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Em reunião o fórum das Centrais Sindicais no Pará, com a presença da OAB/PA e DIEESE-PA, nesta segunda-feira (14) na sede do DIEESE, as entidades sindicais (CTB, CUT, UGT, CSB, CSP/Conlutas, INTERSINDICAL, FORÇA SINDICAL, NCST, CGTB) definiram uma agenda de lutas contra os ataques a classe trabalhadora pelo governo de Jair Bolsonaro.
 
Os dirigentes debateram a conjuntura política identificando uma forte ofensiva contra os trabalhadores e trabalhadoras, aos interesses nacionais, ao ensino público, ao Estado laico, com as promessas das privatizações das estatais e bancos públicos, precarizações nas relações de trabalho, ofensiva contra a política de reajuste do salário mínimo, que estava previsto de R$ 1.006,00 no Orçamento de 2019, e foi reajustado em R$ 998,00.
 
O salário mínimo que é utilizado, inclusive, nas negociações para os reajustes salariais de muitas categorias profissionais, na avaliação das Centrais e do DIEESE, sua desvalorização prejudica a todos e à economia nacional, pois diminui o consumo e a circulação do dinheiro do país. Ressaltando, ainda, a defesa da Justiça do Trabalho.
 
A pauta principal da gestão de Bolsonaro passa a ser a Reforma da Previdência, o que exigirá das lideranças sindicais um esforço maior para impedir que a mesma seja aprovada.
 
Outras medidas negativas, na avaliação das organizações, estão à extinção do Ministério do Trabalho, bem como colocar o movimento sindical sob a supervisão do Ministério da Justiça, a criminalização das entidades sociais como MST  e MTST, ataques a população indígena para entrega das terras ao agronegócio, e as ideologias machistas, racistas, LGBTfobicas, e na educação para atrasar ainda mais a consciência da classe, ausência na pauta econômica do governo federal de uma política econômica de retomada do desenvolvimento nacional com geração de empregos.
 
Por fim os dirigentes ressaltaram a necessidade do movimento sindical, dos defensores dos direitos humanos e das organizações populares e sociais precisam construir a mais ampla unidade em defesa dos direitos trabalhistas, previdenciários, sociais e humanos, da democracia e da soberania nacional, formatando uma ampla jornada de lutas no Pará e no Brasil.
 
Na agenda foram definidos pontos unitários, como:

 

1. Construir e se somarem na luta em defesa da Justiça do Trabalho, com ato conjunto com a AMATRA, OAB/PA, no dia 21 de janeiro às 9h30min na sede do TRT 8ª Região, Praça Brasil – Belém;
2. Realizar seminário da Previdência Social, pelo conjunto das Centrais Sindicais, no dia 08 de fevereiro de 2019;
3. Buscar espaços nos meios de comunicações, rádio e TV, para colocar o debate da reforma de Previdência Social na visão da classe trabalhadora, bem como produzir material unificado de esclarecimento aos trabalhadores/as;
4. Realizar audiência, ainda em janeiro, com o superintendente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PA, para debate as questões da classe trabalhadora e as novas atribuições do órgão no Pará;
5. Realizar audiência, na primeira quinzena de fevereiro, com o governador Hélder Barbalho (MDB), para debater a política de desenvolvimento do Pará, a geração de empregos, a qualificação profissional, a criação do Conselho Estadual de Emprego do Estado, a defesa da estabilidade dos servidores públicos entre outras questões. Com divergência neste ponto, a CSP/Conlutas;
6. Dia 18/01 às 9h no Sintepp, reunião da comissão de organização do Seminário da Reforma da Previdência Social.
 
Agenda
 
Dia 16/01 reunião do fórum das entidades sindicais dos servidores públicos do Pará, às 9h na sede do SindSaúde;
 
Dia 16/01 às 9h, primeira audiência do Sintepp com a Seduc;
 
Dia 17/01 às 9h na Escola Cordeiro de Farias, assembleia geral do Sintepp;
 
Dia 04/02 campanha salarial do Senpa;
 
Dia 22/02 das 8 as 13h no Sindicato dos Bancários do Pará, seminário em defesas dos bancos públicos, contra as privatizações.
 
CTB Pará
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