Sidebar

19
Sex, Jul

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Cerca de 1,8 mil funcionários da empresa Pirelli, em Feira de Santana, Bahia, estão em greve desde o último domingo (19). 

De acordo com Florisvaldo Campos, diretor do Sindboracha, sindicato que representa a categoria, os trabalhadores pararam as atividades diante da dificuldade de negociar com a empresa. “A empresa não está aceitando negociar a data base, que é agora em junho. Na verdade a empresa até veio negociar, mas está oferecendo propostas muito aquém do que é de direito. Tivemos algumas reuniões com a empresa e assembleias com os trabalhadores, e eles rejeitaram a proposta da empresa e paralisamos todas as atividades da fábrica”, disse o sindicalista.

Florisvaldo disse que a Participação nos Lucros Reais (PLR) da Pirelli, do ano passado foi dez de mil reais para cada trabalhador, pagos em duas vezes no ano, sendo 80% do valor na primeira parcela. O sindicato pede 13 mil reais este ano, além da inflação e ganho real.

“Mas a empresa vem com uma proposta ridícula de cinco mil reais de PLR, muito abaixo do que foi no ano passado, e reajuste de 7% parcelado em duas vezes, quando a categoria reivindica o 9,82%. Ela também está querendo mudar nosso acordo de um ano para dois anos, para fracionar aumentos”, explicou.

De acordo com Florisvaldo, outras fábricas da Pirelli no Brasil também entrarão em paralisação. Ele destacou que o setor de pneumáticos está crescendo, apesar da crise econômica no país, e a Pirelli é líder no mercado, exportando inclusive para o México e Estados Unidos.

A paralisação é por tempo indeterminado até que a empresa negocie com os trabalhadores, apresentando propostas que possam ser aceitas pela categoria.

Portal CTB

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.