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Qui, Mar

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Pela terceira vez consecutiva, vislumbrando uma derrota iminente, as chapas opositoras conseguiram barrar o processo eleitoral no Sindicato dos Rodoviários do Pará, ocorrido no dia 29 de abril. A decisão foi tomada na segunda-feira (02), pelo desembargador do Trabalho, Gabriel Veloso Filho, e o Juiz Odemar Coelho dos Santos, titular da 14ª Vara do Trabalho de Belém. 

“Apesar de a Justiça ter pela terceira vez suspendido nosso pleito, não há como negar nossa vitória. Dos 1.770 votos contabilizados, 978 (55%) foram para a Chapa 1. Somando juntas, as outras três chapas concorrentes, se quer chegaram próximo a nós. A preferência dos trabalhadores e da categoria por nosso grupo é evidente e inegável”, destacou Cleber Rezende, vice-presidente da CTB Pará.

De acordo com os sindicalistas que compõem a Chapa 1, as constantes manobras são organizadas por grupos opositores para que as eleições do nosso Sindicato não aconteçam. “Todos sabem que cedemos aos pedidos das demais chapas e da Justiça, colocamos nosso regimento eleitoral de lado quando, por exemplo, retiramos as urnas itinerantes a pedido da Justiça. Estamos desde o início do processo cumprindo todas as ordens judiciais que chegaram ao Sindicato em respeito ao processo eleitoral e para que ele seja o mais transparente possível”, destacou o dirigente, ao revelar que foi solicitado, inclusive, o acompanhamento da justiça em todo o processo. 

Oposição não aceita a decisão da categoria

Quatro chapas participam do pleito e cerca de 1,8 mil rodoviários compareceram às urnas para eleger seus represnenantes. A Chapa 1 obteve 978 votos válidos, contra 154 da Chapa 2, 460 da Chapa 3, e 149 da Chapa 4. Evidenciando mais uma vez a preferência da categoria.

Para o representante da CTB, apesar de toda pressão e da indevida intromissão da justiça, que vem ferindo a liberdade e autonomia sindical, a apuração das urnas do dia 29 mostrou que a categoria quer terminar esse processo eleitoral e quer eleger o melhor para nossa categoria.

“A vitória da chapa 1, nas urnas mostrou que a categoria tem lado. A oposição tem medo e foge da eleição. Temos consciência de que todo o processo eleitoral foi tranquilo e sem interferências externas no seu resultado. Mostramos agora e vamos mostrar  quantas vezes forem necessárias. Não vamos desistir", afirmou o sindicalista.

Três derrotas, três apelações

Essa é a terceira vez que as chapas de oposição barram o processo eleitoral no Sindicato. No dia 23 de março foi realizada a eleição. O pleito, porém, foi suspenso depois que chapas denunciaram irregularidades em relação a identificação dos votantes e fiscalização das urnas.

No dia 20 de abril chapas de oposição fizeram protestos e interditaram o trânsito na capital, sob ameaça de greve caso a eleição não fosse reagendada e fiscalizada.

Após uma reunião entre os quatro candidatos à presidência, ficou definido regras e o reagendamento da eleição para o dia 29 de abril. No dia da votação, porém, chapas de oposição denunciaram novas irregularidades e, novamente, a eleição foi suspensa.

Cinthia Ribas com CTB Pará

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