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Ter, Mar

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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas do Munícipio de Barcarena/Pará (SindiQuímicos) obteve nova vitória para a categoria. O Sindicato conseguiu nova decisão judicial da Justiça do Trabalho que garante os postos de trabalhos e a reintegração de posse da categoria química na base da empresa norueguesa Hydro Alunorte no polo industrial em Barcarena no Pará.

Na decisão de ontem (28/02/2019) a justiça trabalhista determina que a empresa Hydro Alunorte reintegre os trabalhadores demitidos/dispensados desde 05 de abril de 2018 e impõe multa de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por eventual descumprimento da decisão judicial. Sentenciou o juiz do trabalho Dr Otávio Bruno da Silva Ferreira, da Vara do Trabalho de Abaetetuba/PA. Imediatamente, na noite de 28/02, o Sindicato esteve na porta da empresa para informar e tranquilizar a categoria da conquista da entidade em favor da classe trabalhadora local.

Para o sindicalista e presidente do SindiQuímicos, Gilvandro Santa Brígida, “o Sindicato e sua assessoria jurídica estão atentos e tendo êxitos em prol dos trabalhadores químicos”, ressaltando o presidente que “na relação entre empresa e trabalhador não pode estes pagarem a conta da responsabilidade que é dela (da empresa)” disse Gilvandro, afirmando que “diante das ameaças e de demissões na Hydro Alunorte, esta decisão foi mais um ganho do Sindicato para a categoria, que sempre lutou pela manutenção dos empregos e da reintegração dos dispensados, bem como pela retirada do embargo como forma de afastar o fantasma do desemprego”.

Já Manoel Paiva, secretário geral do SindiQuímicos, lembrou que o Sindicato, desde o embargo ao funcionamento de 50% da empresa e das ameaças constantes de demissões “temos realizados manifestações conjuntas dos trabalhadores, comerciantes, empresários e a sociedade civil organizada para que a planta industrial volte a operar com sua capacidade máxima de 100% na produção e que a empresa responda pelas suas responsabilidades ambientais, trabalhistas e sociais junto a comunidade local”, frisando que “o que não pode é os trabalhadores pagarem a conta com seus empregos”. Esse embargo se arrasta desde fevereiro de 2018 quando do transbordo de rejeitos na empresa Hydro Alunorte em Barcarena.

Cleber Rezende, presidente da CTB Pará, parabenizou a Justiça do Trabalho e a ação incansável dos dirigentes do Sindicato dos Químicos de Barcarena pela capacidade de compreenderem que os trabalhadores não podem “pagar a conta e nem responder pelas obrigações da empresa”.

 

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