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O dia 17 de maio é reconhecido mundialmente como dia de luta contra a homofobia. E, por aqui, temos muita luta a fazer. Há 27 anos atrás a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que a homossexualidade não é uma doença, mas de lá pra cá, direitos foram conquistados e muita luta ainda tem que se fazer para a verdadeira erradicação do mal da homofobia.

A crise causada pelo governo do PMDB, no Rio de Janeiro, afetou diretamente a população LGBT do estado. O Programa “Rio Sem Homofobia” , uma referência mundial no combate à opressão e à violência contra a população LGBT, foi completamente desmantelado pelo governo Pezão e agoniza antes do seu fim, que parece inevitável.

Desde o começo do ano passado, o governo estadual demitiu mais de 60 trabalhadores dos programas ligados à população LGBT, nomeou um pastor evangélico homofóbico (Ezequiel Teixeira) para a assistência social, que chegou a fechar os programas e acabou demitido por suas declarações repletas de ódio e preconceito, e mantém os técnicos que ainda trabalham nos aparelhos de combate às opressões sem salários desde o mês de janeiro. Os centros que prestavam assistência psicológica, social e jurídica, não funcionam mais, apenas o da Central do Brasil mantém um atendimento parcial.

No plano municipal, da capital, o Prefeito Marcelo Crivella, não mantém nenhum tipo de política pública para o segmento, mesmo com a cidade sendo um dos maiores destinos do turismo gay mundial, e já informou ainda que deixará de auxiliar a realização da parada do orgulho LGBT, rompendo assim, uma tradição de anos do poder público municipal.

Enquanto os governos seguem neglicenciando a importância de se ter políticas públicas para o segmento LGBT, mais de 50 casos de violência homofóbica já foram registrados esse ano no Rio de Janeiro. Em suma, com o governo de olhos fechados, e sem programas de atendimento, o segmento segue vulnerável a todo tipo de atrocidade num momento em que as manifestações de ódio homofóbicas crescem em nossa sociedade.

Da CTB-RJ