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Seg, Dez

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A luta contra a reforma da previdência teve mais um capítulo nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro. Ato convocado pelas centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo transformou a data em um grande Dia Nacional de Lutas por todo o país.

No Rio de Janeiro foram mais de 10 mil manifestantes no histórico palco da Praça da Candelária, no centro da Cidade Maravilhosa. A CTB marcou presença e mostrou mais uma vez que o povo brasileiro é contra essa nefasta proposta que, na prática, acaba com a aposentadoria.

“Apesar da mídia golpista esconder essa vergonha que é essa chantagem e essa descarada compra de votos para votar a reforma da previdência, o povo já percebeu a podridão que é esse governo e a bancada comandada pelo presidente da Câmara (Rodrigo Maia)”, diz Paulo Sérgio Farias, o Paulinho, presidente da CTB-RJ.

Por isso, diz ele, “neste dia 5, milhares foram às ruas mais uma vez para dizer que não vão aceitar essa votação”. Paulinho reforça ainda que “é fundamental a unidade na mobilização da classe trabalhadora, não há outro caminho a não ser a luta, a não ser a denúncia contra esse crime contra o povo”.

Logo no começo da tarde, a militância da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Rio de Janeiro (CTB-RJ) e da União da Juventude Socialista (UJS) realizaram um ato em frente à sede do INSS, na Rua Pedro Lessa, no centro da cidade.

“Nós estamos aqui para denunciar essa reforma da previdência que causa inúmeros prejuízos aos trabalhadores e especialmente às trabalhadoras, que já sofrem com uma dupla jornada e que terão seu direito à aposentadoria inviabilizado pela proposta desse governo golpista”, afirma Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ.

Ela lembra ainda que estamos  nos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e "a mulherada se mantém firme contra todo o tipo de violência e discriminações".

A luta contra a reforma da previdência mobilizou diversas categorias, tanto do setor público, quanto do setor privado, que lutam contra essa medida que coloca em risco a aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Dentre elas, se destacam os servidores públicos que são os maiores prejudicados com essa proposta.

“É muito importante manter as manifestações contra a reforma da previdência. O governo está com dificuldades de conseguir os votos para aprova-la e temos que levar essas manifestações para a porta da casa dos deputados federais. Essa reforma atinge principalmente os servidores públicos e nós sabemos que ela não é necessária pois a auditoria já provou que não existe déficit na Previdência”, afirma Marco Correa da Silva, presidente da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado do Rio de Janeiro (Fesep-RJ) e dirigente da CTB-RJ.

No fim da tarde, milhares de trabalhadores e trabalhadoras se reuniram na tradicional Praça da Candelária, onde iniciaram uma grande manifestação popular em defesa da aposentadoria e contra os retrocessos. “Fora Temer” se tornou mais que uma palavra de ordem.

“Mesmo com o governo tentando dar uma pernada, dizendo que não ia ter votação para tentar desmobilizar a manifestação, a classe trabalhadora está na rua com a CTB e as demais centrais, para barrar a reforma da previdência”, diz José Carlos Madureira, secretário de Políticas Sociais da CTB-RJ.

A manifestação saiu em passeata pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde o ato foi encerrado com falas das centrais sindicais e das frentes envolvidas. Paulinho ressalta a força da manifestação carioca.

“Apesar do pessimismo de uns e da arrogância de outros o dia de hoje, 5 de dezembro, foi uma grande demonstração de força da classe trabalhadora que foi às ruas e à luta. Enquanto o governo continua com sua chantagem e comprando voto com o dinheiro do povo. Mostramos que a luta vale a pena e vamos vencer”, conclui.

José Roberto Medeiros - CTB-RJ e Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

 

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