efetuar o pagamento da dívida pública, gerando um déficit da previdência, inexistindo insuficiência de arrecadação, pois devido às diversas fontes, há superávit, que some pelo literal desvio do governo para arcar com seus gastos desenfreados”, afirmou o especialista.

Desta forma, o que se constata, mediante a análise das receitas, é que o Estado mascara a sua prática com o intuito de atender os seus interesses políticos e o dos estrangeiros.

Vilson destacou também a necessidade de organização dos trabalhadores. Disse: "se os trabalhadores não se unirem em torno de suas Centrais e Sindicatos, ficarão fracos para defender seus direitos".

Na última mesa do dia, o advogado Daisson Portanova falou sobre a Reforma da Previdência e seus aspectos jurídicos. O consultor afirmou que a luta da classe trabalhadora nos embates sociais, deve ser na rua, e também na busca de conhecimento e informação. E”ssas serão as nossas armas para vencer as batalhas que já estão postas e ainda estão por vir”, disse Daisson Portanova ao destacar é necessário conhecer as leis e nos engajar na ação.

Para Portanova, o governo deixou claro que irá acabar com as aposentadorias especiais e se nós não formos para o fronte seremos atropelados por retirada de direitos conquistados ao longo de muito tempo e muitas lutas.  “A luta é do povo brasileiro, do homem trabalhador, das mulheres que têm tripla jornada de trabalho, dos jovens que começaram cedo a contribuir e que podem ter ser direito cerceado e não conseguir se aposentar com qualidade de vida, após anos de trabalho”, completou.

Ao final, a dirigente da CTB Marilene Betrus da APLB Sindicato alertou para a necessidade de reproduzir para a base o tema do Seminário, convocando a base a se apropriar das informações e assim se manter forte e juntos.

Por Karina Tourinho, de Salvador

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