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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) apoia o movimento de solidariedade ao Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), que está sendo dasalojado de sua sede no campus universitário por iniciativa da reitoria da universidade.

A instituição, cujo reitor é Marco Antonio Zago, entrou com pedido de reintegração de posse da sede e cercou o local com grades de ferro no final de janeiro. O Sintusp está abrigado no edifício há 50 anos e isso estava previsto na planta original da universidade, que se referia ao espaço como reservado para a representação dos funcionários da instituição. 

Em nota, os profissionais reafirmam a importância de manter o Sintusp dentro do campus universitário: "Além de laborais, as atividades do Sintusp são também intelectuais e formativas e, nesse sentido, integram o todo acadêmico. Enquanto tal, são imprescindíveis à afirmação do caráter público e à vocação crítica da USP. Repudiamos, portanto, toda e qualquer tentativa da Reitoria de privar o Sintusp de ocupar instalações adequadas, com garantia de perenidade, sendo essencial não apenas que a sede do Sintusp permaneça no campus, mas que disponha da infraestrutura necessária para a realização de suas atividades."

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Leia abaixo a nota na íntegra: 

As entidades abaixo assinadas vêm a público e, em especial, dirigem-se ao Ministério Público do Trabalho para afirmar que entendem a permanência do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) dentro do campus do Butantã (Cidade Universitária) como indispensável à plena cidadania de docentes, funcionários técnico-administrativos e estudantes.

O direito à livre organização para o exercício da prerrogativa de solidariedade e de defesa de outros direitos (trabalhistas, civis, sociais) é uma das conquistas históricas mais importantes da classe trabalhadora. Tal prerrogativa precisa ser exercida no próprio local de trabalho, com espaço adequado para o encontro e para discussões e deliberações.

Esse direito de trabalhadoras e trabalhadores da USP, além de lhes permitir tratar de suas condições objetivas de trabalho e reivindicar a melhoria dessas condições, propicia um fundamental espaço de reflexão e crítica sobre a própria universidade. Em suma, além de laborais, as atividades do Sintusp são também intelectuais e formativas e, nesse sentido, integram o todo acadêmico. Enquanto tal, são imprescindíveis à afirmação do caráter público e à vocação crítica da USP.

Repudiamos, portanto, toda e qualquer tentativa da Reitoria de privar o Sintusp de ocupar instalações adequadas, com garantia de perenidade, sendo essencial não apenas que a sede do Sintusp permaneça no campus, mas que disponha da infraestrutura necessária para a realização de suas atividades.

Assim sendo, exortamos o Ministério Público do Trabalho a dar continuidade a seus esforços institucionais para que a Reitoria apresente uma proposta adequada de instalações para a permanência digna do Sintusp no campus Butantã da USP.

São Paulo, 22 de fevereiro de 2017

Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo – Adusp

Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo - Sintaema 

Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna e Região

Sindicato dos Professores de Campinas e Região - Sinpro

Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo 

Portal CTB

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