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ctb-pa_qualificacaoNo dia 25, as Centrais Sindicais no estado do Pará reuniram com o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, acerca da necessidade de ampliar os recursos destinados a qualificação profissional no estado do Pará.

O presidente da CTB Pará, Marcão Fonteles, falando em nome das Centrais Sindicais alertou sobre o processo de desenvolvimento em curso no estado do Pará, alicerçado em grandes projetos de mineração, metalurgia, energia e agrários, que irão gerar nos próximos 4 anos, cerca de 180 mil novos empregos diretos e formais e, ao mesmo tempo, um quadro em que não existe recurso para qualificação dos trabalhadores para essas atividades produtivas. O recurso previsto é insuficiente para mais de 15.000 trabalhadores.

A manutenção desse orçamento levará a uma importação de mão de obra e sujeitará ao povo paraense a permanecer como almoxarifado para elites nacionais e internacionais e a tarefa de cavar buraco. O Marcão afirmou que os grandes projetos que estão sendo implantados acabam optando por profissionais de outros Estados em detrimento da mão de obra local, devido a falta de formação adequada dos profissionais paraenses.

As Centrais Sindicais questionaram sobre a necessidade de se ampliar a destinação de recursos do CODEFAT ao Estado para qualificação do trabalhador.

A mesa da reunião foi composta pelo Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, Roberto Sena, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT), e Odair Correa, superintendente regional do trabalho, no Pará.

Inicialmente foi mostrado ao Ministro trabalho das centrais sindicais que aponta índices positivos de geração de emprego, pelo Roberto Sena, que explica que o Pará gerou cerca de 24 mil postos de trabalho apenas no primeiro semestre e a expectativa do departamento é que até o fim do ano sejam criados mais 25.

O ministro afirmou que o Estado está acompanhando esse ritmo de crescimento do Brasil e nos estados, e preocupa-se com as mazelas sociais existentes e que são alvos de programas do governo federal. Ele informou que o MTE tem liberado recursos no valor de R$ 22 milhões para o Governo do Estado aplicar em qualificação profissional, equivalendo a 10 mil pessoas, sendo 5 mil ao Governo do Estado e 5 mil diretamente aos municípios. Solicitou que “as Centrais Sindicais pudessem fiscalizar a aplicação desses recursos”, destacou.

O quadro no Pará é tão grave que Roberto Sena afirmou que é grande a dificuldade que as empresas encontram na hora de contratar um profissional local. “Cerca de 25% das vagas ofertadas não são preenchidas por falta de qualificação”.

O representante da CTB esclareceu ainda a necessidade de que o Ministério do Trabalho acelere a estruturação física e de pessoal da Superintendência Regional do Pará, com cerca de 40% de necessidade de pessoal e funcionando sem a estrutura necessária. Inclusive na urgente ampliação das atividades da SRT Pará nos municípios de maior demanda, como Altamira (PA).

Ao final do encontro foi entregue ao ministro Carlos Lupi uma carta, assinada pelas centrais sindicais Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), FORÇA SINDICAL, Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Com reivindicações das categorias e propostas para investimento.

Termo prevê repasse de recursos para qualificação para 10 mil jovens no Pará, pelo Projovem.

A presença do Ministro Carlos Lupi em Belém foi definida a partir de demanda das centrais Sindicais e também para dar posse ao novo titular da Superintendência Regional do Trabalho, Odair Côrrea.

Na cerimônia de posse evento, o ministro Lupi assinou termo de compromisso com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho Emprego e Renda (Seter), para liberação de R$9 milhões que serão aplicados na retomada do Projovem Trabalhador, que deve preparar 5 mil jovens de 30 municípios para o mercado de trabalho. E informou que outro montante igual será repassado diretamente aos municípios para promover ações de qualificação do jovem trabalhador, esclarecendo que “contribuem para o reconhecimento e valorização dos direitos humanos e a redução das desigualdades sociais. O governo ainda vai entrar com uma contrapartida de mais de R$ 8 milhões”, disse Júnior Hage, titular da Seter.

O secretário declarou que em 30 dias será assinado o convênio de cooperação técnica-financeira para execução do ProJovem. Podem participar jovens desempregados entre 18 e 29 anos, membros de famílias com renda per capta de até meio salário mínimo. Eles vão receber auxílio mensal durante 6 meses, mediante comprovação de frequência nos cursos.

Apesar dos avanços tem retrocesso

Parece até brincadeira , mas é verdade. Mesmo com toda a luta das Centrais Sindicais e DIEESE, depois de ida ao Governo, ao Secretário de Trabalho e um sem numero de reuniões e até encontro com o Ministro   na busca por recursos para a qualificação profissional em nosso Estado. A noticia que esta circulando é de que a Secretaria do Trabalho vai devolver todo o recurso que veio do CODEFAT  para investimento na qualificação em 2011  em nosso Estado, por falta de projeto. O que fazer agora?

Fonte: CTB-PA

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