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Mulheres continuam acampadas em frente aos batalhões da PM no Espírito Santo

(Foto Naiara Arpini/G1)

Há uma semana as mulheres dos policiais do Espírito Santo mantêm-se à frente dos protestos por melhores condições de trabalho e aumento salarial para os maridos. “A situação da classe trabalhadora está aviltante no estado”, afirma Jonas Rodrigues de Paula, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Espírito Santo (CTB-ES).

Ele explica que o governo de Paulo Hartung (PMDB) iniciou um ajuste fiscal que tem pesado sobre “as costas de trabalhadores e trabalhadoras. O resultado desse ajuste neoliberal é isso que estamos vendo nas ruas da Grande Vitória, em uma semana já contabilizamos 120 mortes violentas”.

Na noite desta quinta-feira (9), as lideranças do movimento protagonizado pelas mulheres dos PMs vararam a madrugada em negociação com o governo estadual, porém, sem acordo. O El País Brasil afirma em reportagem que as mulheres reivindicam 43% de aumento (segundo os PMs, essa é a defasagem salarial da categoria) e anistia para os policiais. Também participaram da reunião, representantes das entidades sindicais dos policiais.

Fernanda Silva, umas das representantes do movimento, afirmou ao El País que "o governo disse que chegou ao limite da negociação, a gente pede o reajuste, mas eles dizem que não tem mais negociação". Ao fim da reunião, as representantes saíram de mãos dadas aos gritos de “mulheres unidas jamais serão vencidas”.

Segundo a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS), o salário base de um policial no estado é R$ 2,6 mil, enquanto a média nacional chega a R$ 4 mil.

Para Érika Piteres, secretária da Mulher da CTB-ES, “a atuação das mulheres dos policiais tem sido fundamental para manter a greve”. De acordo com ela, a CTB-ES “apóia a reivindicação deles porque sempre se mantém ao lado de trabalhadores e trabalhadoras”.

Ainda mais, diz ela, “são as mulheres que sentem primeiramente o peso da crise. As que estão no mercado de trabalho perdem o emprego em primeiro lugar, as que trabalham em casa, percebem antes a falta do essencial para uma vida digna”.

Movimento se alastra

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Familiares de PMs iniciam movimento no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (Foto: Agência Folha)

A Polícia Civil do Espírito Santo ameaça aderir ao movimento. E mesmo com apelo de um policial feito nesta quinta para que os PMs retornem às ruas, o movimento permanece forte. Alguns especialistas temem um alastramento desse tipo de protesto pelo país afora.

A cidade do Rio de Janeiro amanheceu, nesta sexta-feria (10), com familiares de policiais militares protestando em ao menos cinco batalhões. Contudo, a PM ainda está fazendo o policiamento nas ruas.

Já a Polícia Civil fluminense está em greve há duas semanas. Os salários dos servidores do estado do Rio de Janeiro estão atrasados. Eles ainda nem receberam nem o 13º.

Para De Paula, da CTB-ES, “a população capixaba não suporta mais o terror ao qual está submetida já há uma semana. É preciso que os governantes negociem com mais rapidez e façam acordo para pôr fim ao caos”.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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