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Como parte da greve geral convocada por entidades sindicais em todo o país, membros da Frente Sindical Popular e de Lutas de Roraima realizaram uma manifestação na manhã na última sexta-feira, 30, na Praça do Centro Cívico, em protesto contra a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária dos trabalhadores brasileiros, entre outras medidas recentes tomadas pelo Governo Federal.

Mesmo com a chuva, a ação iniciou por volta das 06h, com a instalação das faixas e organização do trânsito com fiscalização da Polícia Rodoviária Federal de Roraima (PRF), responsável pela área urbana da BR-174. Por volta das 08h, os manifestantes bloquearam parte da via no cruzamento da Avenida Venezuela com a Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, próximo à sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),  onde entregaram panfletos.

Os manifestantes seguiram em carreata até a Praça do Centro Cívico, onde permaneceram até cerca de meio-dia. A Frente explicou que segue as recomendações das centrais sindicais nacionais, que planeja as ações que serão realizadas em cada localidade, e que agora vai aguardar pela próxima orientação de manifesto nacional.

A presidente da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Roraima (Sesduf), Vânia Lezan, informou que a entidade bloqueou as entradas do Campus Paricarana da Universidade Federal, por conta da adesão à greve de professores e técnicos. Segundo ela, a manifestação teve o objetivo de fazer valer a Constituição.

"O nosso direito é ter acesso à educação e saúde. Infelizmente, no final do ano passado, depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o atual presidente Michel Temer e o Congresso votaram rapidamente a emenda que congela os gastos. Nós já estamos sofrendo com hospitais e escolas que não estão funcionando. Com esse impedimento a situação só tende a piorar", disse.

Outro ponto levantado por Vânia é com relação ao orçamento do País que, segundo ela, é usado em sua maioria para pagar a dívida pública. "A gente exige uma auditoria da dívida. É como chegar para o trabalhador e dizer que a metade do orçamento da sua casa é para pagar juros de banco e a outra metade para sobreviver. Estamos pagando diretamente para os bancos, que cada vez estão ficando com mais lucro, um recurso que não vai para a escola, saúde e segurança. Isso é o que está acontecendo nesse país", disse.

A presidente da Sesduf lamentou que, com a manifestação, o trânsito ficou complicado para a população, mas ressaltou que a luta é importante e que esse é o momento de unir a população. "A gente tem que ir para a rua fazer com que as reformas, tanto a trabalhista quanto a previdenciária, não passem. A gente contribui durante anos para poder se aposentar, não é um presente vindo de graça. A gente vê tanto dinheiro sendo desviado, então, é preciso que as pessoas entendam que esse é o momento de as pessoas irem para as ruas. É assim que acontecem as mudanças. Nenhum país mudou se o povo não foi para as ruas", frisou Vânia.

O diretor financeiro do Sindicato dos Urbanitários, João do Povo, disse que não se pode permitir que todos os direitos que foram conquistados por anos de luta sejam retirados em razão de um governo que tenta favorecer os ricos e desfavorecer os pobres. “Nós precisamos implementar essas lutas, senão eles vão conseguir dar uma rasteira e deixar o povo brasileiro à mercê da própria sorte", complementou.

O presidente do sindicato dos servidores da PRF/RR, Antônio Nicoletti, acrescentou que as reformas são necessárias, porém, precisam ser elaboradas com a opinião dos trabalhadores.  "A gente quer sim que ocorra uma reforma justa para o trabalhador e que o governo procure cada classe, cada segmento, para que a gente possa conversar e aí sim elaborar uma proposta justa", declarou.  (P.C.).

Por Paola Carvalho

 

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