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Trabalhadores e trabalhadoras do Correios, sindicalistas, representantes das centrais sindicais participaram na noite da última terça-feira (12), de uma Audiência Pública em Defesa dos Correios, no auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

A atividade foi convocada pela deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP) em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Estado de São Paulo (Sintect-SP). Estiveram presentes o vice-presidente da CTB-SP e presidente do (Sindicato de Água, Esgoto e Meio Ambiente) Sintaema, Renê Vicente; o ex-deputado Jamil Murad; e o presidente da Federação Interestadual de Trabalhadores dos Correios (Findect), José Aparecido Gandara.

Durante o evento, a deputada e os sindicalistas discutiram os prejuízos que uma eventual privatização da empresa acarretaria. “Há ameaças abertas de privatização, caso os trabalhares não aceitem o fim de direitos conquistados com anos de luta, como por exemplo, a assistência médica. É esse debate que fazemos: a defesa dos Correios como serviço público de qualidade”, ressalta a parlamentar.

Leci alerta que o desmonte da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é parte do plano do governo federal de privatizar o patrimônio público e levar adiante as reformas que retiram direitos do povo. “Recentemente estive na região do Grajaú, e fui informada que a previsão de fechamento da Agência São José, que atende a cerca de 250 mil moradores. Isso ocorre em consonância com o discurso governamental, que acusa o déficit da Previdência como argumento “reformá-la”, juntamente com a retirada de direitos dos trabalhadores, através da Reforma Trabalhista em discussão no Senado. Entretanto nem uma delas convence o povo brasileiro”.

Silvana Azeredo, diretora do Sintect, lembra que quem sofre com essa situação de sucateamento promovido pela empresa com vistas à privatização, além dos trabalhadores, é a população. "A ECT é forte porque tem a base forte. A crise está nas sucessivas más gestões. E hoje, neste espaço importante, não podemos deixar de falar do fechamento das agências. A capital sofre, a periferia está sendo penalizada pela má gestão que administra hoje a Empresa, e está acabando com o acesso a dignidade da população. Fechando agências, a Empresa tira o acesso da sociedade não apenas aos serviços postais, mas também bancários, realizado através do Banco Postal", afirmou Silvana Azeredo.

Nesse sentido, Elias Cesário (Diviza), presidente do Sintect-SP, lembrou que nada é conquistado sem a unidade e mobilização dos trabalhadores, e garantiu que o sindicato está preparado para esta luta. "Nós estivemos em Brasília, no Senado e na Câmara dos Deputados, e agora, em nossa casa, a convite da Deputada Leci Brandão, na luta por nossos empregos. Tudo que conquistamos, foi através de greves, de lutas. E não vão nos tirar nada! Nós somos o sangue dessa Empresa, e quem nos enfrentar, vai ter que vir forte, porque nós somos um exército unido, preparados para a guerra, afirmou Diviza.

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Portal CTB

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