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Em greve desde o dia 26 de setembro, trabalhadores e trabalhadoras dos Correios promovem um ato com caminhada, nesta quarta-feira (04), contra a tentativa de privatização do setor, implementada pelo governo Temer. A passeata descerá a rua da Consolação, até a Agência Central, no Vale do Anhangabaú, colorindo as ruas da capital paulista de azul e amarelo.

“Vamos todos uniformizados, ninguém pode ficar de fora desse momento de mostrar a importância da nossa luta para a população e ganhar apoio para fortalecer a greve”, afirmou o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios (Sintect-SP), Ricardo Adriane.

O protesto, que também faz parte da agenda de ações da campanha salarial da categoria, visa defender a empresa pública, o direito da população ao serviço de qualidade, a realização do concurso público e contratação de funcionários, para que as agências continuem abertas. Clique AQUI e confira Carta Aberta à população.

Presidente do Sintect-SP, Elias Cesário (Diviza), alerta que governo federal não faz concurso público e nem contrata há 5 anos, com o objetivo de ampliar o processo de desmonte dos Correios. “O governo promoveu dois planos de demissão voluntária para pôr mais de 10 mil pais de família na rua. Quer acabar com diretos conquistados pelos trabalhadores, como o convênio médico, essencial para uma categoria que ganha dois salários mínimos e não tem como pagar um plano de saúde. Fechou centenas de agências país a fora e acabou com a entrega diária feita pelos carteiros”, revelou Diviza.

Filiado à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Correios (Findect), os ecetistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Tocantins estão em greve há seis dias diante da falta de acordo com a ECT. O impasse principal está relacionado ao reajuste salarial e a forma de pagamento.

A empresa oferece 3% apenas em janeiro, enquanto os trabalhadores exigem o reajuste retroativo a em agosto, data-base da categoria.

Nesta quinta-feira (05), os ecetistas voltam a se reunir em assembleias nos estados para decidir os rumos do movimento.

carta aberta correios

Cinthia Ribas - Portal CTB

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