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O presidente José Adilson Pereira descerra a placa comemorativa com o nome da categoria: Avenida dos Estivadores

O Sindicato dos Estivadores do Espírito Santo completa 100 anos neste dia 20 de julho com as atenções voltadas para o futuro do trabalho portuário.

Em entrevista exclusiva ao Portogente, o presidente do Sindicato, José Adilson Pereira, disse que a entidade está trabalhando para garantir treinamento permanente aos associados, de forma a acompanhar a tecnologia empregada nos equipamentos portuários.

Entre as demais prioridades de José Adílson estão a de evitar a privatização das companhias docas e a de implantar uma visão empreendedora no Sindicato, incluindo planejamento e fortalecimento institucional. 
 
O cada vez mais veloz processo de transformação global dos perfis de emprego está fazendo com que funções profissionais mudem radicalmente ou até mesmo deixem de existir. Nesse sentido, o líder sindical avaliou que os estivadores e demais categorias portuárias necessitam ter nível educacional avançado para atender aos contratantes.
 
"Desde 2005 o Sindicato atua para que os novos trabalhadores tenham bom nível educacional e proporcionar treinamento permanente de boa qualidade. Hoje, os treinamentos do DPC [Diretoria de Portos e Costas da Marinha] não têm acompanhado a evolução tecnológica dos equipamentos portuários".
 

A entidade, explicou o presidente, está iniciando o terceiro ciclo de negociações da convenção coletiva da categoria após a publicação da Lei 12.815/2013 e aposta na qualidade da mão-de-obra para atrair o interesse de terminais. "No momento, cerca de 80% da nossa mão-de-obra trabalha fora do porto organizado, como na Portocel, em Barra do Riacho". José Adílson observou que a escalação informatizada "com critérios bem definidos e justos" está sendo bem recebida pela categoria.

Apesar da atual Lei dos Portos ter completado apenas cinco anos de existência, já há expectativa para a publicação de um decreto que modifique a legislação vigente. A possibilidade preocupa o presidente do Sindicato, em especial os movimentos favoráveis à privatização das companhias docas. É importante lembrar que justamente a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) foi cogitada para ser a primeira a passar por esse processo devido ao fato de ser a única estatal do segmento a não apresentar passivos financeiros e ser superavitária.

No entanto, José Adílson disse ser favorável à reversão do caráter consultivo dos Conselhos de Autoridade Portuária (CAPs), uma regra imposta pela publicação da Lei 12.815. "No nosso CAP, por exemplo, eu era muito efetivo como representante dos trabalhadores e até coordenava a Comissão de Tarifas. Agora, as direções das companhias docas não trabalham com os CAPs efetivamente".

Porto Gente - Bruno Merlin

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