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Qui, Jan

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Uma grande manifestação pública reunindo mais de 700 educadores e outros servidores municipais de Salvador, de diversas categorias, tomou as ruas da capital soteropolitana na segunda-feira (16). 

O Ato Conjunto dos Servidores Municipais foi promovido pela APLB-Sindicato e o SINDSEPS e saiu em caminhada até o Shopping Bahia, interditando algumas grandes vias da cidade. 

Em greve há sete dias, os servidores da rede municipal de educação realizaram uma assembleia nesta terça (17), para elaborar uma contraproposta à prefeitura, com suas reivindicações.

Entre outros pontos, a categoria pede reajuste no salário e no auxílio-alimentação, eleições diretas para diretor de escola, concurso público e melhorias nas condições de trabalho. A prefeitura ofereceu 2,5% aos educadores, que estão pedindo 12,4%.

"A greve é justa", afirma a secretária nacional de Políticas Educacionais e integrante da diretoria da APLB-Sindicato, Marilene Betros (foto acima). "Estamos lutando pela manutenção de nossos direitos, pelo cumprimento de nossa data-base, que é em maio, e colaborando ao máximo para a retomada das negociações", diz a dirigente.

A assembleia de hoje decidiu pela continuidade e fortalecimento do movimento grevista e a realização de atividades em regiões da cidade para mobilizar e informar a comunidade escolar. "A aprovação das propostas foi feita por unanimidade e a adesão ao movimento vem crescendo, com mais de 50% da categoria parada", diz Marilene.

Conheça as principais causas da greve, segundo a APLB-Sindicato: 

Há três anos a categoria não tem reajuste salarial, nem reajuste no auxílio alimentação;

Há quatro anos que os direitos dos trabalhadores em educação vêm sendo desrespeitados e um exemplo disso, é a não concessão de mudança de nível. O que significa que não estão recebendo salários de acordo com a sua qualificação;

O prefeito não convoca eleição para diretor de escola, que deveria ter acontecido no ano passado, emperrando o processo democrático nas escolas.

Algumas categorias estão há três anos sem nenhum reajuste. Uma nova assembleia dos educadores acontece na próxima sexta-feira, às 9h, no Ginásio dos Bancários, para definir os rumos do movimento. 

Portal CTB 

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