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A organização eleitoral das mulheres nessas eleições teve um resultado importante: o aumento da representação feminina no poder legislativo. Se, por um lado, no Senado, o número de mulheres se manteve estável, na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas, a presença feminina cresceu 51%, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Esse crescimento é fruto do protagonismo das mulheres nas lutas do povo brasileiro. Cada vez mais empoderadas, as mulheres seguem firmes buscando mais espaço na política”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

No ano de 2010, última vez em que os estados brasileiros elegeram dois senadores numa mesma votação, 7 mulheres foram eleitas Senadoras, número que se repetiu esse ano. Apesar disso, cabe ressaltar que nenhuma mulher foi eleita para o Senado em 20 estados – em três deles, Acre Bahia e Tocantins, não houve candidatas.

Na Câmara Federal, no entanto, houve avanços. O aumento de mulheres eleitas para deputadas federais passou de 51 para 77, num crescimento de 51% da bancada feminina no Congresso Nacional. Kátia faz ressalvas. “É indiscutível que trata-se de grande vitória para o movimento feminista o crescimento de 51% da bancada de mulheres na Câmara Federal, no entanto precisamos deixar claro que ainda somos poucas. Somos a maioria da população brasileira e mesmo com esse enorme crescimento ainda seremos apenas 15% do total de parlamentares da Câmara dos Deputados”.

As mulheres também serão 15% das Assembleias Legislativas. Um total de 161 deputadas se elegeu como deputadas estaduais, em um crescimento de 35% em relação a 2014. Alguns estados, no entanto, terão casas legislativas totalmente compostas por homens, como é o caso do Mato Grosso do Sul, que não elegeu nenhuma mulher. “É completamente inaceitável que em pleno 2018, ainda exista no Brasil, uma casa legislativa sem nenhuma mulher eleita”, critica Kátia.

Desde 1997, a lei eleitoral brasileira exige que os partidos e as coligações respeitem a cota mínima de 30% de mulheres na lista de candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras municipais. Além da cota de números de candidatos, nas eleições de 2018 as mulheres também tiveram uma cota financeira. Em maio deste ano, o TSE decidiu que os partidos devem repassar 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as candidaturas femininas.

Fonte: CTB-RJ. Foto: Agência Senado

 

 

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