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Seg, Dez

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Manifestação em solidariedade aos reitores detidos (Foto: Larissa Ricci-EM)

“Estamos acompanhando essa ação da Polícia Federal contra a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para impedir mais essa ação trôpega da PF”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “Parece que estamos virando um país sem leis”, reclama.

A fala de Arêas denuncia condução coercitiva dos três últimos reitores e vice-reitores da UFMG nesta quarta-feira (6) durante a operação chamada "Esperança Equilibrista". Com essa operação a PF diz apurar um suposto desvio de recursos públicos destinados à construção e implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil, financiado pelo Ministério da Justiça, envolvendo R$ 4 milhões.

Na madrugada foram levados à delegacia para depor o reitor Jaime Arturo Ramírez, e a vice-reitora Sandra Goulart Almeida e mais seis pessoas. De acordo com o jornal O Tempo, ocorreram 11 mandados de busca e apreensão com a participação de 84 policiais federais, 15 auditores da Controladoria Geral da União (CGU) e dois do Tribunal de Contas da União (TCU).

Para Gilson Reis, vereador em Belo Horizonte e coordenador-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, essa ação é mais um absurdo promovido pelos golpistas no país.

Para ele, essa é mais “uma tentativa de desmoralizar a universidade pública brasileira com objetivo de privatizar”. Ainda mais a UFMG que mora nos corações de todos os mineiros e “tanto compromisso tem com a nação brasileira, com a educação, com a ciência e tecnologia, com a evolução da nossa sociedade e do país”.

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Foto: Raquel Freitas-G1

Já Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) divulgou nota de repúdio onde acusa a ação como “tentativa de golpe na UFMG”. “A ANPG e os pós-graduandos da UFMG estão mobilizados. Já havíamos denunciado, pela ocasião dos fatos na UFSC, que, neste momento vivemos em um período de ataques às instituições públicas e tais práticas chegam mais uma vez à universidade pública brasileira”.

Leia a íntegra aqui.

Já o Sindicato dos Professores de Minas Gerais condena a ação e afirma categoricamente que “não há fatos que justifiquem a condução coercitiva e midiaticamente espetaculosa que se fez dos atuais gestores da Universidade, bem como dos seus antecessores. A Constituição da República de 1988 assegura a todos o devido processo legal e a presunção de inocência – preceitos que não foram respeitados. Também não existe, por parte dos citados, nenhuma obstrução às investigações ou escusa a depoimentos esclarecedores, não existindo nenhum motivo concreto à ação ostensiva e deletéria da Polícia Federal”.

Leia a íntegra da note de repúdio aqui.

A CTB Educação-RS também repudia com veemêndia a ação truculenta da PF. O avanço do Estado de Exceção que estamos vivenciando no Brasil acontece abertamente, sem o menor pudor. Atentos a isso, devemos organizar maior e mais firme resistência à essas práticas truculentas e autoritárias, reunindo todo campo progressista e de todos os defensores da liberdade do povo brasileiro em torno dos ideais democráticos que sempre defendemos", diz trecho da nota.

Leia a íntegra aqui.

Reis explica também que essa ação despropositada da PF visa ainda impedir que “a reitora eleita (Sandra Goulart Almeida) assuma o seu mandato”. Para ele, “o Brasil precisa se levantar” contra as arbitrariedades que estão ocorrendo.

Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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