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Em entrevista ao Jornal da CTB, a presidenta da CTB Amazonas, Isis Tavares, faz amplo balanço das lutas pelo estado e aponta os desafios da central na atual conjuntura.

“A CTB comprova seu compromisso e cumpre um papel fundamental na resistência da classe trabalhadora”, afirma a dirigente. Confira:

Jornal da CTB - A CTB-AM trava importante luta contra as reformas. Qual o saldo destas lutas?

Isis Tavares: Com o desmonte do estado após o golpe de 2016, a nossa Central tem papel fundamental pra a resistência dos trabalhadores e das trabalhadoras. Destaco o esforço da CTB para a construção da unidade das Centrais na resistência e enfrentamento às reformas, PEC do congelamento de gastos públicos, reforma trabalhista e reforma do ensino médio e que com muita organização barrou a Reforma da Previdência e a Privatização do Setor Elétrico.

Jornal da CTB - O ano de 2018 é visto como central para uma mudança no Congresso. Como a CTB se posiciona?

Isis Tavares: É importante lutarmos pela realização das eleições diretas e democráticas e o direito do presidente Lula ser candidato. Mais importantes que tenhamos candidaturas de trabalhadores e em especial de trabalhadoras classistas.

O estudo da OIT "Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo – Tendências para Mulheres 2017," aponta que a diminuição das diferenças de gênero no mercado de trabalho poderia aumentar o PIB brasileiro em 3,3%, ou 382 bilhões de reais, e acrescentar 131 bilhões de reais às receitas tributárias.

Mas para isso, é preciso reduzir em 25% a desigualdade na taxa de presença das mulheres no mundo do trabalho até 2025. Sabemos da subrepresentatividade das mulheres nos espaços de poder e decisão. O parlamento é o mais emblemático.

Penso que nossa tarefa é lançar uma grande campanha de estímulo e apoio à candidaturas de mulheres trabalhadoras classistas para que tenhamos visibilidade na luta por trabalho igual, salário igual e que ISO seja tratado como projeto de desenvolvimento como nos mostra o estudo da OIT.

Jornal da CTB - Nestes 10 anos a CTB cresceu. Qual o saldo da luta no Amazonas?

Isis Tavares: A primeira entidade a se desfilar da CUT e filiar à CTB foi o Sinteam. Ao longo desses 10 anos, tivemos filiações de sindicatos de categorias importantes: Vigilantes, Urbanitários, Rodoviários, Transportes Especiais, Trabalhadores do Fisco, Rurais de Canutama, Farmacêuticos, Transporte de Cargas, além dos importantes núcleos como petroleiros, metalúrgicos, servidores do ensino superior, policiais civis.

A CTB Amazonas cresceu mesmo com a dificuldade logística de deslocamento e acompanhamento dos 62 municípios nosso estado, uma grande parte de difícil acesso. A CTB Amazonas esteve firme na luta contra o golpe desmonte do estado brasileiro e fomos determinantes para a construção da unidade das centrais e movimentos sociais como um todo, nas lutas nacionais e locais.

Destacamos o dia Nacional contra a Reforma da Previdência de 28 de abril de 2017, que foi o maior ato do Amazonas com cerca de 50 mil pessoas, que de tivemos protagonismo político na articulação, organização e condução.

Neste dia também realizamos a abertura do 4 Congresso Estadual da CTB que renovou a direção da nossa Central. Consideramos os espaços nacionais e internacionais de debates como espaços fundamentais de formação e organização. Tivemos representação nas delegações dos dois últimos Congressos da FSM e duas edições do ESNA.  Levamos nossas bancadas aos Congressos Nacionais da CTB e Palestras, Seminários e Marchas promovidos.

Estivemos presentes na greve vitoriosa da educação e dos rodoviários e nas greves nacionais dos petroleiros e Urbanitários. Temos representação nos conselhos de acompanhamento e controle social do nosso estado da educação, saúde, MPT, e Conselho Estadual dos direitos da Mulher. Estamos articulando com a Secretaria de Mulheres, a organização de coletivos para envolver e empoderar mais mulheres trabalhadoras nas suas categorias profissionais.

Como todas as entidades classistas, a CTB enfrenta as consequências do ataque ao movimento sindical, com a reforma trabalhista e a campanha de desqualificação e criminalização das suas entidades e suas lideranças.

Sabemos que para combater essa conjuntura adversa precisamos entender não só o presente. Mas fundamentalmente, entender a nova revolução no mundo do trabalho que se apresenta para organizar a luta. A luta continua! E CTB Amazonas está firme na luta!

Joanne Mota - Portal CTB

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