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Presidenta interina Alexsandra Nogueira apresenta a pauta aos comerciários

Reunidos em assembleia, os comerciários autorizaram nesta quarta-feira (12) a assinatura das Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) com Sindilojas e Fecomércio, entidades que representam 25 segmentos do varejo e do atacado no Rio. Pela proposta negociada com os patrões, a categoria vai conquistar reajuste de 2,2% nos salários e de 3% no piso salarial, percentuais acima da inflação nos 12 meses anteriores à data base, que ficou em 1,69% (INPC/IBGE). Depois de quatro meses de Campanha Salarial e mais de 30 dias de greve, os trabalhadores conseguiram movimentar as negociações, tanto em relação aos salários e benefícios, quanto à proteção de direitos ameaçados pela reforma trabalhista. A previsão é que a assinatura das CCTs aconteça nos próximos dias.

“Esse ano, com todas as maldades da reforma trabalhista feitas pelo golpista Temer a mando dos patrões, a dignidade do trabalhador foi colocada em risco. A proposta deles alterava a jornada de trabalho, a forma de contratação e, claro, reduzia os salários. Como a CCT agora tem mais força do que qualquer lei trabalhista, proteger nossos direitos neste documento é garantir que os comerciários vão estar blindados durante todo ano. Essa proteção só foi possível porque os trabalhadores arregaçaram as mangas e vieram à luta junto com o Sindicato”, comemorou a presidenta interina Alexsandra Nogueira.

Conquistas Sindilojas e Fecomércio:

Reajuste de 2,2% nos salários (aumento real de 0,5%);
Piso salarial passa de R$ 1.150 para R$1.185 (3%);
Reajuste da garantia mínima dos vendedores comissionistas de R$ 1.265 para R$ 1.303 (3%);
Piso de experiência passa de R$1.034 para R$1.065 (3%);
Lanche dos sábados, domingos e feriados: de R$ 18 para R$ 22 (22%);
Ajuda de custo dos comissionistas de R$ 27 para R$ 28; (3,7%);
Quebra de caixa passa de R$ 52 para R$ 54 (3,84%).

O reajuste tem validade a partir da data-base, 1º de maio, e o retroativo deverá ser pago em uma única parcela no contracheque do mês de outubro. “Os patrões queriam embolsar a diferença da inflação e ainda obrigar os comerciários a trabalhar em jornadas que acabam com nossa saúde física, mental e nos tiram do convívio com amigos e família. Em cada reunião era uma proposta absurda. Só com a greve foi possível reverter esse cenário. Por isso, para que a gente conquiste ainda mais direitos, é preciso participar do Sindicato, das assembleias e se sindicalizar . Sem luta, não há conquista”, lembrou o diretor Marcelo Black.

Cláusulas sociais

As CCTs assinadas com o Sindilojas e a Fecomércio também garantem reajuste do auxílio creche a partir de R$ 195, no caso das empresas que possuem até 50 funcionárias, ou R$ 225, nas empresas com mais de 50 trabalhadoras. Também se destacam a manutenção de cláusulas que exigem a oferta de água potável aos trabalhadores e melhoria das condições de higiene do local de trabalho. O acordo também estabelece as regras para jornadas aos domingos, feriados, compensação de banco de horas e trabalho em tempo parcial.


Mais greves nos supermercados – Os patrões de supermercados seguem dizendo não à valorização dos trabalhadores. Em assembleia, por ampla maioria, os comerciários decidiram que as greves e paralisações vão continuar neste segmento. “A greve vai se concentrar nos supermercados daqui pra frente. Já ouvi dos patrões em mesa de negociação que os comerciários são analfabetos, que não entendem nada da campanha salarial, mas a verdade é que o poder vem daqui, dos trabalhadores unidos com o Sindicato. Se eles querem ter mais prejuízo com as lojas fechadas, vão ter”, avisou Alexsandra.

Fonte: Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro

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