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Veja a cara de nojo do candidato da elite reacionária paulistana e do governardor Geraldo Alckmin

Em sua campanha populista para chegar à prefeitura da maior cidade do país, o candidato do PSDB, João Doria Junior, passa vexame em botecos da cidade por suas caras de nojo ao comer salgados e tomar cafezinho e vira piada na internet.

Mas o pior de tudo está em suas falas. Conhecido empresário defensor de propostas ultrarreacionárias, Doria disse em entrevista que pretende “enxugar” a máquina administrativa, justamente acabando com as sete secretarias das áreas sociais.

Entre elas a de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Juventude, LGBT e de Pessoas com Deficiência. “Um descalabro, a proposta de extinguir secretarias fundamentais para o desenvolvimento de políticas para a melhoria de vida das pessoas que lutam para ter a sua cidadania respeitada”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

“Primeiramente, é importante ressaltar o desconhecimento do candidato sobre a estrutura atual da Prefeitura de São Paulo. As pastas de políticas para Juventude e para LGBT apresentaram políticas consistentes nesta gestão, como o Programa Transcidadania e o Plano Juventude Viva, e são coordenações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania”, afirma Denise Mota Dau, secretária municipal de Políticas para as Mulheres.

Para ela, “a extinção destes órgãos representa um retrocesso no desenvolvimento de políticas públicas de combate à desigualdade na cidade de São Paulo e, também, profunda falta de compreensão da importância que estas Secretarias possuem na dinâmica da administração pública”.

Já o secretário-adjunto de Promoção da Igualdade Racial, Elizeu Soares Lopes, acredita que o candidato desconhece “a dura realidade enfrentada pela população mais pobre de São Paulo”. E questiona: “quanto de fato se economizaria e qual seria o custo benefício? E por que ‘cortar’ nestas áreas específicas?”.

Angela Meyer, líder estudantil e representante da juventude acha que a própria candidatura de Doria representa um escárnio para a política paulistana. “Ele representa os setores mais reacionárias da elite paulistana e uma vitória sua seria o maior retrocesso que a nossa cidade poderia experimentar”, reforça.

Ela acredita que a juventude “vai mostrar a sua vontade de continuar avançando em políticas públicas voltadas para os interesses da maioria”. Bitencourt defende a formação de uma frente ampla para derrotar o atraso.

“No segundo turno as candidaturas progressistas devem se unir em torno de projetos de interesse da classe trabalhadora, da juventude e de todos os setores que podem levar a nossa cidade para um desenvolvimento humano que nos projete para um futuro com mais mobilidade, mais direitos e mais justiça”.

“Fora Doria, fora Alckmin, fora Temer e fora todos os defensores de retrocessos para a sociedade brasileira. São Paulo precisa dar um exemplo para o país e enterrar de vez essas políticas contra os interesses da classe trabalhadora”, reforça Bitencourt.

Leia a íntegra da nota da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres

Em um período de avanços de posições políticas conservadoras, que buscam reduzir direitos e conquistas de grupos historicamente oprimidos na sociedade brasileira, a SMPM toma conhecimento, com muita preocupação, da proposta de corte da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) da Prefeitura de São Paulo, bem como das Secretarias de Promoção da Igualdade Racial e Pessoas com Deficiência, apresentada por candidato de oposição à atual gestão para a eleição municipal de 2016.

Primeiramente, é importante ressaltar o desconhecimento do candidato sobre a estrutura atual da Prefeitura de São Paulo. As pastas de políticas para Juventude e para LGBT apresentaram políticas consistentes nesta gestão, como o Programa Transcidadania e o Plano Juventude Viva, e são coordenações da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

A extinção destes órgãos representa um retrocesso no desenvolvimento de políticas públicas de combate à desigualdade na cidade de São Paulo e, também, profunda falta de compreensão da importância que estas Secretarias possuem na dinâmica da administração pública.

As diversas formas de opressão, como o racismo e o machismo, se manifestam em todas as dimensões da vida (no trabalho, na saúde, na educação, na cultura) e dentro das próprias instituições. Para combatê-las, é necessário um compromisso firme por meio de políticas de Estado (e não apenas de governo), desenvolvidas pelas mais diversas áreas do poder público. A extinção destes órgãos, reduzindo a importância política que estes temas possuem, dificultará a construção de políticas transversais e reduzirá a visibilidade destas temáticas.

A SMPM foi criada, em 2013, a partir de um processo de grande luta dos movimentos feministas e sociais, em busca de reconhecimento da importância de suas necessidades e demandas pelo poder público municipal; e tem cumprido um papel fundamental na formulação e implementação de políticas públicas especificas para o empoderamento das mulheres e a redução das desigualdades de gênero por elas enfrentadas.

A constituição desta Secretaria gerou, nos quase 4 anos de existência, importantes resultados para o município, como a ampliação da rede de serviços de enfrentamento a violência contra as mulheres, a construção de políticas para a ampliação da participação políticas para as mulheres e o desenvolvimento de ações para diminuir a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Extinguir esta Secretaria é reduzir a importância que as demandas das mulheres e o enfrentamento às desigualdades por elas sofridas tem para a Prefeitura da cidade de São Paulo.

Portal CTB

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