Sidebar

21
Dom, Abr

Prefeito carioca não investiu um só centavo para prevenir a tragédia

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Já são cinco os mortos identificados na enchente que tumultuou a vida dos cariocas na segunda-feia. As chuvas prosseguem e o número de vítimas tende a crescer. A tragédia não é obra apenas da mãe Natureza. Pelo menos parte da responsabilidade deve ser atribuída ao prefeito Marcelo Crivella, que não gastou um só centavao na manutenção da drenagem urbana da cidade e na contenção de encostas da execução orçamentária da prefeitura.

Os dados são do Rio Transparente e foram coletados pelo jornal O Globo, nesta terça-feira (9). A bem da verdade será preciso acrescentar que ele não é o único culpado, a perigosa e criminosa negligência antecede sua gestão. A Prefeitura do Rio reduziu em 77% os gastos com controle de enchentes nos últimos cinco anos, segundo a mesma fonte. As despesas com ações para conter efeitos da chuva caíram de R$ 288 milhões, em 2013, para R$ 66 milhões, em 2018.

Zerou

O atual prefeito agravou a situação ao simplesmente zerar os investimentos. A antiga Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) não autorizou (empenhou) novas despesas entre janeiro e o início de abril deste ano. Os R$ 8.297.106,09 pagos para as empreiteiras contratadas para os serviços de drenagem quitaram apenas faturas por serviços prestados principalmente no ano passado. O temporal que já deixou cinco mortos na cidade é o terceiro registrado em 2019.

A verba para esse tipo de serviço, essencial para prevenir efeitos letais do excesso de chuvas, vem caindo ano a ano. Em 2018, a prefeitura pagou R$ 31,5 milhões incluindo faturas de anos anteriores. Mas, levando em conta apenas 2018 (incluindo as faturas pagas em 2019), as despesas foram de R$ 24,4 milhões. Em 2017, primeiro ano do governo Crivella, os investimentos na manutenção da drenagem alcançaram R$ 33,5 milhões.

A desculpa de Crivella

O prefeito afirma que falta dinheiro para investir na redução de efeitos de temporais na cidade. Afirmou que a prefeitura não tem recursos, por exemplo, para realocar pessoas que moram em áreas de risco para locais seguros ou construir novos reservatórios subterrâneos (piscinões) que sirvam para escoar enchentes.

“Temos milhares de famílias morando em área de risco. Temos 750 mil bueiros que precisam ser limpos constantemente. Agora, os recursos para isso são pequenos. Dependemos de parcerias com o governo federal. A cidade do Rio de Janeiro contribui para o governo federal com R$ 160 bilhões por ano com impostos. E só recebemos de lá para cá, com muita dificuldade, R$ 5 bilhões”, disse o prefeito.

Impeachment

Segundo ele, nos últimos três meses, a prefeitura também não conseguiu assinar nenhum novo contrato para construção de novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, ou para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das encostas. Crivella também reclamou dos altos juros de empréstimos do governo federal para a cidade. Defendeu a revisão do pacto federativo e maior autonomia para que as cidades possam obter seus recursos.

O prefeito, um político conservador ligado aos evangélicos, perdeu base desde que foi eleito em outubro de 2016 e está em baixa no crítico cenário político carioca. Confronta-se agora com pedido de impeachment na Câmara dos Vereadores e fartas denúncias de corrupção, nepotismo, uso da máquina pública para fazer campanha do vilho e favorecimento ilícito de correligionários e parentes.

Com informações do G1 e Forum

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.