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Metroviários de São Paulo realizam uma paralisação de 24h, nesta quarta-feira (15), contra as reformas da Previdência e trabalhista, anunciadas pelo governo Temer. E apesar do posicionamento contrário da grande imprensa ao movimento, os usuários que encontraram a estação de metrô Itaquera fechada nesta manhã manifestaram apoio à mobilização e suas justas reivindicações.

Coordenado pelas centrais sindicais, o movimento de resistência atinge pelo menos 19 estados e protesta contra a extinção de direitos trabalhistas históricos e o desmonte da Previdência Social.

Para a analista de sistemas Isabel Trajano, 47 anos, que iria do Parque do Carmo à Paulista, apesar do prejuízo no transporte, "entendo o porquê da paralisação". "Não acho viável ter que contribuir 49 anos para poder me aposentar. Querem que eu apresente certidão de óbito para pleitear a aposentadoria?", ironizou.

isabel apoio

Para o conferente Erik Costa Santos, 24, que seguiria de Itaquera à Barra Funda, na zona oeste, "o trem parado cedo é que causou surpresa". "Porque, se o governo quer tirar conquistas dos trabalhadores, sou a favor de que parem mesmo. Só acho que tinha que parar tudo", opinou.

Na estação Jabaquara, linha 1-Azul, funcionários em greve estão dando explicações aos usuários de como eles podem chegar ao trabalho. Eles fizeram um discurso na frente da estação explicando às pessoas que o motivo da greve não é contra a população, mas para defender a aposentadoria de todos.

“A gente não quer prejudicar a população, mas quer defender os direitos dos trabalhadores”, afirmou o operador de trem da linha 1-azul, Altino de Melo.

Após o discurso, os funcionários chegaram a ser aplaudidos pelas pessoas que pediam informações sobre os trens.

jabaquara

Para Flávio Godoi, dirigente da CTB e secretário Jurídico do Sindicato dos Metroviários, apesar da manipulação da grande imprensa que tem apoiado as reformas, a população sabe o que está em jogo e não se deixará enganar.

“Queremos alertar a população para essas ameaças que tentam retirar direitos trabalhistas conquistados com muita luta. A reforma anunciada pelo Temer vai promover um desmonte do Sistema Previdenciário. Quem tem dinheiro faz um plano privado. Quem não tem vai morrer trabalhando”, alertou Godoi.

 

Portal CTB com agências

 

 

 

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