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Sáb, Out

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A CTB-SP participou do ato-vigília pelo recebimento da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. A orientação da Frente Brasil Popular, que articulou os atos em diversos estados pelo Brasil, era de colocar telões em locais públicos de grande concentração para que a população possa acompanhar a votação.

Em Brasília, os deputados federais alternavam-se ao microfone para manifestar apoio ou repúdio à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Temer é acusado de ter praticado corrupção passiva por conta de suas conversas com Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, em que os dois articulam o pagamento de propinas para silenciar Eduardo Cunha e facilitar tramitações em diferentes instâncias do governo.

Para o presidente da CTB-SP, Renê Vicente dos Santos, o arquivamento da denúncia é uma afronta a toda a classe trabalhadora do Brasil. Ele acredita que Temer consiga se livrar da acusação através da liberação indiscriminada de emendas parlamentares, mas garante a continuidade da luta pelo Fora Temer e as Diretas Já. Confira a avaliação completa do dirigente:

Conforme veiculado amplamente, o Palácio do Planalto foi transformado num balcão de negócios na tentativa de salvar Michel Temer, com ao menos R$ 4 bilhões em verbas prometidas. A transmissão ao vivo, no entanto, fez com que vários deputados da base do governo fizessem declarações curtas e ambíguas em defesa do golpista.

Eliseu Padilha, atual ministro da Casa Civil de Temer, garante que têm votos suficientes na Câmara para impedir o prosseguimento das investigações contra Temer. Pelos cálculos do governo, aproximadamente 250 dos 517 deputados deverão votar pelo arquivamento do processo. Como são necessários ao menos 342 votos para que a Câmara aceite a denúncia, ela seria então descartada.

Caso a Câmara aprove, a denúncia tramitará no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se acata ou não. No primeiro caso, Temer se tornaria réu e seria afastado da presidência assumindo o presidente da Câmara. “Compra de votos, liberação de emendas, cargos tudo isso está explícito pelos aliados do governo, que se mantém no poder à revelia da vontade popular”, afirmou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Portal CTB

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