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Um ato político marcou o lançamento da campanha salarial 2017 dos servidores públicos do Estado de Sergipe. O evento, que aconteceu hoje pela manhã (18) na sede do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), foi organizado pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE) e sete sindicatos de diversas categorias – auditores fiscais, enfermeiros, trabalhadores do serviço público estadual, servidores da Saúde, condutores de ambulâncias do Samu, policiais civis e trabalhadores da Emdagro.

Durante o lançamento, os dirigentes sindicais ressaltaram que estão há quase cinco anos sem reajuste salarial, acumulam uma perda superior a 30% e encontram dificuldades em negociar com o governo do Estado. “Se o governador Jackson Barreto se negar a receber os representantes dos servidores para negociar, como tem sido ao longo dos anos, nós vamos nos articular e vamos paralisar as nossas atividades”, alertou Shirley Morales, presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado (Seese-SE).

Unidade

O diretor do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Luís Borges, também defendeu uma greve geral do serviço público estadual e a unidade de todos para fortalecer o movimento reivindicatório. Paulo Pedrosa, presidente do Sindicato do Fisco (Sindifisco), disse que o governo não prioriza a folha de pessoal e não repõe a inflação que corrói os salários. “A receita corrente líquida do Estado cresceu no mesmo patamar da inflação, algo em torno de 30%, mas os salários estão congelados. Nem mesmo quando o governo recebeu o dinheiro da repatriação, os salários foram reajustados ou pagos em dia”, salientou Pedrosa.

Salário mínimo

Além da reposição salarial, os dirigentes sindicais criticaram os baixos salários pagos pelo do Estado. “Há milhares de servidores que ganham menos que um salário mínimo e, frequentemente, saem de casa para trabalhar sem ter o que comer. O governo não negocia e ainda persegue os trabalhadores”, disse Diego Araujo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Estado (Sintrase).

Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sintasa), exigiu respeito e assegurou que, se não houver negociação, os trabalhadores irão às ruas denunciar o descaso do governo. Esses mesmos servidores esperaram quase cinco anos pela reposição. “Mas paciência tem limite. Quando vemos o governo promover anistia fiscal, contratar cargos comissionados e abrir mão de multas, negando nossos direitos, chega a hora de dar um basta”, salientou Paulo Alves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Emdagro (Sinter-SE).

Empobrecimento

Para Ivânia Pereira, presidenta do Sindicato dos Bancários (Seeb-SE) e secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Nacional, é preciso garantir a reposição da inflação que está empobrecendo os servidores estaduais.
As lideranças sindicais defenderam a ampliação da campanha salarial para que outras categorias ingressem no movimento reivindicatório. “Estamos apenas começando. Os servidores precisam ser melhor remunerados. Então, vamos fortalecer nossa campanha para que ela seja vitoriosa”, enfatizou Edival Góes, presidente da CTB-SE.

Após o lançamento, uma comissão de dirigentes sindicais foi até o Palácio de Despachos do Governo do Estado para protocolar um pedido de audiência com o governador Jackson Barreto.

Niúra Belfort - CTB-SE